Tour pelo Grand Canyon saindo de Las Vegas

Esse blog é sobre Buenos Aires, mas também meu espaço para postar minhas ideias. O texto a seguir é de uma série de outros sobre minhas recentes férias, onde fui buscar outros aires buenos. Todos esses posts podem ser vistos aqui

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Las Vegas é uma cidade feita para turistas. Lá você pode fazer qualquer coisa jacu e não ser julgado. Foi exatamente com esse pensamento que fizemos um tour guiado num ônibus cheio de outros turistas até o Grande Canyon.

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Como o Grand Canyon não está tão perto assim de Las Vegas e precisamos ir e voltar no mesmo dia, o passeio começa bem cedo. Às 6h da matina o busão passa para buscar a gente no hotel. De lá vamos até a sede da empresa de turismo, onde eles dividem os turistas segundo o passeio que forem fazer. Pode ser a parte oeste ou a parte sul, com helicóptero ou com Skywalk incluído. A nossa foi pelo oeste, com direito ao Skywalk, que é essa pequena maravilha da arquitetura da foto.

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O tour é bem turistão mesmo e o guia/motorista é muito engraçado. Tipo de gente que deve amar o que faz e acaba até te contagiando um pouco. Mas é aquela vibe de excursão da escola mesmo com direito ao guia perguntando “Quem está feliz hoje aí?” e todos tendo que gritar “EU!”. Impossível não se sentir meio babaca, mas na verdade você vai estar se divertindo bastante nesse momento. O Russel toda hora ficava dizendo que ele é o único guia de Las Vegas que dá 110%, sempre mostrando além.

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Depois de alguns quilômetros saindo de Las Vegas a primeira parada interessante é Boulder City, uma cidadezinha construída para os trabalhadores que construíram a Hoover Dam. Um pequeno povoado com cara de lugar esquecido, mas que ainda possui alguns habitantes. Casinhas dos anos 30 e toda uma vibe de lugar de filme. O interessante fica pelo fato de algumas casas que hoje valem 1 milhão de dólares lá foram vendidas inicialmente por um dólar. Tudo para evitar que a cidade esvaziasse. Ahh, nessa cidade o grande Spieberg também tem uma casa com vista para o Lago Mead, o lago artificial gigante formado pela Hoover Dam.

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Enfim, mais alguns quilômetros a frente, chegamos a famosa Hoover Dam, a represa mais emblemática dos Estados Unidos. É a preferida dos filmes americanos, desde Superman, Transformers. O Fugitivo, Soldado Universal e claro, o clássico filme do Beavis e Butt Head.

Ao contrário do filme do Beavis e Butt Head, nós não entramos na repressa. Apenas paramos em dois pontos diferentes para apreciá-la. A vista é bizarra de linda e a construção carrega vários traços da arquitetura antiga, mesmo sendo uma represa. O que mais me impressionou foi uma estátua feita para um cachorro, que era o animalzinho dos trabalhadores da obra nos anos 30. O dia que ele morreu foi o único dia que a obra parou completamente. Outra coisa bizarra é a passagem de água nas épocas de enchentes. Um tubão do tamanho de uns 5 aviões.

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Hoover Dam era só uma rápida parada no trajeto e aí seguimos rumo ao Arizona! Logo chegando, mais uma parada numa lojinha de badulaques e comida simplesmente no meio do NADA! Aproveitei para comprar jerk beef, algo que não cansei de comar em terras ianques.

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Depois de trocar de ônibus, já que a estrada era de terra e estávamos em território indígena, começamos a ver melhor o tamanho do Grande Canyon. Enormes montanhas na estrada já anunciavam o que estava por vir.

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Uma presença constante nessa passagem árida é a Joshua Tree. Essa arvorezinha que batizou o disco do U2 é uma verdadeira sobrevivente, uma highlander do deserto. A cada ano, um galho cresce uma polegada. Aí você vê umas árvores dessas enormes e perde a conta de quantos anos elas podem chegar a ter.

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Ok, chegando no Grand Canyon fomos encaminhados para o centro principal de recepção lá, comandado pelos índios. A partir dali estavamos no território deles e precisávamos seguir suas regras e pegar seus ônibus. São três pontos principais no lado oeste do Canyon: Eagle Point, Guano Point e o Hualapai Ranch. Deixamos o último de lado, já que é longe do precipício em si e é tipo um pequeno rancho indígena para turistas. Achamos uma proposta Beto Carreiro demais e passamos, principalmente pela falta de tempo.

