O frenesi das Galletitas Toddy

Foto por Paula Haefeli

Amada por muitos, procurada por milhares. Essas são as Galletitas Toddy, que recentemente revolucionaram os mercados e kioscos de Buenos Aires. Tudo por uma simples razão: elas são simplesmente deliciosas.

O sucesso foi tanto que nem mesmo o fabricante conseguiu suprir a demanda. Durante alguns meses era muito difícil encontrar a galletita e as pessoas trocavam informações nas redes sociais sobre isso. Onde comprar? Quais os preços? Onde vende?

Aproveitando toda essa loucura gerada pelas redes sociais, até fizeram umas campanhas publicitárias com carros fortes passeando pela cidade, dizendo que o fornecimento desses biscoitos estão garantidos!

A Galletita Toddy lembra bastante o brasileiro Chocooky na sua consistências, mas ganha pelo sabor do chocolate, muito mais forte. O pacote de 210 gramas pode ser comprado por cerca de 12 pesos nos supermercados e eu recomendo fortemente!

O frenesi é tanto que olha só quantos posts esse biscoitinho já gerou:

Pick Up The Fork

Buenos Aires, queridos

Ali em Buenos Aires

Buenos Aires para chicas

La Época – o lugar para cortar cabelo em Buenos Aires

La Época

Cortar cabelo para mim em Buenos Aires sempre foi um trauma. Sempre que encontrava um salão e gostava, depois de uns dois três meses ele fechava ou se mudava. Foi assim desde o primeiro, uma boliviana no bairro do Abasto, que cobrava 6 pesos para aparar minhas madeixas. Até mesmo o Luca, onde cortei faz pouco tempo agora fechou.

Por isso fiquei tão feliz ao descobrir o La Época, uma barbearia histórica que é um mistura de barbearia, café e museu.

La Época

Escondida numa rua no bairro de Caballito, a La Época não está no circuito turístico de Buenos Aires, o que acaba sendo até bom porque continua com os ares de barbearia de bairro e das antigas. O irônico é que na verdade ela foi inaugurada em 1998, ou seja, já nasceu velha.

La Época

Seu dono é uma lenda, o Conde de Caballito, como ele mesmo se auto-intitulou. Foi ideia dele juntar um monte de itens entre navalhas, sabonetes e apetrechos e criar esse espaço que é o primeiro e único Museu de Barbearia da América do Sul.

La Época

As próprias poltronas onde os clientes são atendidos são históricas, uma de de 1899 e outra de 1905. São cerca de 8 mil itens no total, entre eles um gramofone de 1887 e um piano de cauda de 1907.

La Época

O corte de cabelo também obedece alguns preceitos de antigamente, com navalha e ingredientes usados na época. A La Época se orgulha de ser um dos poucos locais em Buenos Aires onde ainda se faz a barba dos clientes no fio da navalha.

La Época

Enquanto esperávamos minha vez de cortar o cabelo e admirávamos todos os badulaques e apetrechos, comemos uma coisinha barzinho do La Época: um café com medias lunas.

La Época

Para quem quer cortar o cabelo como antigamente ou simplesmente precisa conhecer esse lugar tão pitoresco, a Barbearia La Época fica no bairro Caballito na Calle Guayaquil 877, bem pertinho da estação Primera Junta da linha A do metrô portenho.

Site: http://www.barberialaepoca.com/

7 pecados capitais em Buenos Aires

Viajar é momento de extravasar e aproveitar para fazer tudo aquilo que você não faz durante o ano todo. Sou um bom cristão, mas aqui vai um guia para quem quer tocar o terror: Onde cometer os 7 pecados capitais em Buenos Aires.

1. Gula

Burker Kengo no Abasto

Bife de chorizo, sorvetes sensacionais, alfajores, pizzas e muita massa. Buenos Aires é um destino para se comer muito bem! Veja o Guia Aires Buenos de Restaurantes e escolha onde pecar!

2. Avareza

Logo de cara você já pode cometer esse pecado. Chegando no aeroporto seja muito cuidadoso ao trocar seu dinheiro. Pesquise antes nas casas de câmbio a cotação oficial. A dica é tentar trocar sempre no Banco de La Nación. Sábados e domingos são os piores dias para trocar no centro da cidade. Somente as casas de câmbio com piores cotações abrem.

3. Luxúria

Em Buenos Aires não existem muitos motéis como conhecemos no Brasil. Aqui os lugares desse tipo são muito mais sem graça e sóbrios. Nada de suíte decorada com itens egípcios. Os “telos” ou “albergues transitorios” são quase imperceptíveis na cidade. Se você quer conhecer um, existe um buscador específico para isso. Veja aqui.

