Buenos Aires com um argentino ao lado – Dica do leitor

Quem não gostaria de ter um guia particular em qualquer viagem que seja? Pois a Aline teve um verdadeiro cidadão argentino como guia e colaborador na elaboração do roteiro de uma semana em Buenos Aires. E para melhorar, ainda tem mais: o guia foi ninguém mais do que o namorado dela!

Não é todo mundo que tem essa sorte de conhecer alguém que tem vivência na cidade. Por isso, para ajudar  no seu planejamento de viagem, montamos o Guia Básico: 4 dias em Buenos Aires, com 4 dias completos e esquematizados para você! Criamos também o  Guia Lado B dos pontos turísticos de Buenos Aires, com passeios superdescolados e fora do circuito tradicional de turismo!

Roteiro de uma semana em Buenos Aires – Dica do leitor

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Conhecer Buenos Aires era um sonho antigo. A cidade com mais livrarias da América é realmente impressionante, e esse fato ajuda a disseminar a ideia que essa é uma cidade européia na América Latina. Traçamos um roteiro sozinhos, baseados em guias da internet, livros de viagens, mapas e dicas de pessoas que já foram para a capital da Argentina, como o meu guia particular: Rodrigo, meu namorado e cidadão argentino!

Saímos de Curitiba, no Paraná, voando pela GOL no dia 26 de junho de 2015 e desembarcamos em Ezeiza, o aeroporto internacional que é bastante afastado da cidade. Para se chegar até o centro tivemos o receio de pegar um táxi comum (pois pelos relatos de viagem que tínhamos os motoristas iriam nos passar a perna) e então fomos até à área externa da saída 1 e buscamos pelo guichê da empresa Tienda León. Contratamos um carro para nos levar até o hotel Siena pelo valor de 610 pesos. Em três pessoas saiu bem mais barato.

DICA 1: antes de sair do aeroporto, seguimos as recomendações dos viajantes e compramos o cartão de transporte público SUBE, para usarmos nos ônibus e metrô (custou 20 pesos no kiosco do aeroporto). Como éramos três, abastecemos com 100 pesos para poder andar pela cidade nos próximos 6 dias.

Nos hospedamos no Hotel Siena: simples, agradável e muito bem localizado. Estávamos pertinho do Obelisco e Congresso, tendo acesso às linhas de metrô e linhas de ônibus. Precisamos pagar antecipado uma diária (pedimos para uma prima do Rodrigo de lá depositar no entanto poderia ser pago via cartão de crédito). Pagamos 520 pesos a diária pelo quarto triplo com café da manhã.

É importante lembrar que o café da manhã neste ou em qualquer hotel da Argentina é simples: basta café, leite, suco, torradas, manteiga e tortillas. Nada de frutas, iogurte, bolachas, queijo, presunto, tapioca, etc. É básico, porém saboroso e sem exageros.

DICA 2: Para conhecer bem a cidade, em alguma tienda ou kiosco compre um mapa com as linhas de metrô e bairros turísticos. Pagamos 50 pesos em um completinho. Também se possível baixe o mapa do metrô também no celular para alguma emergência, sem ter a necessidade de abrir o mapa de papel em qualquer lugar.

No dia seguinte, sábado, dia 27 de junho, nos programamos para conhecer o Centro, mas como existem os imprevistos, o roteiro precisou ser alterado. Neste dia comemora-se o dia do funcionário público e a maioria dos locais estavam fechados. Praticamente um dia perdido no roteiro. Apesar da chuva, o que valeu do sábado foi a oportunidade de conhecer o Museo del Cabildo (entrada no valor de 15 pesos) e participar da Santa Missa na Catedral Metropolitana às 11h30. Lá é onde estão os restos mortais do General San Martín e é lá também onde o Papa Francisco era bispo metropolitano. Antes de chover, pudemos tirar várias fotos na Plaza de Mayo, em frente à Casa Rosada.

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Recuperados da chuva e do furo no roteiro, à noite buscamos algum lugar para comer bem e barato. Pedindo recomendações em algumas verdulerías da região e também do Hotel, fomos parar no tradicional Restaurante Cervantes II (Gral. Juan Domingo Perón, 1883). Foi a melhor descoberta e escolha para se comer em Buenos Aires! Tipicamente argentino e sempre cheio, o restaurante é de 1953, não tem TV (mas tem wi-fi) e suas porções são bem servidas e muito saborosas. Escolhemos cada um pelo bife de chorizo que custou 66 pesos e e uma porção com dois chorizos e papas por 22 pesos. Jantamos muito pagando pouquíssimo.

DICA 3: O servicio ou cubierto (serviço de garfo traduzido para o português) é um valor cobrado em todos os restaurantes da Cidade Autônoma de Buenos Aires. É uma taxa por utilizar as instalações e louças do restaurante. No Cervantes pagamos 14 pesos por pessoa.

DICA 4: Existe uma lei de saúde na Cidade Autônoma de Buenos Aires e segundo ela é proibido colocar sal enquanto se prepara a comida. Portanto, se for comer no local, não vá dar aquela garfada generosa sem antes provar ou acrescentar sal. Se for levar para o hotel, não esqueça de pedir sal.

No domingo, melhor agasalhados e já preparados com a chuva, fomos tentar a sorte para conhecer a Casa Rosada com a visita guiada gratuita aos sábados e domingos. Além da revista, é necessário apresentar um documento com foto. Apesar do movimento e por estarmos em três pessoas, logo nos encaixaram no grupo de 30 pessoas e conseguimos fazer o trajeto de quase duas horas.

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Saindo de lá, passamos também no Museu Casa Rosada, que fica logo atrás da Casa Rosada e fomos passear em Puerto Madero – o bairro mais caro da Cidade Autônoma de Buenos Aires. Depois de muito andar para encontrar a entrada ao Dique 3, que dá acesso à costa, encontramos o Museo Fragata Sarmiento, um barco museu que deu 37 voltas ao mundo, e próximo também à Puente de La Mujer. É possível cruzá-la, porém com a chuva fizemos um pequeno passeio.

À tarde fomos conhecer a tradicional Feira de San Telmo. Acabamos saindo tarde do Centro e ao chegar lá, logo buscamos um lugar agradável e barato para comer. O El Remanso (Calle Estados Unidos, 745) é “tenedor libre” (buffet livre) e nos custou 115 pesos por pessoa. Gostoso, porém tivemos que pedir para trocar a carne que veio dura demais. Foi uma boa escolha pelo local, um típico assado de domingo e para passar em família.

Logo saímos para desbravar o bairro mais tradicional da cidade. A chuva espantou os vendedores e Mafalda – a pequena garotinha das histórias argentina que ganhou uma estátua charmosa em um banquinho (Esquina das Ruas Chile com Defensa). No entanto, nos dias de chuva e muito vento a estátua é removida do local. Infelizmente não pudemos conhecê-la de perto.

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A Feira de San Telmo nada mais do que é uma feira de antiguidades na Rua Defensa que reúne artistas e seus belíssimos trabalhos. As lojas abrem também aos domingos para aproveitar o público que lá visita. Portanto é um ótimo passeio para o domingo. Existem muitos galpões com estandes e ao entrar você realmente dá um mergulho na história. O mais legal é que não só turistas frequentam: os portenhos vão sim em busca de antiguidades.

Na segunda-feira tínhamos um compromisso pela manhã em Buenos Aires e à tarde o passeio foi no Cemitério da Recoleta. Chegamos lá e logo pudemos mergulhar na história Argentina. Compramos um mapa por 20 pesos para contribuir com os mantenedores do Cemitério, já que a entrada é gratuita. Também nos surpreendemos com a quantidade de gatos que vivem lá, são velhinhos porém bem alimentados e cuidados por esse pessoal.

DICA 5: Não vale a pena visitar o túmulo da Evita Perón. Além de distante e pequenino, é simples demais e existem outros monumentos arquitetônicos bem mais bonitos, personalidades bem mais importantes que merecem uma visita.

Almoçamos no restaurante chamado Clark’s, com uma entrada, prato principal e sobremesa por 105 pesos. O local é muito bonito e como já recebem muitos brasileiros o cardápio também está em português.

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Reservamos terça-feira, dia 30 de junho de 2015, para conhecer o Zoológico de Buenos Aires. Não foi preciso ir até Luján para se encantar com os animais: ali mesmo pudemos nos maravilhar com os bichanos – muitos deles soltos pelo jardim. O zoológico está localizado em meio aos prédios e pagamos 150 pesos.

É importante observar que o zoo tem duas entradas e ocupa uma quadra inteira. Dependendo do dia escolhido (dias de semana) é preciso dar uma volta enorme para chegar até a entrada disponível. É um passeio incrível! Reserve pelo menos três horas para uma volta completa.

DICA 6: Algumas atrações do zoológico são privadas e custam entrada. Não compramos, porém acredito que vale a pena se você tiver tempo e dinheiro também.

DICA 7: Próximo do Zoológico está o Jardin Japonês, que é muito lindo e sentimos muito não poder conhecer. Estava nos planos, porém escureceu cedo e voltamos para o hotel.

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Nosso último dia em Buenos Aires não poderia ser diferente: fomos até o bairro La Boca para conhecer a famosa esquina do Caminito. Muito colorido, o bairro que fica às margens do Rio de La Plata foi um dos primeiros a receber os imigrantes e por isso as casas relembram os cortiços brasileiros.

Do outro lado da rua, nas margens do rio, está uma imagem enorme da Virgem de Luján, padroeira da Argentina, em material reciclado como metal e aço. Vale uma volta pelo bairro para comprar algumas lembranças especiais e também conhecer o Estádio La Bombonera, do time Boca Juniors – que por sinal possui visita guiada.

Nosso passeio pela Argentina continuava por mais 17 dias pela Patagônia Argentina, no entanto, conhecer a capital foi algo inesquecível e encantador. Um dia ainda irei viver em Buenos Aires!

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Ficamos muito contentes que você deixou Buenos Aires com o desejo de viver aqui. Agora falta contar como foi a parte da Patagônia dessa viagem. Muito obrigada por compartilhar conosco seu roteiro e todas essas dicas valiosas!

Se você está com uma viagem marcada para a capital portenha, sugerimos dar uma olhada na categoria DICA DO LEITOR.

E caso já tenha visitado a cidade, que tal compartilhar alguma dica? Com certeza será útil para alguns leitores. É simples, apenas escreva um e-mail para airesbuenosblog@gmail.com e não se esqueça de enviar algumas fotos juntos.

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1 comentário

  1. Manu

    Excelente relato, e o “guia” não poderia ter sido melhor! Seria ótimo se pudesse nos contar como foi na Patagônia!

    Para quem ainda não visitou BsAs, na minha opinião, não acho que o café da manhã seja igual em todos os hotéis. Já fiquei em um que considero bem simples, mas com excelente localização na Recoleta, e tinha frios, geleias, salada de frutas, iogurtes, além das medialunas, biscoitinhos doces e tortas. Isso sem falar nos hotéis luxuosos que há em B. Aires. Quanto ao túmulo da Eva Perón, realmente, é bem simples se comparado aos outros, mas vale pela história e importância da Evita para a Argentina e seu povo (na minha opinião).

    Abraços!

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