Conhecendo Buenos Aires com calma – Dica do leitor

A dica do leitor de hoje é do Robson, que foi com a esposa e mais um casal de amigos visitar a capital portenha. Eles acabaram conhecendo Buenos Aires com calma, sem pressa de ir em diversos pontos turísticos, mas tudo com um clima verdadeiramente portenho. Tudo bem tranquilo e sendo aproveitado ao máximo, com muito vinho, claro!

Eles tiveram o prazer de fazer o Tour Lado B aqui do blog e tiraram várias boas dicas daqui também. Se você estiver com uma viagem marcada para a cidade, vale a pena conhecer o nosso Guia Básico: 4 dias em Buenos Aires e também o Guia Lado B dos pontos turísticos de Buenos Aires. Com eles seu passeio será bem mais completo e recheado de lugares e restaurantes interessantes!

Conhecendo Buenos Aires com calma – Dica do leitor

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Saludos amigos! Nessa quarta vez em Buenos Aires, eu não podia deixar de escrever para o Aires Buenos Blog! Boa parte dos nossos ótimos momentos na cidade, desde a segunda visita, tem o “dedo” do blog e de seu criador, Túlio. Muchas gracias! Espero que este texto sirva para colorir o blog e a ajudar turistas que querem explorar um pouco desta incrível cidade.

Desta vez fomos, Angela e eu, com um casal de amigos que nunca haviam visitado a cidade. O desafio era mesclar novidades (para nós) com o tradicional roteiro, pois nossos amigos iam com certeza querer ver o tradicional!

Dia 1: quarta-feira
Planejado: sair de casa às duas horas da manhã, aeroporto, check in, voo direto pela Aerolineas de Confins para Aeroparque (fiquei mais à vontade com Aerolineas depois da descrição do voo aqui no blog!) e hotel. Depois microcentro: Florida, almoço, Obelisco, Av. Corrientes, Santa Fé e restaurante La Cabrera.
Executado: um dia no qual funcionou tudo perfeitamente. Voo Aerolineas direto super tranquilo, com o lanchinho bem básico (biscoito salgado, mini alfajor, galetitas de limão, bebida gelada e bebida quente). Imigração e malas no Aeroparque bem ágeis.

Fomos direto no Manuel Tienda de Leon (dica do blog). Ano passado eles aceitaram reais (em Ezeiza, mesma companhia), mas este ano não. Corrida  de táxi até a Recoleta por 236 pesos para quatro, trocamos um valor pequeno de reais no Banco de La Nación para as primeiras despesas.

Passamos no hotel para deixar as malas (nosso check in era às 14 horas), e fomos para a rua Florida no Microcentro de táxi. Táxis em Buenos continuam abundantes e bem mais baratos que no Brasil, mas mais caros que 2014. Divididos por 4, ainda valeu a pena, pois íamos ficar poucos dias.

Chegamos na Florida, trocamos o dinheiro e fizemos passeio a pé para reconhecer o local. A Florida é tão propagandeada que todos têm que ir lá, mesmo já não sendo um bom local para compras. Andamos a pé até no Zirkel, local para almoço e outra dica do blog. Edifício moderno e estiloso, a vista do restaurante é fantástica. Pedi um salmão mas confesso que não gostei, fiquei com inveja dos meus companheiros de mesa que pediram cordeiro e carne de vaca. Então sugiro que peçam esses pratos e não o peixe. O almoço com vinho rosé seco de Mendoza, Trumpeter, foi uma ótima inauguração em BsAs.

Depois fizemos uma caminhada lenta pela Av. Corrientes observando os locais e o comércio. Chegamos na Av. 9 de julio para foto obrigatória no Obelisco, que estava com a ponta cortada! Intrigante! (Depois vocês podem pesquisar para conferir esta história!).

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Continuamos caminhando pela Corrientes vendo o comércio, os teatros e as cafeterias até chegarmos no Paseo La Plaza, uma área reformulada a partir de um mercadão, com entrada pela avenida Corrientes. Visitamos a área interna e uma das atrações, o Museo Beatles (meu amigo é beatlemaníaco!). Atração interessante e organizada. Um pouco cara mas obrigatória para fans da banda. Quem não é fã pode ir no Cavern Club, pub com temática dos Beatles com palco e bons petiscos, bem ao lado do Museo.

