Onde comprar chapéus em Buenos Aires?

Chega um dia na vida que você vai precisar um comprar um chapéu. Seja para você mesmo ou de presente para alguém.

Se você estiver em Buenos Aires, a resposta para pergunta “onde comprar chapéu em Buenos Aires” é La Sombra Del Arrabal, uma loja que fica quase embaixo de um viaduto em San Telmo, na Calle Defensa.

Esse pequeno lugar é administrado pelo super buena onda Senhor Miguel, um argentino muto bom de papo que certamente vai te ajudar a escolher o melhor chapéu para cobrir seu cucuruto. Tem panamá, tem estilo meio Amélie Poulain e claro, os clássicos chapéus tangueiros a la Gardel.

O Seu Miguel também possui uma fábrica onde ele faz muitos produtos que vende na sua loja. Lá ele me explicou a diferença do chapéus, seus tipos, os materiais, situação ideal para cada um e o ideal para cada tipo de rosto. Descobri, por exemplo, que o chapéu de pelo de lebre é um dos preferidos da freguesia e dos que tem melhor qualidade.

O ideal é chegar lá depois do meio-dia. Quando fui encontrei a loja fechada, mas depois de alguns minutos vi o dono abrindo. Ele se desculpou dizendo que tinha ido dormir tarde no dia anterior, que era Dia do Amigo.

Uma visita muito recomendada aos domingos, já que La Sombra del Arrabal fica só há duas quadras da Plaza Dorrego, onde acontece a tradicional Feira de San Telmo.

O Marcelo Barbão já esteve lá faz um tempo e também dedicou um post ao lugar.

La Sombra del Arrabal – Calle Defensa 1239, San Telmo.

Obs: Aceita Cartão de Crédito, mas em dinheiro vivo é sempre mais barato.

Bodega Amparo, especiarias para todos!

Bodega Amparo

Escondida numa pequena travessa de Palermo, bem ao lado da linha do trem, a Bodega Amparo é a resposta para muitas de minhas perguntas.

Ao entrar lá você já sente aquele cheirinho característico de um armazém, algo de tempero misturado com aroma de queijos e embutidos. Mas lá também podemos encontrar vinhos, salames e presuntos diferentes, uma infinidade de temperos, especiarias, azeite, pães e compotas, muitas compotas.

O preço é bem menor do que o praticado nos supermercados. Encontrei queijo e presunto cru muito mais em conta, assim como os pães, que também são mais variados.

Bem do lado também existe uma ótima fruteria, que provavelmente deve ser dos mesmos donos. Muitas frutas da época vendidas a granel.

Perfeito para quem quer tentar ser gourmet em casa e fazer uma comidinha um pouco mais sofisticada.

A Bodega Amparo fica na Calle Darwin 1548, entre Gorriti e Cabrera.

Aqui o site oficial deles: http://bodegaamparo.com.ar/index.html

5 sorveterias de Buenos Aires muito melhores que a Freddo

Existem várias coisas que nós brasileiros podemos nos orgulhar de dizer que somos melhores: música, futebol e televisão. Porém existem dois quesitos onde não tem comparação e os argentinos humilham: doce de leite e sorvete. Não adianta argumentar,  eles estão a milhas de distância na qualidade.

Pensando nisso, armei um rankig das 5 sorveterias de Buenos Aires muito melhores que a Freddo, que é a mais conhecida entre os turistas.

Você pode até discordar e dizer que a Freddo é a melhor, mas certamente concordará que visitar a cidade sem provar um helado de dulce de leche é uma grande falha!

1. Jauja

Jauja de Palermo

Simplesmente o melhor sorvete da cidade, quiçá do mundo!

Participei de uma degustação no Jauja promovida pelo site Kekanto faz algumas semanas e pude provar 8 sabores diferentes. Meus preferidos: Chocolate Profundo é sublime, o sabor Ristretto é puro café cremoso e eles tem a belezinha que é o Anarangibre (Abacaxi + laranja + gengibre). Todos os sabores são 100% naturais.

Eles só tem duas filiais na cidade. Av. Cerviño 3901, Palermo, e Av. Federico Lacroze 2239, Belgrano, mas garanto que vale a pena gastar umas pernadas para provar essa iguaria gelada.

2. Cadore

Cadore

Até conhecer a Jauja, era a minha preferida. Com uma só loja na Av. Corrientes 1695, bem perto do cruzamento com a Callao, essa sorveteria sempre é destaque na imprensa pela seus vários anos de tradição, sempre no mesmo lugar.

Tem um sabor de Tiramisú muito bom, sem contar nos clássicos tipos de Dulce de Leche que são matadores! Está passeando pelo centro de Buenos Aires? Taí uma boa opção!

3. Persicco

Persicco

Diz a lenda que os fundadores do Freddo, depois de venderem sua marca para não sei quem, fundaram o Persicco. São poucas, mas movimentadíssimas filiais na cidade.

Chamam a atenção os sorvetes Kosher, os sabores para celíacos e as opções light. A dica é o Dulce de Leche Bomboncito Ricco, que tem um pouquinho de rum.

Minhas filiais prediletas ficam em Palermo, esquina da Honduras com Gurruchaga, e em Las Cañitas, esquina de Migueletes e Maure.

4. Chungo

Chungo

Ultimamente tem sido a que mais visito já que é perto de casa. Uma outra das grandes redes de sorvete do país.

Meus preferidos são sempre os de chocolate e aqui temos várias opções: Cioccomenta, Mousse di cioccolato merengue e Gianduia, que é chocolate com avelãs. Recomendo muito também o sabor de Mousse de Maracujá e o Mousse de Naranja al Cioccolato, que é espetacular! Também possuem sabores Kosher.

