calle bollini

3 hermosas ruas de pedras em Buenos Aires

“O mapa não é o território”, diz uma frase famosa daquele filósofo polonês. Sou fanática por mapas, mas ninguém discorda que experimentar o território in loco, com nossas próprias pernas, é a maneira mais verdadeira de conhecer uma cidade.

Segundo o livro Las mil y una curiosidades de Buenos Aires,o território portenho conta com 2.159 ruas, avenidas e passagens (“338 com nome de militares, 122 de juristas e 83 de políticos”, especifica seu autor, o guia turístico Diego Zigiotto). Em nove meses morando aqui, não devo ter percorrido nem 1/4 delas, mas já arrisco escolher minhas preferidas.

3 hermosas ruas de pedras em Buenos Aires

Se você já zanzou pelas livrarias e teatros da Avenida Corrientes, já se perdeu nos antiquários da calle Defensa, gastou plata nos outlets da Córdoba, curtiu as cores vibrantes do Caminito e passeou pelas calçadas amplas olhando os edifícios aristocráticos da Avenida Libertador, está na hora de conhecer outras ruas hermosas e fora do circuito tradicional.

1. Avenida Melián, Belgrano
calle melián

Sem dúvida, a Melián é uma das ruas mais bonitas de Buenos Aires. Só que, como fica numa parte muito residencial de Belgrano, afastada do eixo turístico, pouca gente a conhece. Eu mesma descobri por acaso, numa das pedaladas exploratórias que fiz pelos bairros de Colegiales, Coghlan, Parque Chas e Belgrano. Trata-se de uma avenida larga, porém de pedras, com embaixadas e casarões em estilo europeu que dão todo um charme ao lugar. Mas o ponto alto não está na arquitetura, e sim nas árvores que contornam a avenida de ambos os lados, criando um maravilhoso túnel verde na primavera e no verão. Algumas tipuanas chegam a 20 metros de altura. A avenida é enorme, mas o trecho mais bonito é o inicial, no cruzamento com a calle Pampa, na altura 1800. Da estação de trem Belgrano R são apenas quatro quadras. Depois do passeio, aproveite os cafés e sorveterias das redondezas. Veja onde é e como chegar.

2. Pasaje Bollini, Recoleta

calle bollini

Crédito: Samille Sousa, que tem a sorte de ser vizinha da Bollini.

São apenas duas quadras, entre as ruas French e Pacheco de Melo, pertinho da Biblioteca Nacional e do Parque Las Heras. Catalogada como uma área de Arquitetura Especial, a rua de paralelepípedos e calçada estreita é margeada por casas construídas por imigrantes italianos na virada do século 1800 para 1900, todas com suas fachadas preservadas. A família Bollini mantém duas casas, a Fundación Bollini e o Café Bar literário La Dama de Bollini, declarado Sitio de Interés Cultural. O lugar tem a particularidade de ter sido frequentado por Jorge Luis Borges, que chegou a dedicar um poema à rua, intitulado La Cortada de Bollini. Veja onde é e como chegar.

3. Calle Lanín, Barracas

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Essa ruazinha é tão simpática que foi escolhida como um dos pontos do nosso tour Lado B de Buenos Aires que acontece todos os sábados. O bairro de Barracas ainda não foi descoberto pelos turistas brasileiros – na verdade, ali não convém dar bobeira -, mas há alguns achados imperdíveis ali, como o bar notável La flor de Barracas. A uma quadra do La Flor começa a Lanín, essa rua sinuosa de três quadras e muitas cores, cujo nome homenageia um vulcão extinto de Neuquén. Em abril de 2001, um dos moradores da rua, o artista plástico Marino Santa María, teve a ideia de pintar e decorar com mosaicos praticamente todas as casas da rua, transformando-a num museu permanente e a céu aberto de arte urbana. Se você tiver sorte, talvez encontre com o próprio Marino na entrada do seu ateliê, no número 33, ou tomando um café cortado no La Flor de Barracas. Veja onde fica e como chegar.

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Leia todos os posts da Mariana Sanchez na seção VIDA PORTENHA.

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