Barrio chino

A China portenha

Se você acha que já viu de tudo em Buenos Aires, te convido para um passeio pelas calles do bairro chinês da capital argentina.

Chamar de bairro é meio exagerado, já que este cantinho da China fica dentro de Belgrano e resume-se a poucas quadras, mas percorrê-las é uma experiência sui generis e você quase esquecerá que está a vinte mil quilômetros de distância de Pequim.

A China portenha

Barrio chino

Foto: Elisandro Dalcin

O barrio chino de Buenos Aires surgiu na década de 1980 com a chegada de famílias de imigrantes orientais, vindos principalmente de Taiwan. Hoje, há outras nacionalidades asiáticas convivendo aqui (há muitos restaurantes japoneses e tailandeses, por exemplo), mas a maioria das atrações e dos produtos encontrados são mesmo made in China.

Começando pelo portal de entrada do bairro que, apesar de seus 11 metros de altura e algumas toneladas (já que é de pedra e cimento), foi trazido desmontado da China!

O passeio começa na calle Arribeños e se estende pela Mendoza, Olazabal, Juramento, Blanco Encalada, Monroe e Montañeses, onde está o Tzong Kuan, um dos primeiros templos budistas de Buenos Aires.

Barrio chino

Barrio chino

Barrio chino

No barrio chino você encontra uma infinidade de lojas vendendo desde cacarecos baratinhos a plantas ornamentais e itens místicos, mas é claro que a maioria das pessoas chega aqui atraída por seus restaurantes.

Barrio chino

Alguns amigos tinham insistido para eu conhecer o Palitos, então lá fui eu, provar seu famoso pollo a la tres aromas. O restaurante tem decoração típica e iluminação intimista de lanternas chinesas. Já o serviço é argentino (e nem sempre muito amável). Pedimos de entrada o tal copos de langostino e fiquei decepcionada ao descobrir que se tratava de uma friturinha bem sem-graça.

Barrio chino

Por sorte fomos surpreendidos pelo maravilhoso frango a três aromas, que leva esse nome por causa do molho à base de alho, gengibre e manjericão. Com arroz branco de guarnição, serve bem dois comensais (ou três, dependendo da fome). A conta, que ainda incluía uma cerveja Heineken litro, ficou em 370 pesos com a gorjeta.

Barrio chinoSaindo de lá, recomendo dar uma espiada nos supermercados da região, onde dá pra encontrar até azeite de dendê e água de coco brasileiros! Se você está em busca de sabores típicos, uma dica é emprenhar-se pelo mercado Ichiban. Há tanta variedade de produtos asiáticos ali dentro que a Associação Cultural Chino-Argentina começou a organizar visitas guiadas para explicar o que são e como usar todos aqueles itens.

Barrio chino

Barrio chino

Há muito o que ver no barrio chino de Buenos Aires. Eu, como sou curiosa, não resisti e fui fazer um check-up com um velhinho especialista em medicina chinesa, na esquina da Arribeños com a Mendoza. Em um espanhol bastante precário, o senhor me disse que passaria uma caneta eletrônica sobre a palma da minha mão e, onde eu sentisse choque ou dor, deveria investigar o órgão correspondente. Foram $10 doloridos pesos e a constatação de que, ou aquele troço não funcionava direito, ou minha saúde está completamente arruinada. Minha dica é: se você é fresco tipo eu, nem vá.

Barrio chino

Foto: Elisandro Dalcin (que ficou rindo muito dos meus gritinhos.)

Sábados e domingos são os dias de maior movimento no bairro (estima-se que 30 mil pessoas passam por baixo do seu portal todo fim de semana). A melhor data para visitá-lo, no entanto, é durante os festejos do Ano Novo Chinês, em fevereiro. 2016, o ano do macaco, já é aguardado com ansiedade por aqui.

Barrio chinoBarrio Chino de Buenos Aires  Arribeños e Olazabal
Para chegar, pegue o trem da linha Mitre até a estação Belgrano C ou confira os ônibus da região no mapa interativo da cidade.

Leia mais:

Veja coisas para fazer em Belgrano, na região do Barrio Chino

Leia todos os posts da Mariana em Vida Portenha.

10 restaurantes para conhecer no bairro de Belgrano.

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2 comentários

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