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Depois decidimos voltar ao hotel para descansarmos um pouco (a caminhada ainda constava subir a Av. Callao até a Recoleta, próximo do hotel). Depois de uma siesta tardia visitamos a Livraria Grand Atheneo, que é próxima ao hotel em que ficamos. Na volta passamos em uma loja de vinhos chamada Ligier. Ótimos vinhos com preços acessíveis e alguns acessórios diferentes dos que vemos no Brasil.

Depois disso, jantar: tínhamos reservas no La Cabrera, nosso restaurante favorito da visita anterior. Fomos também encontrar umas amigas de Brasília que por acaso estavam em BsAs. O jantar foi excelente, o restaurante não nos decepcionou. Pedimos dois bifes de 800 gramas para seis pessoas. Com os acompanhamentos que vêm com a carne, a comida deu e sobrou. Nem demos conta de pedir sobremesa! Experimentamos (e adoramos) o vinho Septima. Ótima refeição!

Dica: nada de ir ao La Cabrera sem reserva! O mesmo que pedir para ficar na fila por um bom tempo, isso se tiver vaga.

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Dia 2: quinta feira
Planejado: passeio a pé pela Recoleta, degustação de vinhos e Teatro Colón.
Executado: acordarmos mais tarde de manhã para descansar do voo da véspera. Café da manhã mais lento no hotel, saímos caminhando bem relaxadamente pelo bairro Recoleta, aonde nos hospedamos. Subimos a Av. Callao e andamos pela Avenida Alvear. Fomos a pé no escritório do Buquebus – o plano era comprarmos passagens para Colônia. Lá informaram que deveríamos apresentar passaportes ou identidades brasileiras para efetuar a compra! Como estávamos apenas com as fotocópias, decidimos comprar na hora de embarcar.

Continuamos o passeio a pé, tomamos um café no La Biela e tiramos muitas fotos na Plaza Francia. Minha esposa queria muito ir no Cemitério da Recoleta. Fizemos uma visita bem calma, e além do túmulto da Evita, vimos um outro que chamou a atenção, o da Liliana (a moça com o cachorro), e o belíssimo poema escrito por seu pai em italiano na ocasião de sua morte. Muitas estátuas, causos, estadistas.

Saímos dali dando um passeio pelo Buenos Aires Design, e depois fomos a pé até a Floralis Genérica. Na Faculdade de Direito, ao lado, tiramos fotos belíssimas. Na flor metálica ficamos um longo tempo. O clima estava seco e bem ameno, ficamos o fim da manhã sentados nos bancos, tiramos muitas fotos. A flor estava completamente aberta (soubemos depois que às vezes o mecanismo quebra), e a parte de trás do monumento proporciona ótimas fotos do espelho d’água, da flor com a cidade ao fundo e do céu. Batemos papo e relaxamos na praça próxima à flor.

No caminho da volta visitamos o Museu Nacional de Belas Artes. Fica a uma pequena distância da Floralis, num prédio neoclássico, com abertura às 12h30 e entrada gratuita. Tudo de bom: belo acervo, ótima estrutura, bons banheiros, bancos para repousar. Somente senti falta de um local que vendesse água ou de um bebedouro.

Saindo de lá pegamos um táxi até Palermo pois tínhamos uma degustação de vinhos no Anuva Wines. Acabamos chegando uma hora antes do marcado. Ficamos andando a pé pelo bairro e, como estávamos com fome, acabamos em um quiosco de bairro. Mais completo que os do Centro, tinha cadeiras, máquina de café e pancho (cachorro quente). Havia apenas um atendente e era desacostumado a lidar com turistas. Lá tivemos a prova cabal que o argentino comum gosta de brasileiro sim: quando soube que éramos brasileiros o atendente quis aprender umas palavras em português, se desdobrou para explicar as mercadorias, ofereceu uma cadeira extra e ajudou a usar a máquina de café. Essa história de rivalidade com Brasil é mesmo só no futebol.

