>I guess I just wasn’t made for this times

>Estamos nos encaminhando pro fim de novembro e eu vou tentando digerir o que passou da metade do ano pra cá.

A velocidade impiedosa que as coisas acontecem e como aquilo que a gente acredita se estilhaça antes mesmo de tomar alguma forma.

O tempo realmente fez uma estranha tarefa dessa vez. Transformou aquela sensação de solução dos seus problemas no seu principal problema.

E aqui estamos nós. Tentando nos convencer de que existe algo maior por trás disso, de que é possível não pensar em lógica e sentido e que eu realmente amo o que sou e não me arrependo de nada.

>O que eu quis ser

>Li o post da Vanessa e fiquei pensando naquilo que um dia já quis ser.

1. Oftamologista


A primeira profissão que quis ter foi a de “oculista”. Desde os 8 anos, quando descubriram que eu deveria usar óculos porque simplesmente não enxergava as legendas dos filmes, achei o máximo a profissão de oftamologista.

Ano a ano eu tinha que fazer a visita naquele escritório escuro, cheio de coisas legais de brincar. Pura diversión.

2. Veterinário


Depois com o tempo pensei em ser veterinário. Mas não desses de Pet Shop e sim esses especializados em animais selvagens. Meu sonho era curar todos os males de um Tigre ou de uma girafa.

3. Psiquiatra


Talvez só pelo fato de escutar os problemas alheios e dar pitaco, mas já sonhei em ser psiquiatra. Fora que sempre fui fascinado por filmes de psicólogos e coisas do tipo. Até hoje sempre vejo, como a sensacional série “In treatment” que mostra o dia-a-dia de um psiquiatra e seus pacientes.

Só foi recentemente que pude realmente conhecer como é IN LOCO uma consulta psicológica. Esperava mais emoção, confesso.

>De volta!

>

Show no Guairinha em Curitiba

Mesmo num domingo chuvoso, mesmo não tendo ajuda do meu amigo que ia tocar junto comigo, o show no Guairinha em Curitiba, desse domingo dia 8, foi bem bom.

Lugar bonito, som bom, público legal e muita bobagem dita entre as músicas.

No mais ótimo rever tantos amigos no clássico Café Mafalda, poder jantar com a família, que veio de Santos pra ver o show, no sempre sensacional Spaghetto e comemorar o aniversário de uma amiga no Piola com um drink sensacional. Tipo de visita que faz bem de tempos em tempos, melhor ainda quando ela é paga por uma apresentação do Pagodeversions.

Engraçado que antes quando eu visitava a cidade, todo lugar me trazia algo na memória, uma história. Aquela esquina onde dei o primeiro beijo numa ex-namorada, o lugar onde toquei num show que agora não existe mais, a praça onde vomitei depois de uma vinhada, o restaurante que me alimentou no tempo de vacas magras e por aí vai. Nessas últimas visitas isso não aconteceu mais. Vai ver que depois de tanto tempo em Buenos Aires já tenho meu próprio repertório de histórias.

Aqui o vídeo da música que fechou o show.

* Segundo o Blogger esta é a milésima postagem do Aires Buenos. Um brinde!

>Curitiba, here we go!

>Estou indo esse fim de semana para Curitiba para uma apresentação do #Pagodeversions no domingo, no Teatro Guairinha. Aqui dá até pra comprar o ingresso online, mas eles também estão a venda em todas as lojas das Livrarias Curitiba.

O Dary Jr. me convidou para abrir o show da banda dele, Terminal Guadalupe, e vou com muito gosto visitar a cidade que nunca saiu do meu corazón.

Vai ser um bate-volta rapidíssimo, mas quero aproveitar para ver o máximo de gente possível e tentar matar a saudade. Oremos!

Tem esse clipe da Relespública, banda que nem gosto muito, mas me lembra muito Curitiba.

Ir ao cinema e ver um longa sem piscar
E nas legendas entender que as histórias são iguais

>Fora do ninho

>Estranho ficar tanto tempo fora do Brasil e perder todo o contexto de certas coisas.

O mundo do pseudoshowbizz é alguma coisa que apenas não entendo.

De repente aparecem um bando de “celebridades” (atenção para as aspas) que você não tem a mínima ideia de que se trata, quem são e porque são famosas.

- Quem é esse humorista Zina?
- Quem é Geraldo Brasil? Pelamordedeus alguém me explica!
- E esse bando de ex-Big Brother que nunca vi na vida? Francine? Como? Priscila? Oi?
- Desde quando Claudia Leitte é uma celebridade?
- E porque Pedro Bial de sunga verde-limão é notícia em site?
- Eri Johnson. Por que essa criatura gravou um DVD?

Enfim, tô mais por fora que cego em tiroteio e sentindo cada vez mais o que é ser estrangeiro. Seja aqui na Argentina ou no Brasil.