Eagle point, nossa primeira parada na beira do Grand Canyon, tem esse nome por essa formação rochosa em forma de águia.

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Nunca planejei visitar o Grand Canyon, todo esse nosso tour foi programado poucos dias antes, mas me impressionei muito. Não existem muitas palavras para descrever tudo que você sente no meio da imensidão. Você vê o outro lado do Canyon, mas é tudo tão grande que você perde totalmente a proporção. Lá embaixo você vê um fiozinho de água, mas que na verdade é o caudaloso rio Colorado. De repente passam alguns helicópteros no meio do vale, mas estão tão longe que mais parecem uns mosquitos pernilongos enchendo o saco.

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É no Eagle Point que fica o Skywalk e isso meus amigos, nada mais é que a inteligência americana para ganhar dinheiro. Essa pequena maravilha da engenharia permite que você ande sobre o vidro e veja lá embaixo o riozinho. Nem um pouco recomendado pra quem tem medo de alturas, mesmo sabendo que a estrutura comporta o pesos de 3 aviões Boeing. Para entrar no Skywalk você não pode levar nada, nem mochila, nem máquina, chave, o que for, exatamente para evitar que coisas caiam lá embaixo. Uma das atendentes foi bem específica, dizendo que demoraria cerca de 26 segundos para você atingir o solo se caísse dali. O passeio é super legal, mas é super rápido e caro. Depois que você sai de lá fica perguntando se valia a pena gastar tanto por alguns minutos ali. Eu preferi não perder a chance de estar a trocentos metros de altura e não me arrependo, mas confesso que me questionei tudo isso.

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Guano Point, a outra parada dentro do canyon, era o local onde iam servir nossa comida e tinham todo um espaço maior para caminhar. Seria muito inspirador e poético almoçar ali na beira do precipício com toda essa paisagem, se não fosse um pequeno detalhe: a comida. Foi a pior refeição de toda minha viagem nos Estados Unidos. Horríve! Carne ruim, purê medonho e um café super aguado! Blergh! Nem a gente, nem a penca de japoneses de turistas lá curtiram. A maioria jogou fora boa parte do prato.

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Nessa parte caminhamos muito, subimos morrinho e até visitamos uma antiga mina que funcionava bem na beira do Canyon. O mais incrível de tudo que achei é a total falta de barras de segurança em todo o complexo do Grand Canyon. Diz o guia que por ano caem 6 pessoas lá! Sério! Por isso, cuidado!

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Na volta pra casa, ainda deu tempo de dar um rápido tour pelos hoteis de Las Vegas, conhecer um pouco das suas histórias bizarras e lendas Depois foi só desabar de cansaço no hotel, afinal foram 12 horas de passeio!

Outra maneira de conhecer o Grand Canyon é alugar um carro mesmo em Las Vegas, mas aí você terá que pagar também a entrada no parque do Canyon, além do tour no Skywalk. Esse passeio que fizemos se chama Grand Canyon West Rim Adventures and Skywalk, que é um pacote vendido por vários hotéis e lugares na internet. Só dar uma Googleada! Preciso dizer que vale a pena?

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7 comentários

  1. Jéssyca

    Olá!! Gostaria de saber por qual empresa vocês fizeram esse passeio e o valor. Estou planejando conhecer Las Vegas na minha viagem pro EUA e adorei esse passeio. 🙂

  2. Eduardo Costa

    PEssoal, parabens pelas dicas.
    Eu e minha esposa iremos a Vegas em abril de 2014. PRetendemos dar esse “pulinho” no Grand Canyon.
    Vcs podem informar quanto custou o tour de vocÊs e qto seria a outra opção ,com passeio de helicoptero ?
    Grato.

    • Túlio Bragança
      Author

      Oi, Eduardo! Esse tour para o West Rim atualmente custa 210 dólares. Com helicóptero sai mais 195 por pessoas. Existe tb a opção de sair de helicóptero direto de Las Vegas pra lá, que é 300 por pessoa. No site da Air Bridge, que é a principal operadora para o Grand Canyon, tem todas as opções http://www.airbridgetours.com/. Recomendo vc perguntar tb no seu hotel sobre os passeios, já que eles sempre conseguem descontos para os seus clientes. Um Abraço!

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