cuentos de buenos aires

Cuentos de Buenos Aires – Jair Cordeiro

Cuentos de Buenos Aires – Jair Cordeiro

Hoje na sessão Cuentos de Buenos Aires é a hora de vez do Jair Cordeiro. Da última vez que ele passou pela cidade acabamos nos conhecendo e eu sempre enchia o saco, pedindo pra ele contar um pouco das suas histórias por Buenos Aires.

Quando recebi seu texto percebi que valeu muito a pena a insistência! É uma história ótima! Manda ver, Jair!

cuentos de buenos aires

Quem conhece Buenos Aires sabe que por lá existe uma infinidade de lugares especiais, para todos os gostos. Uma visita que eu nem sei quantas vezes fiz durante as minhas 5 passagens pela capital argentina, é ao Cementerio de la Recoleta. É uma visita-clichê, é verdade, mas para quem gosta de história e obras arte, uma passadinha só é muito pouco. Por isso não vejo a hora de poder caminhar por lá de novo, sozinho ou em uma visita guiada. Aliás, a visita oferecida pelo próprio cemitério é de graça e excelente. Recomendo!

Muita gente faz cara feia quando comento que fui lá e achei demais, e acho que até eu tinha uma ideia assim. Na prática é bem diferente. Inclusive é muito comum ver turmas de escolas, com crianças por volta dos 10 / 13 anos, sentadas no meio dos corredores tendo aulas de história ou mesmo desenhando.

Lá tem um túmulo que de alguma forma mexe muito comigo. Existem construções com histórias tragicamente bonitas e formas belíssimas, dignas de serem consideradas obras de arte. Personagens ilustres da história argentina, muitos “nomes de ruas” e tudo mais. Num corredor estreito, muitos se espremem para poder chegar perto do túmulo onde está Eva Perón. Eu fui um desses, é claro. Entretanto, uns metros adiante no mesmo corredor estreito, outro túmulo me chamou a atenção. Uma jovem está ajoelhada no alto da fachada tentanto alcançar uma rosa caída alguns centímetros abaixo, junto ao nome “Ida”. Não sei dizer o porque, mas fiquei impressionado.

Na minha viagem seguinte, voltei ao cemitério em busca desse túmulo, mas não o encontrava de jeito nenhum. Fui um dia, caminhei por todos os corredores onde eu achava que era e nada. Dias depois voltei e de novo, não achei. Inconformado, já tinha aceitado que voltaria para o Brasil sem conseguir visitar o túmulo, mas então aconteceu algo. Eu estava por ali com a minha irmã, olhando os túmulos, quase sempre buscando no alto a imagem da moça ajoelhada, quando um senhor se aproximou e já foi nos indicando o caminho que era para o túmulo da Evita. Eu agradeci (mesmo sabendo onde era e não estando em busca desse) e fomos andando devagar. O mesmo senhor nos acompanhou de longe e continuou a indicar onde deveríamos entrar. Para “deixá-lo satisfeito” entramos no corredor, passamos em frente à Evita e então praticamente levei um choque. Lá estava: Ida.

Agora em 2013, durante a visita guiada, perguntei à guia a respeito desse túmulo. De acordo com ela, não se tem muitos detalhes sobre a história. O que se sabe é que a moça, Ida Marino, morreu ao cair de uma sacada. E só.

Demais, Jair! O cemitério da Recoleta tem muitos segredos mesmo! Quanto mais você conhece suas histórias, mais curte o lugar.

E você, quer compartilhar com a gente uma história da sua viagem para Buenos Aires? Para participar da sessão Cuentos de Buenos Aires é só mandar um texto com uma imagem para o email airesbuenosblog@gmail.com

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *