7 coisas que você precisa saber para comer bem em Buenos Aires

Comer em Buenos Aires é parte importante de qualquer viagem, mas muitos turistas acabam estranhando certas coisas típicas da cidade.

Aqui algumas dicas valiosas para não passar aperto e aproveitar o máximo para comer bem e com garfadas sossegadas.

1. Taxa de Cubiertos
Alguns restaurantes cobram a taxa de cubiertos, que é algo como taxa de talheres. Sim, é uma cobrança ridícula e imbecil, mas faz parte da tradição. É como um hotel cobrar taxa por você usar o travesseiro. Bem idiota mesmo! Geralmente quando cobram evito dar gorjeta. Felizmente muitos lugares estão deixando de cobrar isso, mas não se assuste.

2. Gorjeta
Nunca estão incluídas na conta. A tradição manda deixar 10%, porém faça o que a sua consciência mandar. Existe uma lei na Argentina que impede que a propina, como chamam a gorjeta, seja cobrada em cartão de crédito. Por isso deixe uns pesos na mesa quando for sair.

3. Cartão de Crédito
Muitos restaurantes apenas não aceitam e nem adianta reclamar. Se informe antes de ir para não passar apertado. É tradição argentina essa aversão ao sistema bancário. Culpa da crise de 2001, mas também há outras razões. Uma, óbvia, é a taxa cobrada pela bandeira do cartão de crédito ao estabelecimento, outra é a sonegação de impostos. Quando o dinheiro não entra no sistema bancário, ele quase nunca é contabilizado oficialmente.

4. Guru Óleo
Está com dúvidas sobre onde comer? Se o lugar não está no nosso clássico Guia Aires Buenos, apele para o Guia Óleo. Muito difundido, o site possui praticamente todos os estabelecimentos da cidade com comentários de pessoas, algo como uma rede social dos comilões. Fique esperto que rolam muitos descontos lá também. Raramente erra! Sua escala vai de 0 a 30 na comida, se for maior que 20 nem duvide que é muito bom! Também é muito útil para saber se aceitam ou não cartão de crédito. Olha por exemplo o que dizem do Salgado Alimentos. 

5. Boemia da janta
O horário de jantar é tarde para padrões brasileiros, a partir das 22h que começam a ficar cheios os restaurantes. Alguns só abrem às 20h30 ou 21h. Muitos bombam até muito tarde. Eu mesmo já cheguei no Don Ernesto perto da 1h da manhã e fui super bem atendido. Por isso, decida-se. Ou aguente a fome e jante no horário dos portenhos ou coma em lugares vazios.

6. Arroz
O arroz definitivamente não está na dieta básica do argentino. A galera simplesmente não come como a gente come. Além do mais, ele é feito como fazem macarrão aqui. Por isso não estranhe se te servirem algo sem sal e cheio de água. Também é comum encontrar arroz gelado em saladas, o que pode ser bem bizarro para alguns. Minha sincera dica é nem tentar. Os únicos lugares onde você vai comer um arroz bom na cidade são restaurantes chinês ou brasileiro.

7. Fast Food só em último caso
Acho a coisa mais jacu do mundo turista brasileiro comendo em McDonald’s em Buenos Aires. É como ter várias Ferraris e Lamborguinis a sua disposição, mas acabar escolhendo um Fiat Uno básico para andar. Aproveite a viagem para conhecer a cultura pelo estômago. Abra sua mente e sua pança para coisas diferentes e tenha uma verdadeira experiência argentina. Além do mais, o McDonald’s, como a maioria das outras cadeias de fast food aqui, tem um péssimo atendimento e é super lento. Use somente como banheiro!

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13 comentários

  1. Juliana

    como brasileira e fã incondicional de arroz digo que sofri bastante quando morei em buenos aires. uma vez tentei comer em um tenedor libre chinês e não gostei do arroz porque tinha tudo dentro, presunto, ovo, ervilha e sei lá o que mais. depois comecei a comprar no supermercado mesmo para cozinhar, mas nenhuma marca ficava gostosa e eu fazia do mesmo jeitinho que no brasil (aliás, eu e um colombiano que morava comigo). A solução pra mim foi comer em restaurante peruano… tem um prato no Chan Chan que é arroz, feijão branco e carne cozida, parecia comida de minha vó <3

  2. Claudemir

    Túlio e o arroz argentino, uma eterna milonga. Túlio, tomate unas copas u olvidaste el arroz pibe.

  3. Olá!. Nas vezes em que estive em BA encarei em alguns restaurantes (e eram bons!) a tal taxa de cobiertos, que na verdade não havia entendido muito bem… Como estava a passeio, aceitei a “jaca” e deixei a gorgeta pelo bom atendimento. Mas afinal, a taxa fica para quem? para o estabelecimento ou é dividida entre os garçons? Abr!

  4. joice

    Tenho vontade de conhecer a argentina, porque gosto muito do rebelde way, mas não ficaria jamais sem o arroz e feijão de cada dia.

  5. Marlene

    oi Tulio, a questão é se vale a pena levar o arroz do Brasil para fazer ai… o arroz que acho nos mercados é igual? (pelo comentário da Juliana nem ela tentando cozinhar deu certo)…quero fazer uma feijoada no fim do ano e já vi q vou ter q levar panela de pressão e feijão preto daqui…hahaha

  6. Pedro Castro

    Boa noite Tulio , estarei viajando para Buenos Aires esta semana , gostaria de algumas dicas de restaurantes bons

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