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Fomos depois no Anuva Wines (também dica do Aires Buenos e outros sites). Para quem se interessa por vinhos é imperdível. Os argentinos são grandes consumidores de vinho e consomem basicamente vinhos próprios. Lá pudemos entender o motivo. A degustação, além de apresentar ótimos vinhos, também foi muito didática. Tapas deliciosas, com a possibilidade de tentar combinar vários vinhos diferentes com a mesma comida. Ficou nítido como não apenas o vinho muda a comida, mas também como, dependendo da comida, um vinho médio se transforma no vinho perfeito. O sommelier Diego deu um verdadeiro show de informações – extremamente culto e num português excelente. No final havia a possibilidade de adquirir os vinhos, mas deu mesmo foi vontade de visitar as vinícolas!

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Voltamos para o hotel alegres de tanto vinho, e toca a descansar pois para a noite tínhamos ingressos para o Teatro Colón. Para assistir espetáculo no teatro mais perfeito da América Latina é necessário reservar ingressos com antecedência no site do teatro. Esgotam-se rapidamente. O espaço para as pernas era mínimo, mas a acústica realmente era excepcional, assim como o interior do teatro, de tão belo. Imperdível. Saímos antes do final e fomos jantar próximo ao hotel. O restaurante da vez foi o La Madeleine, na Av Santa Fé, foi escolhido pela proximidade com o hotel: bom, barato, grandes porções e comida saborosa. Final perfeito de noite.

Dia 3: sexta feira
Planejado: ir de Buquebus até Colônia, passar o dia no Uruguai. Na volta, jantar em Puerto Madero, aproveitando o desembarque na Darsena Norte.
Executado: o dia amanheceu chuvoso e frio. Nós, sem passagem, resolvemos arriscar e embarcar para Colônia assim mesmo. Sem café da manhã, toca a correr as sete horas da manhã para o Buquebus, embaixo de chuva! Chegando lá, documentos em mão, uma surpresa: a funcionária só queria vender as passagens em dólares. Explicamos que tínhamos pesos, mas ela insistiu que, para comprarmos em pesos, somente se fôssemos argentinos! Não discutimos muito e resolvemos largar o Uruguai para a próxima, até porque barco e chuva não combinam.

Voltamos para o hotel, tomamos café da manhã folgadamente. Após um intervalo que a chuva deu, fizemos um agradável passeio a pé pela Av. Santa Fé, desde a Recoleta até a Plaza San Martin. De lá pegamos a Florida e visitamos a Galerias Pacífico.

Almoçamos no restaurante 1820, no prédio da pousada homônima, localizada na Calle Tucuman. O menu executivo com entrada, prato principal e sobremesa ficou a 100 pesos por pessoa. Como chegamos no início dos trabalhos o serviço foi super rápido. Bom custo benefício. A entrada, sopa de abóbora, estava deliciosa.

Após o almoço e uma corrida de táxi, visitamos o Caminito. Compra de souvenir e alfajor, muitas fotos. Acho o Caminito bom para comprar as lembrancinhas, pois além de ótimos artesãos, há uma grande quantidade de lojas, o que facilita a comparar os preços. Aproveitando a grana que sobrou do Buquebus, resolvi comprar um casaco de couro de cabra, finíssimo. Meu amigo o apelidou de “buqueblusa”, pela origem do dinheiro, hahaha.

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Voltando ao Microcentro, fomos ao hotel descansar. Fim da tarde aproveitamos para comprar vinhos. Nas andanças da cidade tínhamos visto desde vinho de supermercado até enotecas. Optamos pela Ligier por dois motivos: desconto de 30 por cento na compra de oito garrafas (descoberto e negociado pela minha esposa e pela esposa do meu amigo – o que seria de nós sem as mulheres?) e proximidade de uma das lojas com o hotel, facilitando o transporte da carga. Explicaram que cada passageiro poderia levar até seis garrafas. Nós nos contentamos com cinco para cada pessoa!

Jantamos no La Madeleine, depois aproveitamos a minicozinha do hotel para abrir uma garrafa de vinho e ficarmos todos conversando e fazendo planos. Apesar da simplicidade do programa, foi tão divertido quanto os programas caros! 😉

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Dia 04: sábado
Planejado: Aires Buenos Tour Lado B, almoço no Centro, passeio em Puerto Madero, noite de tango.
Executado: tomamos café no hotel tranquilamente e fomos de táxi para a Plaza de Mayo. Caminhamos pela praça, que estava preguiçosa naquele sábado de sol. Fizemos algumas fotos e depois visitamos a Catedral Metropolitana. Gostei do mosaico enviado pelo Papa Francisco, simbolizando o apreço especial por sua antiga paróquia.

