Viagem cultural para Buenos Aires – Dica do leitor

O Ângelo e a Cláudia fizeram uma viagem cultural para Buenos Aires e vão nos passar ótimas dicas para quem quer apreciar um pouco de arte, música e história na terra dos portenhos. Essa dica do leitor está recheada de macetes que só se adquire depois de muitas viagens para a cidade, algo de quem é realmente viciado pela metrópole.

Mas se você ainda não teve o privilégio de ser um profundo conhecedor de Buenos Aires e prefere inicialmente conhecer os lugares mais recomendados, sugerimos o Guia Básico: 4 dias em Buenos Aires. Para quem quer sair um pouco do turismo tradicional da cidade, temos também o Guia Lado B dos pontos turísticos de Buenos Aires, com dicas para quem quer fazer passeios mais com a cara mais portenha.

Viagem cultural para Buenos Aires – Dica do leitor

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Estivemos em Buenos Aires durante 10 dias no último mês de agosto. Desta vez, alugamos um apartamento na capital portenha e optamos por um imóvel bem localizado no nono e último andar de um edifício na calle Bulnes, dois quarteirões de distância do Alto Palermo Shopping, na avenida Santa Fé. Aconchegante e bem equipado, com quarto, escritório, sala de jantar e TV, cozinha mais lavanderia, e sacada com churrasqueira, o espaço foi atração a parte nesta estadia. Com temperaturas entre 7º e 18º graus e céu predominantemente azul, tivemos chuva apenas em um dia.

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A vizinhança não podia ser melhor – em variados sentidos. Imagine sair de casa a pé, dobrar a esquina na Güemes e dar de cara com La Peña del Colorado, bar-restaurante-casa de espetáculo, um espaço com programação mais roots e artistas cancioneiros nativistas praticamente toda a noite. Passos adiante, já sobre Salgueiro, Thelonious Club, opção distinta com a nata do jazz. Numa das noites acompanhamos o quinteto liderado pelo baterista Oscar Giunta, velho conhecido de outras jornadas no Notorius da avenida Callao. Mais agito no bairro? Sem problema, basta dobrar aquela mesma esquina ali de trás, noutro sentido, e seguir três quadras para dar de cara com Green Parrot, bar/balada alternativo bem divertido. Tudo isso no entorno, sem contar padarias, fruterias, farmácias, peluquerias, subte e conveniências variadas. E o recorrido, desta feita, serviu principalmente para realimentar o espírito.

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A programação não foi fraca: mostra de painelistas mexicanos (Diego Rivera incluso) no Museu de Belas Artes; exposição de Yoko Ono no Malba; musical sobre a vida de Carlos Gardel no Teatro Moliere; apresentação do Fuerza Bruta na Recoleta; ensaio aberto do Rascasuelos, no Pista Urbana de San Telmo; apresentação da Orquesta Tradicional Fernandez Fierro em sua sede de Abasto; milonga da melhor qualidade no Boliche de Roberto, esquina de Peron com Bulnes; La Bomba de Tiempo na tradicional segunda do Centro Cultural Konex…

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Como se vê, não faltam (boas) opções para preencher o roteiro, em uma cidade que oferece atrações culturais diversas. Sem contar programações mais típicas ou, ainda, em uma de nossas opções preferidas, caminhar sem rumo em busca de segredos que podem se revelar ao dobrar a próxima esquina. Receita infalível. Assim como acompanhar rotineiramente blogs e sites como Aires Buenos e Aqui Me Quedo, por exemplo, com dicas de quem respira cotidianamente estes ares para melhor traduzi-los aos brazucas.

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Foi em parte através deles que pudemos montar mais uma interessante incursão por Buenos Aires. Aliás, como em vezes anteriores, ao acompanhar shows de Les Luthiers no Gran Rex da Corrientes; recitais de Catupecu Machu, no Teatro Vorterix, em Chacarita; ou de Las Taradas, na Sala Siranush ou mesmo no Teatro da Umet, na Sarmiento; ao seguir de ônibus para o Parque de La Memória, na beira do Prata; ou ao partir para o Hipódromo de Palermo, acertar de cara uma trifeta, multiplicar os pesos apostados por cinco e decidir sair de lá no mesmo instante para poder gozar da fama de “Invicto de Palermo” – o brasileiro que nunca perdeu uma aposta nos cavalinhos da terra de Gardel.

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Essas e outras estripulias, originadas em viagem pioneira meses antes da Copa de 78, ainda imberbe e na companhia dos pais, e depois repetidas praticamente anualmente desde 2000, demonstram a necessidade de revisitar Buenos Aires sempre que possível, para dela absorver os mesmos bons ares que, acredito, levam os muçulmanos a Meca. BsAs virou religião. Até breve!

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Muito obrigada pelo relato e pelas dicas de tantos lugares para se alimentar culturalmente em Buenos Aires, com certeza vai ajudar muito quem busca por esse tipo de entretenimento! Quando visitarem novamente a cidade, mandem mais um relato pois amamos as dicas.

Para quem quer ver outros relatos é só clicar na categoria dica do leitor e já se inspirar para uma próxima viagem.

E para quem ainda não compartilhou aqui no blog a sua experiência na capital portenha, é só escrever alguma dica ou o seu roteiro e junto enviar algumas fotos para airesbuenosblog@gmail.com

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5 comentários

  1. Túlio Bragança

    Demais o relato mesmo! O hipódromo é muito divertido. Tinha uma época que eu ia sempre

  2. Manu

    Sensacional!!! Um dos relatos mais originais que já li nas dicas dos leitores.
    Cláudia e Ângelo, vocês realmente saem do lugar comum. Devem ter excelentes histórias para contar.
    Escrevam mais!

  3. Elisa

    Gostei demais!!
    Traduziram meus sentimentos por Buenos Aires, cidade vizinha que oferece programação cultural infinita.

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