1 ano em Buenos Aires

1 ano em Buenos Aires: meus lugares preferidos

Há exatamente um ano eu e o Eli chegávamos de mala e cuia para nossa temporada portenha. Contei um pouco da nossa vinda aqui, depois escrevi um breve balanço dos primeiros 30 dias, mas nunca pensei que chegaríamos a completar 365 dias.

Durante este tempo, cortei o cabelo, pedalei pelos vinhedos de Mendoza, dividi a casa com gente do mundo todo, vi espetáculos imperdíveis, participei da marcha Ni Una Menos, andei a cavalo pelo Pampa, cruzei umas 180 vezes a avenida mais larga do mundo e aproveitei muito mais do que meu bolso permitia.

1 ano em Buenos Aires: meus lugares preferidos

Neste post comemorativo, achei que seria uma boa listar aqui meus refúgios pessoais, aqueles lugares preferidos da cidade aonde vou quando quero:

Tomar café
Café RivasCafé Rivas – Não faltam cafés em Buenos Aires, todo mundo sabe, mas este é especial porque concilia três coisas essenciais: ambiente lindo, boa trilha sonora e, naturalmente, a qualidade do café. Às vezes lamento o fato de ter tantos cafés notables na cidade e eu acabar repetindo sempre o mesmo, mas não importa: o Rivas é puro amor na minha vida, gosto muito de lá. (Rua Estados Unidos 302, esquina com Balcarce, em San Telmo)

Ir ao cinema
BamaBAMA – A cinefilia corre nas minhas veias desde criança, quando a irresponsável da minha mãe me levou pra ver um filme do Polanski no extinto Cine Luz, em Curitiba. Procuro cumprir com o ritual uma vez por semana, e invariavelmente acabo caindo no Cine BAMA, um conjunto de salas subterrâneas (mas cheirosinhas!) dedicadas a filmes independentes de todos os cantos do mundo. Além de conciliar boa programação, localização central (ao lado do obelisco) e preço razoável, fica a poucos metros do charmoso café Petit Colón e ao lado da Focacceria, que tem uns quitutes deliciosos. Fora que BAMA é a sigla de Buenos Aires Mon Amour, versão argentina do título de Alain Resnais. Como não amá-lo? (Av. Pres. Roque Sáenz Peña 1145, Centro)

Dançar/ouvir Tango

Foto: Edu Baro

Foto: Edu Baro

Maldita Milonga – Li n’algum lugar que existem cerca de 150 milongas acontecendo toda semana em Buenos Aires. Falta muito para eu conhecer todas, mas das que fui, a queridinha ainda é a Maldita Milonga. Além da experiência de fazer uma aula e aprender os passos básicos com nossa querida amiga brasileira, Gisele Teixeira, a noite é embalada por uma das melhores orquestras típicas de tango, El Afronte. Fica num casarão em San Telmo e acontece toda quarta-feira às 21h. Mais infos, aqui.

Curtir um dia ao ar livre
Parque CentenárioParque Centenário – Não é nem de longe o mais bonito da cidade (nesse quesito, é difícil competir com o Rosedal), mas tem uma ótima feira de livros e discos usados, um anfiteatro incrível com shows gratuitos e uma grama convidativa para esticar a toalha do piquenique. E ainda por cima fica perto de casa! Saiba mais aqui. (Entre as avenidas Díaz Vélez, 4.800, e ángel Gallardo, 300, em Caballito)

 

Comer num lugar 100% garantido:
CaserosCaseros – É ótimo descobrir lugares novos, mas tem dias que a gente só quer experiências boas e já conhecidas, sem surpresas desagradáveis, né? Quando estou assim, vou pro Caseros, um bistrô elegante e com menu de almoço acessível ao lado do Parque Lezama. (Av. Caseros 486, esquina com Bolivar, em San Telmo)

Ouvir boa música
theloniousThelonious Club – Eu já sabia da ótima fama do Thelonious, uma casa de jazz intimista, cujo nome homenageia o grande pianista Thelonious Monk. Porém, só fui conhecê-la recentemente, a convite de um amigo da Tasmania que ficou umas semanas aqui em casa. O bar é pequeno e belíssimo, com uma acústica maravilhosa, algo fundamental para fãs de jazz. A dificuldade está em conseguir ingressos. Então, entre no site, confira a agenda e reserve com antecedência. (Rua Jerónimo Salguero 1884, Palermo)

Ter uma experiência artística
konex1-compressedCiudad Cultural Konex – Teatro, música, artes visuais, ciclos de cinema ao ar livre. Tudo o que você imaginar tem lugar neste fantástico centro cultural, instalado numa antiga fábrica e depósito de azeites do bairro do Abasto. A programação é super inusitada – tem até uma das salas fazendo sessões de audição de discos às cegas, com alto-falantes holofônicos (escrevi sobre isso aqui, pro jornal Gazeta do Povo). Quando quero viver uma experiência artística diferente e de qualidade, sempre penso no Konex. Saiba mais sobre este lugar em nosso post.

Comprar alguma pechincha original

Feira de Mataderos

Foto: Elisandro Dalcin

Feria de Mataderos – Uma das feiras mais legais de Buenos Aires, onde ainda é possível comprar coisas realmente baratas, apesar da crise e da inflação, como suéteres de lã, bolsas de couro, comidas típicas, artesanato e toda sorte de itens gauchescos. Já cheguei a ver até uma bicicleta à venda por 400 pesos. Fica um pouco longe, mas é só pegar o ônibus 92 e cair direto lá. Vale a viagem. (Aqui, um post que fiz sobre minha primeira expedição a Mataderos.)

Me perder
Parque chasParque Chas – Fiquei fascinada por este bairro ao ler O Cantor de Tango, de Tomás Eloy Martinez. São poucas ruas, mas sua distribuição circular faz delas um verdadeiro labirinto borgeano. Bom para uma pedalada com uma câmera fotográfica a tiracolo. Também dá para chegar de metrô, descendo na estação De los Incas/Parque Chas, da linha B.

Me encontrar
Biblioteca NacionalBiblioteca Nacional – Sempre me sinto em casa em uma biblioteca, mas essa é especial por vários motivos, principalmente por sua arquitetura fantástica e pela presença, ainda que simbólica, do seu diretor mais famoso: Jorge Luís Borges. Qualquer um pode frequentá-la – não é preciso se associar, basta apresentar o RG ou passaporte. Não é possível levar os livros para casa, mas dá para lê-los em uma sala de leitura imensa, iluminada por abajures delicados e com vista para o Rio da Prata. Fora que o lugar fica aberto até a meia-noite (isso mesmo, amiguinhos!) de segunda a sexta, e ainda dá pra levar comidas, bebidas e mate pra consumir lá dentro. Mais infos, aqui.

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5 comentários

  1. Dornelas La Salvia

    Boa tarde mariana, seu blog foi uma surpresa muito agradável. Desde que conheci buenos aires em 2011, eu vou e volto ao menos 2x por ano, e agora em 2016 comecei a fazer doutorado na UBA. Quem sabe não vou de mala e cuia igual você? um abraço

  2. Edinalva

    Ah Mariana lendo seu post me bateu uma saudade de Buenos Aires!! Q cidade fascinante! Sua experiência tem valido a pena hein?!

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