>Café com Richard

>Depois de conseguir entender o funcionamento da mente feminina e ganhar na mega-sena, meu maior desejo nesse mundo é tomar um café, ou quem sabe uma Quilmes bem gelada, com esse cara da foto aí. Garanto que teríamos muito o que conversar.

Pode parecer imbecilidade ou ser um sinal que estou mais louco que Rafael Ilha, mas o Richard Ashcroft sempre tem algo para me dizer. Seja nos momentos mais felizes ou naqueles onde você nem sabe por onde começar a ficar triste.
Lembro de um livro do Slam, livro do Nick Hornby, onde o personagem principal tem diálogos imaginários com um cartaz do seu ídolo esportivo. Talvez seja o caso aqui comigo, só que com as palavras do ex-vocalista do The Verve. É como se fossem uma segunda Bíblia.
E hoje escutei essa música “Words just get in the way” e ele dizia que se eu não tivesse ninguém para ligar que eu poderia ligar para ele. Valeu, Richard. Se eu tivesse teu número, eu pagaria uma ligação internacional pra Inglaterra fácil fácil.
When you’ve given all you’ve got
And you’re feeling overcome
When you’re backs against the wall
There’s noone left to call, call me

>Dia das Crianças atrasado

>Vi toda uma mobilização no twitter sobre o Dia das Crianças e alguns posts em blogs que sempre leio, como no do Marcelo Costa e da Ana Bean, que resolvi fazer igual só que atrasado.

Cumpleaños feliz

Aniversário, com a mãe e as irmãs. Meu visual Miami Vice e toda decoração inspirada em Jaspion e Changeman, eternos ídolos.

Festa de aniversário

Feliz em outra festa de aniversário. Sempre gostei de ter relógios e direto era um presente que pedia. Anos depois, depois de ser roubado 3 vezes por causa deles, parei de usar.

Festa Junina com a irmã

Festa junina com a irmã. Detalhe para o trapo de oncinha no joelho. Fashion!

Numa viagem a Curitiba, lugar que desde pequeno adorava visitar.

>Nos vemos

>Eu posso entender o histeriqueo feminino, a adoração desse povo pelo Maradona, o estranhamento que eles tem com a feijoada, os cortes de cabelos muito ousados, a saída pra náite tarde demais e até mesmo o fato de comer arroz frio nesse país. O que não entendo, mesmo depois de tanto tempo aqui, é porque nego fala “Nos vemos” na hora de dar tchau.

Qualquer um fala “Nos vemos”. Seja a senhora simpática que pega o elevador com você, o tiozão barbudo do táxi, o entregador de empanadas e o dono do café que você entrou uma vez. Não importa se tal pessoa nunca mais vai te ver na vida ou se ela nem sabe seu nome. Sempre rola um “Nos Vemos” na hora do tchau.

Isso pode causar alguns problemas e pequenos mal entendidos. Lembro quando tinha acabado de chegar aqui em Buenos Aires, início de 2006, e não sabia da banalização do “Nos Vemos!”. Conheci uma argentina chamada Julieta, toda loira e de olhos verdes e que sempre dizia um “Nos vemos” quando se despedia.

Grandes náites, saídas para barecos, festinha na casa de amigos e sempre “Nos vemos” aqui e acolá. Na minha inocência, achei que estava rolando todo um feelintg ali por causa dos incessantes “Nos vemos”. Numa dessas ela mal podia esperar para me ver outra vez e com o seu “Nos vemos” passava toda uma emoción que ela mal esperava para me ver novamente.

Puro engano! Na primeira tentativa de approach levei um corte estiloso e fui apagado de todas as redes sociais, msn e gmail. Nunca mais “nos vimos”.

Fica aí a lição. Na Argentina “nos vemos” não é simpatia, mas quase obrigação!

>Um apanhado do nada

>Um pouco de nada e muito de pouco.

Hung.
O final de temporada da minha atual série preferida da HBO foi um tanto quanto decepcionante. Essa dramédia, que tá mais pro drama do que pra média, mostra Ray, o cara que perde a casa e vira prostituto para ter uma renda extra. Parece chulo, parece imbecil, mas a trama e o mundo de personagens é sensacional. Pena que terminou, mas vai ter segunda temporada!

John Me.
Mattias Edlund tem pinta de vocalista de Backstreet Boys, mas na verdade era o cantor da ótima banda The Motorhomes, do inesquecível clip onde o cara manda o cachorro pro espaço e sofre. Agora ele saiu em carreira solo, com esse nome estranho de John Me.

Confesso que não me agradou muito. Muito mudérnu pro meu gosto, mas o cidadão manda bem nas baladas e tem uma bela voz. Aqui o clip de “Run”. Mais no myspace dele.

Salada Sea Ceasar
Na Argentina é comum comer frango frio e nunca me acostumei a isso. Pedi então pros caras do “Pacífico”, café que fica do lado do trabalho, mudarem o frango da salada Ceasar para atum. Desde então tudo mudou. Penso em patentear isso e viver de royalties.

Soulsavers
Faz tempo queria postar sobre o novo cd do Soulsavers e da genialidade de algumas músicas. Não preciso mais. O nobre palmeirense curitibano Marcelo Urânia já fez isso no seu blog.

Poesia da vida.
Há alguns posts afirmei que tinha voltado a ver a poesia da vida. Fato! Tanto é que descobri o Mark Strand, um americano que foi um dos principais tradutores do Drummond pro inglês e tem uma obra com uma onda bem parecida com o poeta itabirano/carioca. Cru, visceral e bem gauche.

Nesse site há uma compilação de algumas coisas dele, mas esse aqui em especial é o que bate de frente.

>Tudo é um tango

>
Talvez seja a idade, as responsabilidades, o famigerado retorno de saturno ou apenas um lento processo de argentinização, afinal já são mais de 3 anos e meio nessa terra. Mas ultimamente tudo tem sido um tango para mim.

Coloco drama onde não há, transformo o fácil em difícil, desconfio quando me sinto bem e aos poucos vou me tornando essa pessoa estranha, talvez não para os olhos dos outros mas para mim mesmo.

Vamos fazer ioga, conversar com os amigos, com desconhecidos, pagar um psicólogo, tomar todas até cair e ouvir The National com o Matt Berninger cantando insanamente as suas verdades.

a little more stupid, a little more scared
every minute more unprepared

>Galvão Bueno feelings

>Posso reclamar de tudo nessa cidade, menos de tédio. É cada coisa que me aparece para fazer!

Já locutei receitas com ajuda de uma das maiores cozinheiras da Argentina, já entrevistei mulherada semi-nua para promos, já apertei a mão da presidenta e hoje mesmo dancei ridiculamente para tentar ajudar a uma apresentadora numa promo.

Mas nada disso é comparável a ser um mini Galvão Bueno.

Comecei ontem a narrar corridas de várias categorias argentinas. É um programa chamado Velocidade Sul, um resumo semanal do automobilismo argentino, que passa no Canal Speed.

Os programas vão ao ar todas as quintas à noite, acho que lá pelas 18hs se não estou enganado.

Minha primeira gravação foi bem mais ou menos. Eram muitos nomes de pilotos, categorias e pistas a serem decorados. Sorte que o pessoal da produtora é simpaticíssimo e tem uma paciência e tanto. Mesmo assim acho que dá pra melhorar bastante. Pelo menos na categoria mais importante do episódio, a TC 2000, consegui decorar o nome dos pilotos.

No mais foi uma tempestade de tentativas de criar bordões.

- cavucar as minhocas (quando um carro foi pro barro e jogou terra em todo mundo)
- beijar o bumbum (quando um carro toca a traseira do outro)
- assassinou o pocotó (quando um piloto de rally atropelou um cavalo)
- Tem que tomar mais Toddy para me passar (quando um carro tentava e tentava ultrapassar, mas não conseguia)

>Túlio 69

>Tá tudo explicado, meu povo!

O túlio (do grego “Thule”, nome de uma ilha) é um elemento químico de símbolo Tm, número atômico 69 ( 69 prótons e 69 elétrons ) com massa atómica igual a 168,9 u. À temperatura ambiente, o túlio encontra-se no estado sólido. Faz parte do grupo das terras raras.

É encontrado com outros “terras raras” no mineral monazita. Devido ao preço elevado, o túlio e seus compostos não apresentam, ainda, aplicação economicamente viável.

Foi descoberto em 1879 pelo sueco Per Teodor Cleve.

Características

É um elemento do grupo dos lantanídios , sendo o menos abundante das terras raras. Seu metal é fácil de ser trabalhado, apresenta boa ductilidade, tem um brilho cinza prateado e pode ser cortado com uma faca.

Aplicações

O túlio foi usado para produzir lasers, porém os custos de produção elevados impediram que outros usos comerciais para o túlio fossem desenvolvidos.

Ocorrência

O elemento nunca foi encontrado na forma pura na natureza, mas é encontrado em pequenas quantidades em minerais com outras terras raras. Nenhum dos compostos de túlio são comercialmente importantes.

Precauções

O túlio apresenta uma toxicidade de baixa a moderada, porém deve ser manuseado com cuidado. O pó metálico de túlio é passível de entrar em combustão e tornar-se explosivo.

Fonte: Wikipedia

>The Hangover

>Porque às vezes tudo que você precisa é ver um filme babaca e nada pretensioso sobre três homens e uma despedida de solteiro em Las Vegas.

A cena onde eles acordam e vão descubrindo o tanto de coisa que tem no quarto deles é ótima, sem falar a participação do Mike Tyson.

Deu saudade de fazer merda em conjunto com meus amigos canalhas curitibanos e ter histórias bêbadas para contar. Será que esse tempo já era?

E quem afinal traduziu esse filme em espanhol para “¿Que pasó ayer?”. Não sei se é pior que o título em português “Se beber não case”.