Outra dica é o restaurante afrodisíaco Te Mataré Ramirez. Fica bem em Palermo e tem uma proposta super sensual. Veja o site deles aqui.

4.Ira

Que melhor lugar para ficar bravo e puto de raiva se não a própria Plaza de Mayo? Esse lugar, bem em frente à Casa Rosada, é palco de várias manifestações e panelaços de argentinos enfurecidos. Seja contra a Cristina Kircher ou a favor dela, esses protestos são sempre muito apaixonados e cheio de fúria!

5. Inveja

Faça uma visitinha ao estádio do Boca Juniors e ao Museo de La Pasión Boquense para babar e invejar tantas taças, títulos e troféus. São 6 Libertadores, 4 Recopas, 2 Sulamericanas e 3 Mundiais.

6. Preguiça

Para cometer esse pecado o mais recomendado é sair da cidade. Seja um fim de semana numa cabana de uma ilha afastada na cidade de Tigre ou um fim de semana na pacata San Antonio de Areco.

7. Vaidade

Que tal cortar o cabelo a la argentino? Aventure-se em algum salão de cabeleireiro, mas depois não reclame. A vaidade tem seu preço e na Argentina ela cobra caro: um mullet.

Biblioteca Nacional da República Argentina

Buenos Aires está cheia de prédios antigos de estilo clássico, que deram o apelido da cidade de Paris da América do Sul. Porém, bem no meio da Recoleta, encontramos um prédio bizarríssimo, que destoa completamente da paisagem da cidade. É a Biblioteca Nacional da República Argentina, que mais parece uma grande nave alienígena estacionada entre prédios.

recoleta

A sede atual, que fica na Calle Agüero 2502, foi projetada inicialmente nos anos 60, mas só foi inaugurada em 1992 devido aos vários mandos e desmandos do governo argentino. É um exemplar perfeito da chamada arquitetura brutalista. Está exatamente onde era o Palacio Unzué, que foi a residência oficial de Perón durante seu governo. A ironia é que construiram uma biblioteca exatamente onde morou o presidente que disse a famosa frase “alpargatas sí, libros no”.

biblioteca nacional escalinata

A ideia principal do edifício, segundo o arquiteto Clorindo Testa, foi deixar os depósitos da biblioteca debaixo da terra, aproveitando que foi expropriada toda uma quadra para fazer uma praça pública para esse projeto. Isso protegeria os livros da luz e permitira expandir esse espaço no futuro.

Biblioteca Nacional

Ao liberar a estrutura do prédio desse enorme peso dos livros, Testa escolheu levantar pilares para deixar a vista livre e uma plataforma de acesso permanente, como se fosse uma continuação da praça. Na parte superior do prédio ficam mais escritórios de administração, as salas de leitura, além de vários salões onde acontecem eventos culturais. Pode parecer um pouco complicado de imaginar tudo isso lendo esse post, mas visitando a Biblioteca você percebe como tudo está super integrado.

Biblioteca Nacional

Esse tal Clorindo era fã mesmo do movimento brutalista, tanto é que uma de suas outras obras em Buenos Aires é o Banco Hipotecário no centro, esquina da Reconquista com Bartolomé Mitre, um prédio que mais parece quartel general de um exército de aliens. Saca só!

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A Biblioteca Nacional de la República Argentina fica na Aguero 2502, entre Avenida Las Heras e Av. Libertador. Funciona de segunda a sexta das 9h às 21h, sábados e domingos das 12h às 19h. Site: http://www.bn.gov.ar/

Biblioteca Nacional, Buenos Aires

The Rockaditos e o clip com a Cristina Kirchner

A banda Rockaditos, formada por argentinos e venezuelanos que moram em Miami, acabou de lançar o clip “Una mensaje más” em que mostra Cristina Kirchner na Casa Rosada numa onda meio “I touch myself”. Se é que vocês me entendem…

O vídeo foi tirado do youtube, mas veja o resultado clicando aí embaixo. Bem polêmico!

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Palacio de Aguas Corrientes na Avenida Córdoba

Palacio de Aguas Corrientes

O turista desavisado que passa pela Avenida Córdoba lá pelo número 1900 nunca vai imaginar o que esconde esse pitoresco edifício.

Tanta pompa e beleza arquitetônica, não é verdade? Mas nunca nenhum rico portenho excêntrico morou aí. Esse prédio desde o começo foi uma necessidade de saneamento público. Sim, isso mesmo, esse edifício lindíssimo esconde 12 gigantescos tanques de água que tem capacidade para mais de 72 milhões de litros de água. É o Palacio de Aguas Corrientes.

