Super Eki, o supermercado da depressão

A história do Super Eki parece uma fábula sobre a própria história da economia da Argentina. Parece surreal, mas é a mais pura realidade.

Imagine um supermercado que há mais de um ano já não compra nada para vender porque está devendo a vários fornecedores e faz seis meses começaram a aparecer probleminhas de salários com seus empregados. Ou seja, o supermercado faliu mas continua aberto.

Existem vários deles na cidade e entrar em qualquer filial é a mais pura depressão. As gôndolas estão vazias e as vezes existem só 3 ou 4 tipos de produtos em todo supermercado. Eu mesmo entrei num em San Telmo e praticamente só tinha Brahma nas prateleiras.

Os caras não tem nem mais dinheiro nem para demitir o quadro de pessoal, por isso as lojas continuam abertas. Há risco do dono dos imóveis chegar e despejar quem ainda insiste em trabalhar nesses mercados fantasmas.

Outro dia andando por Palermo vi esse cartaz onde eles pediam que os clientes ajudassem na situação e pagassem as contas em dinheiro mesmo.

Caro cliente. Sua compra ajuda a pagar nosso salário já que nós não recebemos. Por isso pedimos que pague em dinheiro.

A situação não parece está perto de um final feliz não. Algumas lojas maiores podem ser vendidas para redes maiores como o Wallmart, mas nada está certo. Mais aqui. 

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6 comentários sobre “Super Eki, o supermercado da depressão

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