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Caminhada perto da Manzana de Las Luces, até chegar ao ponto de encontro do Tour. Todos do nosso grupo chegaram cedo (!?) e o guia Vinicius pôde iniciar tudo um pouco antes do horário. Numa van bem equipada e nova percorremos vários pontos de interesse, desde a parte sul da cidade, aonde Buenos foi fundada, até o mirante norte. Terminamos em Palermo, num delicioso café (o primeiro café gostoso que tomamos na Argentina – café não é o forte deles). Lá devoramos um cookie pra lá de bom e conhecemos o fundador do Aires Buenos, Túlio. Foi um grande prazer! Um ótimo passeio, tanto para os neófitos como para quem já conhecia BsAs. Mesmo sendo suspeito eu citar este fato em um texto que foi redigido para ser publicado no blog, tenho que falar: este passeio é totalmente indispensável. Apresentado por brasileiros que conhecem bem a alma portenha, e que têm a grande generosidade de dividir um pouco da vivência da cidade com quem ainda está começando!

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Depois do Tour, pegamos um táxi e chegamos no meio da tarde em Puerto Madero. Almoçamos algo mais leve, saladas e sanduíches naturais no I Central Market. Uma das partes da loja funciona como delicatessen e não cobram nem cubiertos nem propina. Ótimo local, com linda vista. Depois exploramos a pé o Puerto Madero, as docas, a ponte. Claro, muitas, muitas fotos! Todo mundo fica fotogênico em Puerto Madero!

Voltamos ao hotel e nos preparamos para o tango da noite, no Los Angelitos. Contratamos o tango no hotel no dia da chegada, pagando em reais. Foi uma maneira de fugir um pouco de pendurar tudo no cartão de crédito. O pacote incluía translado, jantar, bebidas e show. Quando chegou o nosso transporte, surpresa: o motorista era o Claudio, o mesmo da van do Tour Lado B da manhã! Sentamos até nos mesmos lugares, hahaha!

O show do Los Angelitos é belamente coreografado e a banda é excepcional. O jantar é honesto, apesar de não excelente, e o serviço de bebidas é fraco. Pedi uma água três vezes e ela não apareceu! Único pecado da noite. No geral achei que valeu o preço pedido: 600 reais o casal pelo pacote.

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Dia 5: domingo
Planejado: passeio próximo ao hotel, arrumar malas e embarcar para o Brasil.
Executado: o dia iniciou preguiçoso. Café da manhã do hotel, e depois caminhada lenta até a Plaza Francia. A feira de artesanato da Recoleta ainda estava com poucos ambulantes, muitos ainda montando os estandes. Mas conseguimos comprar algumas lembranças: porta vinho de mesa, gorro para frio, artesanato para as filhas dos dois casais. Voltamos ao hotel e pegamos o transporte para o Aeroparque, já que nosso voo sairia às quatorze horas. Visitamos o free shop do Aeroparque. A loja é um pouco reduzida, mas mesmo assim compramos vários itens: chocolates, bebidas, adaptador de tomada, tapa olhos.

No avião, satisfação pelo ótimo passeio, uma saudade já pesando e planos já para uma próxima viagem, provavelmente para Mendoza! Voltamos logo, BsAs!

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Sua viagem foi realmente muito gostosa Robson! E vá sim para Mendoza, a cidade é sensacional e com certeza você irá amar o local! Obrigada por dividir conosco um pouco da sua viagem.

Para ler outros relatos de leitores, visite a categoria DICA DO LEITOR.

E se você quiser ver sua viagem publicada aqui no Aires Buenos Blog, é só enviar sua dica com algumas fotos para airesbuenosblog@gmail.com.

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1 comentário

  1. Robson

    Olá pessoal do blog! Obrigado por publicar meu loooooooongo texto. Foi gostoso ler tudo de novo e reviver ótimos momentos de uma divertidíssima viagem! Um abraço!

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