Palacio de Aguas Corrientes

Inaugurado em 1894, quando Buenos Aires enfrentava problemas de saúde pública como cólera, febre tifóide e difteria, o Palácio foi um importante passo para o fim dessas epidemias. Localizado no bairro mais povoado da época, Balvanera, ele foi essencial para trazer ordem numa cidade que então tinha cerca de 440 mil habitantes.

Em uma visita ao lugar, Vicente Blasco Ibáñez, o escritor espanhol autor do clássico “Os quatro cavaleiros do Apocalipse”, apelidou o Palacio de “um palácio fingido, um lago mascarado”. Não é à toa mesmo! Quem iria imaginar que uns tanques de água iam precisar de tanta beleza para existir?

Palacio de Aguas

Hoje o Palacio de Aguas Corrientes é um Museu Nacional e pode ser visitado de segunda a sexta, das 9h às 13hs. A entrada para visitação fica na Calle Riobamba 750.

Mais info no site da AySA, a empresa de águas argentinas.

Um chalé nas alturas na 9 de Julio

Buenos Aires é uma cidade em que você deve sempre andar olhando para cima. Em cada rua, em cada bairro, tem sempre uma surpresa arquitetônica surpreendente. Uma delas é esse chalé construído bem no topo de um prédio em plena avenida 9 de Julio.

Essa bizarra construção está bem perto do Obelisco, mas é preciso se afastar um pouco da rua para poder vê-la melhor, exemplo da foto abaixo.

people-by-obelisco

Diz a lenda que quem esse chalezinho maroto só foi construído para um cidadão poder tirar uma sonequinha depois do almoço, já que sua loja de móveis ficava exatamente embaixo do prédio. Era a famosa rede de lojas Muebles Diaz.

Erguida em 1927, a tal casinha de verão nas alturas poderia passar despercebida, mas alguns anos mais tarde foi aberta a avenida 9 de Julio e colocado o Obelisco. Isso tudo gerou desapropriações várias quadras da região e acabou deixando à vista essa lenda arquitetônica.

5 histórias surreais do Cemitério da Recoleta

O Cemitério da Recoleta é um dos pontos turísticos mais movimentados de Buenos Aires. Infelizmente, a maioria dos turistas acaba indo lá principalmente para visitar a tumba da Evita, que é bem mais simples que as outras do lugar.

Visitar o cemitério pode ser bem chato e mórbido. As tumbas são lindas, mas depois de um tempo já enche o saco. Afinal é só tumba e caixão. Se você não conhece as histórias do lugar não tem graça nenhuma.

Aqui 5 histórias surreais do cemitério mais famoso da Argentina, que dão muito mais graça a uma visita!

1. Rufina Cambaceres, a jovem que morreu duas vezes.

Rufina Cambaceres

Em uma das esquinas do cemitério está uma das tumbas mais belas, a de Rufina Cambaceres, filha do escritor Eugenio Cambaceres. Diz a história que na noite que a menina fazia 19 anos, sua mãe faria uma grande comemoração e a levaria para o teatro, apresentando Rufina para a sociedade.

Porém, antes de sair, a menina foi encontrada morta, toda rígida no chão. Um médico confirmou sua morte e no dia seguinte ela foi enterrada. Alguns dias depois, os empregados do cemitério encontraram seu caixão aberto com a tampa quebrada. A versão oficial diz que foi um roubo, mas o provável é que a Rufina tenha sofrido um ataque de catalepsia e acordado dentro do sepulcro, já que foram encontrados vários arranhões na parte interior do caixão.

Uma estátua mostra a menina segurando uma espécie de maçaneta da tumba, como se quisesse sair ou entrar do mundo dos mortos.

2. David Alleno, o coveiro que se suicidou para estrear a própria tumba.

David Alleno (antes Juan)

Desde sempre, o cemitério da Recoleta foi endereço fúnebre dos mais ricos. Ser enterrado aí era sonho (ou pesadelo?) de consumo de muitos, inclusive de David Alleno.

David era empregado do cemitério e sonhava em passar a eternidade ali. Economizou durante toda sua vida para isso acontecer. Com a ajuda do seu irmão, ele viajou até a Itália, onde encomendou essa escultura. Detalhe: a lápide foi encomendada já com o ano da sua morte, 1910. Quando era perguntado sobre esse macabro detalhe pelos seus colegas de trabalho, David nada dizia.

