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Dicas de Mendoza Parte 5: Passeio de Bicicleta

Dicas de Mendoza Parte 5: Passeio de Bicicleta

O tour de bicicleta que fizemos por Lujan de Cuyo, uma cidadezinha que está do lado de Mendoza e é sede de ótimas vinícolas, foi um dos pontos altos de nossa viagem. Não sou muito fã de visitas guiadas, prefiro sempre receber um pouco de orientação e depois decidir o que vou fazer e quanto tempo vou ficar em cade lugar, por isso curti muito essa ideia de pedalar pelas bodegas!

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Faltou o carisma pra foto

Reservamos tudo pela internet mesmo. Procuramos no Trip Advisor e decidimos ir com o Baccus Biking (O site deles é bem ruim, mande um email pra info@baccusbiking.com.ar). Acabamos contratando o pacote onde eles nos buscavam no hotel e levavam até a sede da empresa em Chacras de Coria, uma região de Lujan de Cuyo. Vale a pena porque é muito rápido, mas depois descobrimos que existe uma linha de ônibus, a número 2, que sai de Mendoza e passa muito próximo do lugar. Bobeamos! Com transfer era 150 pesos por pessoa, sem era 90 (preços de julho de 2013)

Por volta das 9h da manhã um carro nos buscou no hotel e nos levou até a empresa. Chegando lá escolhemos as bicicletas, incrivelmente todas em ótimo estado, e ganhamos um mapinha com todas as paradas possíveis da região. Inés, a dona do Baccus, é bastante simpática e nos ajudou a escolher quais eram os melhores lugares para visitar de acordo com nossos gostos.

O recomendado é fazer de 3 a 4 pontos, assim sobra tempo para aproveitar bem todos os locais. Existem várias vinícolas, algumas boutique e outras maiores como a clássica Luigi Bosca. Decidimos pela Bodega Lagarde, Clos de Chacras (que você pode ver no post de Bodegas de Mendoza) e a casona Antigua, que é um lugar que vende doces deliciosos. A Giselle do blog Aquí me Quedo postou sobre o mesmo passeio, mas optou por outros pontos, ou seja, é bastante versátil.

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A primeira parada

Demos sorte porque o dia estava líndissimo e ótimo para tirar fotos. A paisagem é de tirar o fôlego e dá vontade de largar tudo e morar num lugarzinho desses. A rua principal da região que passamos é razoavelmente movimentada, por isso é preciso prestar atenção no trânsito e também nas valetas, presentes em todo o trajeto.

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Paisagenzinha bem mais ou menos

É preciso maneirar um pouco no vinho e na comida, para depois não ter dificuldade nas pedaladas. Depois da degustação da Lagarde e do Clos de Chacras, mais ou menos umas 8 taças no total, nós já estávamos meio zonzos. Reunimos nossas últimas forças para aproveitar os doces incríveis da Casona.

O lugar é bastante rústico. Estava fechado quando chegamos, mas tocamos a campainha e fomos atendidos pela dona. Ela me pareceu um pouco burocrática no atendimento, falando forma meio automática, mas tudo mudou quando comecei a comer. Ela ofereceu dois tipos de degustação: um de compotas salgadas e outra de doces. Tudo por um precinho tão irrelevante que nem lembro quanto era.

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Gorgonzola!!!

Os sabores são bastante diferentes. Ela tem uma compota de azeitona doce que parecia bizarra até eu provar! Delicioso! Outro que chamou bastante atenção foi a de gorgonzola. Porém sou meio suspeito nesse assunto. Se passar gorgonzola numa pedra eu vou comer e achar bom.

Chocolate com doce de leite, doce de leite com cereja, doce de leite com mais doce de leite. É tudo um desbunde. Eu já não estava me aguentando mais.

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Meio difícil manter a compostura vendo isso

Aí foi quando a tiazinha dona do lugar começou a ficar mais simpática ao oferecer seus licores. Resolvemos também fazer a degustação, afinal não bastava já estar borracho de vinho, queríamos também nos esbaldar em licores. Ela começou a contar uma história de um licor de pimenta com menta que seu avô tomava antes de ir pra roça e logo me interessei. Entrou rasgando goela abaixo, mas valeu cada mililitro! Outras opções são licores de chocolate, doce de leite e até mesmo um de absinto!

Saldo: saí de lá com dificuldades sérias para pedalar. Ainda nos aguardava um trajeto de meia hora de bicicleta até a sede da Baccus, onde eles nos levariam de volta para o hotel.

Depois de tanto álcool e pedalar por umas duas horas, contando todos os trajetos, chegamos no hotel e desabamos. Fazer qualquer coisa no resto da noite era apenas inviável. Foi o nosso primeiro dia em Mendoza, paixão instantânea pela cidade.

Veja os outros posts da série de Mendoza:

Parte 1: Introdução

Parte 2: Onde ficar

Parte 3: Bodegas

Parte 4: Passeios para a Cordilheira

Parte 5: Passeio de bicicleta

Parte 6: Onde comer e beber

Para ler a série toda de uma vez, basta clicar na categoria Mendoza

Para ler os posts de viagens para outros destinos além de Buenos Aires, como San Antonio de Areco, Uruguai e Eua, é só clicar em Outras Viagens

 

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10 comentários

  1. Se não me engano, a degustação era 30 pesos por pessoa. Muito barato, principalmente se você for com fome! É tudo muito bem feito e os chocolates, as compotas, os licores e principalmente as pastinhas eram divinas! 🙂

  2. Pingback: Mendoza Parte 2: Onde ficar - Aires Buenos

    • Túlio Bragança
      Author

      Henrique, fui no inverno sim, fim de agosto. Pra mim vale muito a época. A única diferença é que não rola fazer os esporte radicais, caiaque e coisas do tipo no rio, que está seco essa época. De resto, é uma delícia tomar um vinho no frio.

  3. Hahahahha, curti muito o post e jáme imaginei tendo a mesmissima dificuldade de pedalar. hahahaha
    Mandei o link pro mue namorado e sei qie ele vai pirar na ideia da posta de azeitona doce e no licor de menta e pimenta… Obrigada!

  4. Rebeca

    Você teria mais informações sobre a localização da “casona”? Não encontrei nada na internet, e essas fotos da degustação e as informações sobre os licores deream agua na boca aqui.

    • Túlio Bragança
      Author

      Rebeca, é um lugar ANTI internet lá certamente. Nunca achei o endereço nem nada. Estava apenas no mapa que nos forneceram lá no passeio de Bike.

    • Túlio Bragança
      Author

      Nathalia, levamos acho que das 10h ate 16h mas com muitas paradas para desgustacao, almoco e outra num lugar de doces

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