No dia que sua tumba finalmente ficou pronta, David avisou a administração do cemitério que não trabalharia mais ali. Despediu-se dos colegas e foi embora. Ao chegar em casa se matou com um tiro.

No seu túmulo há uma estátua que o representa com sua roupa de trabalho, uma regadeira, uma vassoura, um molho de chaves e os dizeres “David Alleno, cuidador en este cementerio 1881-1910″. Atualmente é o único feliz proprietário desse pedaço de terra. Em cima da tumba está o nome do irmão que ajudou a pagá-la, Juan Alleno.

3. Liliana Crociati e a conexão com seu cachorro

Liliana Crociati de Szaszak

Em 1970, Liliana morreu numa avalanche durante sua lua de mel na Áustria, na cidade de Innsbruck. No mesmo dia, separado por mais de 14 mil quilômetros de distância, seu cachorro Sabú também faleceu.

Seu pai fez um mausoléu que imita o quarto que Liliana tinha em vida. Sua escultura é a única do cemitério acompanhada por um cachorro.

4. Salvador María del Carril e Tiburcia Dominguez, o rancor eterno

Boveda Recoleta

Salvador María del Carril foi vice-presidente constitucionalista, governador de San Juan e Ministro de Governo, porém ele é lembrado no cemitério pelo péssimo relacionamento que tinha com sua esposa Tiburcia.

Depois de uma briga horrível, eles se deixaram de falar e assim ficaram por mais de 30 anos. Del Carríl inclusive fez uma carta pública dizendo que estava cansado das dívidas da mulher e não pagaria mais nenhum centavo do que ela devia.

Quando ele faleceu, sua esposa fez um mausoléu lindíssimo para o marido, com uma estátua olhando para o sul. Quinze anos depois, quando Tiburcia morreu, seu último desejo era que seu busto fosse colocado de costas para o de Del Carril, já que seu ódio duraria toda eternidade. Continuam sem se falar e se olhar desde então.

5. Elisa Brown, a noiva do Rio da Prata

Mausoleo del Alte Guillermo Brown

Elisa Brown, filha do famoso almirante Brown, estava esperando a volta do seu noivo, o comandante Francis Drummond, que justo estava lutando sob as ordens do sogro na Guerra Cisplatina

Na batalha de Monte Santiago, Francis morre nos braços do Almirante. Sua última vontade foi que entregassem a Elisa o relógio que ele estava usando.

Meses depois da morte do marido e desesperada por não conseguir viver sem seu amor, Elisa se joga ao Rio da Prata com o vestido de noiva que havia sido encomendado para seu casamento e morre afogada. Seus restos estão dentro de uma urna que foi feita com o bronze fundido de um dos canhões da embarcação que Francis usou na guerra.

Super Eki, o supermercado da depressão

A história do Super Eki parece uma fábula sobre a própria história da economia da Argentina. Parece surreal, mas é a mais pura realidade.

Imagine um supermercado que há mais de um ano já não compra nada para vender porque está devendo a vários fornecedores e faz seis meses começaram a aparecer probleminhas de salários com seus empregados. Ou seja, o supermercado faliu mas continua aberto.

Existem vários deles na cidade e entrar em qualquer filial é a mais pura depressão. As gôndolas estão vazias e as vezes existem só 3 ou 4 tipos de produtos em todo supermercado. Eu mesmo entrei num em San Telmo e praticamente só tinha Brahma nas prateleiras.

Os caras não tem nem mais dinheiro nem para demitir o quadro de pessoal, por isso as lojas continuam abertas. Há risco do dono dos imóveis chegar e despejar quem ainda insiste em trabalhar nesses mercados fantasmas.

Outro dia andando por Palermo vi esse cartaz onde eles pediam que os clientes ajudassem na situação e pagassem as contas em dinheiro mesmo.

Caro cliente. Sua compra ajuda a pagar nosso salário já que nós não recebemos. Por isso pedimos que pague em dinheiro.

A situação não parece está perto de um final feliz não. Algumas lojas maiores podem ser vendidas para redes maiores como o Wallmart, mas nada está certo. Mais aqui. 

Moacir, o brasileiro argentinizado

Brasileiro morando na Argentina faz quase 30 anos, meio louco e meio gênio musical. Este é o Moacir, personagem principal desse documentário fantástico que está em cartaz nos cinemas de Buenos Aires.

O diretor Tomás Lipgot conheceu a figuraça do Moacir no seu documentário anterior, Fortalezas, que falava sobre o sistema de manicômios da Argentina. O brasileiro, ao contrário dos outros pacientes retratados, era alegre, brincalhão e ainda nutria alguma esperança pela vida. Dizia que tinha composto algumas músicas faz muito tempo e que queria muito gravá-las.

Passou o tempo e acabou que o Moacir recebeu alta , começou a ganhar uma pensãozinha do governo e se mudou para uma pensãozinha do bairro de Constitución. Foi aí que o diretor voltou a encontrar o brasileiro e fez um trato. Gravava as suas músicas esquecidas e em troca filmava todo o processo.

Feito o acordo, o resultado é esse documentário. A história de um gênio e louco gravando seu disco, brigando com o produtor, tentando se adaptar ao mundo atual e falando um portunhol bisonho. Recomendadíssimo!

O trailer você vê lá em cima do post. Aqui embaixo a “Marcha do Travesti”, música do Moacir que fecha o documentário.

Restart em espanhol

Faz umas duas semanas vi uns cartazes anunciando o show do Restart, praga teen brasileira, aqui em Buenos Aires.

Até aí tudo bem, imaginei que seria um showzinho pequeno de uma banda tentando conquistar o mercado argento. Comecei a achar estranho quando vi outro cartaz dizendo que o show tinha esgotado e por causa da grande procura abriram uma nova data. Prestei atenção no lugar e era o Teatro Ateneo, lugarzinho considerado médio. Será que eles estavam fazendo sucesso na Argentina e eu nem sabia?

Hoje tomei outro susto. Zapeando a tv acabo vi o clip abaixo deles no posto número 3 da MuchMusic.

E tem mais! O hit “Te llevo conmigo” já tem mais de 2 milhões de views no youtube. Muito bem, Brasil! Um orgulho ver meu país exportando tantos talentos (sic) mundo afora!

Sobre a Globo Internacional e Buenos Aires

Nessa segunda temporada de Buenos Aires decidi comigo que deveria melhorar em algumas coisas em relação à cidade. Fazer coisas que não tinha feito, me dar o luxo em certas coisas e parar com certas atitudes babacas minhas.

Isso inclui viajar mais pela Argentina, tentar ter mais amigos locais e principalmente reclamar menos da cidade. Sim, aqui tem piquete, não gosto muito da Cristina Kirchner e odeio certos costumes do país, mas se foi aqui que escolhi viver, pelo menos por um tempo, tenho que apenas aceitar tudo isso.

Outro foi contratar a Globo Internacional! Sim! E não é fácil pra ter a bendita. Ela é um canal à parte que só existe em uma operadora (e justo uma das mais caras). Mesmo assim fui lá e instalei a parada. Digo que é o meu dinheiro mais bem investido do momento. Pago o preço de 7 ou 8 empanadas para assistir futebol ao vivo, Jornal Nacional, umas séries antigas e, claro, todas as novelas.

Mas o que poucos sabem sobre a Globo Internacional é que seus comerciais estão muito longe do padrão Globo de qualidade. Eles lembram muito mais a qualidade dos comerciais de uma pequena TV do interior de Santa Catarina pela tosqueira e precariedade. Ou seja, são bem toscos mesmo. Como é um canal focado principalmente na comunidade brasileira que mora nos EUA, toda hora aparecem empresas de mudança, serviços de envio de dinheiro, óticas, lanchonetes, shows sertanejos e principalmente advogados. É um freak show realmente.

Achei um vídeo de um cara que deve achar o mesmo do que eu e gravou um desses comerciais.

Ou seja, a gente paga extra pra ter um contéudo bom do canal, mas é obrigado a encarar esses comerciais.

E ainda tem mais, a programação é toda baseada no horário americano. Tem a novela das 6 que passa as 19h, depois o Jornal Nacional, depois a novela das 7 que passa às 21h e só 22h começa Insensato Coração.

Além do mais os capítulos que passam são do dia anterior. Já vi muito Spoiler de novela no Twitter. O pessoal comenta o que acontece mas só no dia seguinte vejo exatamente aquela capítulo!

Já as séries e os programas jornalísticos tipo Profissão Repórter ainda não entendi. O Astro estreiou com uma semana de atraso, teve dia que o episódo da Grande Família foi um que passou mês passado no Brasil.

Mas mesmo assim repito: melhor investimento! É de longe o canal que mais vejo.

Las locas da política argentina

“Nos chamam de loucas porque queremos governar sem corrupção. Ok, somos loucas”.

Peraí pra ver se eu entendi. Elas estão claramente dizendo que não podem governar sem corrupção? Alguém me explica?

Outra coisa, o que são essas duas taturanas na testa dessa candidata a prefeitura de Buenos Aires?