Sou cliente fiel da loja da foto, a de Palermo, que fica na esquina da Humboldt com Costa Rica.

5. Munchi’s

Munchi's

O lugar ideal para provar Dulce de Leche. Sim, eles curtem mesmo esse sabor aqui. A dica é o Super Dulce de Leche ou o Dulce de Leche com Brownie.

Tem varias lojas na grande Buenos Aires, uma no shopping Abasto e outras duas filiais em Palermo, uma na Malabia 1720 e outra na Rep Dominicana 3352.

::: BÔNUS

Depois de ler algumas reclamações de fiéis leitores sobre importantes ausências nessa lista, acrescento mais duas sorveterias melhores que o Freddo.

Volta

Prove o Dulce de Leche Tentación, que é sorvete misturado com o próprio dulce de leche in natura. Entre suas filiais, temos a da Recoleta, que fica na esquina da Callao com Pacheco de Melo, e em Belgrano.

Saverio

Com poucas mas boas lojas na cidade. O Chantilly Saverio es lo que hay, viste! Prove e não se arrependa na Av. Cabildo 1501, Belgrano.

Entrevista desenhada por Liniers

Todo mundo já conhece o Liniers da sua tirinha Macanudo, que sai diariamente no jornal La Nación. De quando em quando ele junta tudo num livro de mesmo nome, que se não me engano já está no sétimo volume diferente. O cara é super hype.

De uns tempos pra cá ele começou a fazer entrevistas desenhadas pro jornal. Começou com o Calamaro, artista que também teve uma capa de disco desenhada pelo Liniers, e a última foi dos Les Luthiers, um mega grupo com trocentos anos de estrada que une música e humor. Ele desenha não só as respostas e os causos dos entrevistados, mas também todos os bastidores, o que é divertidíssimo.

Você pode ver tudo isso no La Nación.

A que eu mais gostei foi com o Ricardo Darín. Clique na imagem para ver em tamanho maior.

>An evening with Fran Healy & Andy Dunlop

>
Vocalista e guitarrista do Travis fizeram uma turnê pelos Estados Unidos e Canadá, tocando as músicas da banda em formato acústico e intimista.

Só os dois no palco, dois violões, sotaque escocês e muitas histórias entre cada música. O resultado disso é um cd ao vivo chamado “An evening with Fran Healy & Andy Dunlop”.

Entre hit e hit, eles intercalam histórias e lendas sobre a composição de cada canção, além de piadinhas infames e trocadalhos que devem fazer sentido lá na terra deles, a fria Escócia. “Flowers in the window”, “Turn”, “Sing” e “Side” estão lá. Também há uma bela quantidade de novas canções, algumas velhas que nunca entraram num cd do Travis e outras que quem sabe estarão no futuro.

Perfeito para as putinhas do britrock como eu.

>Carpe diem

>Ontem antes de sair do trabalho entrei no msn. De cara minha mãe veio avisando que minha prima Cláudia tinha falecido.

É incrível como essa linha aí em cima resume bem o contato que ando tendo com minha família nos últimos tempos. Moram longe e só me resta a internet para manter o contato. No Orkut, por exemplo, entrei diariamente no último mês para ver os boletins médicos que uma amiga dela postava entre várias mensagens de parentes e amigos, que eram lidos para ela.

Justo a cirurgia que mudou sua vida, feita há mais de um ano, trouxe complicações tardias. Graças a tal cirurgia ela tinha realizado seus sonhos. Estava magrinha, linda, com um namorado que amava, cheia de amigas. Uma outra pessoa.

Tentei procurar na memória minha última lembrança, que estava toda borrada e sem data. Não há via faz mais de 10 anos e tudo que sabia de sua vida era do que minha mãe ou minha tia contavam. Bate uma sensação ruim, mas não pelo fato de não poder ter estado lá na UTI, acompanhando sua saúde, mas por não ter vivido com ela essa alegria radiante que todos comentavam e não ter dado mais sentido e significado para a palavra “primo”.

Incrivelmente hoje a letra de uma música do Jens Lekman que sempre ouço finalmente fez sentido. Aquilo de aproveitar suas chances para fazer sua vida valer a pena. O verdadeiro Carpe Diem.

I could sit and watch my life go by
Or I could take a tiny chance
‘Cause some day I’ll be stuffed in some museum
Scaring little kids
With the inscription carpe diem
Something I never did

>Barack wins: Flawless victory

>Chega a dar medo todo esse frenesi com a eleição do Obama.

Por mais histórica que seja, as expectativas colocadas sobre os ombros desse senhor são excessivas. Essa imagem de redentor que veio salvar o mundo da era-Bush é perigosa demais.

Como o brasileiro adora tomar parte em alguma coisa, vi muita gente manifestando sua opção pelo Barack nos orkuts e twitter da vida. Foram todos no hype do Obama, uma espécie de novo “Che” da cultura pop. Engraçado que a maioria deles nem sabe de propostas e o que diz o candidato. Confesso que eu mesmo sei muito pouco.

Até agora o que foi visto foi uma ótima e caríssima campanha de marketing, o bom uso da internet e mídias sociais e o apoio de artistas famosos. Mas todos nós sabemos que isso nunca foi garantia de bom governo. O Collor pelo menos serviu para aprendermos a lição com o erro.

Por enquanto eu prefiro esperar e ver o circo passar. A unanimidade sempre me deu medo.

* Para quem não entendeu a imagem: É uma mistura de Barack Obama com o personagem Baraka do clássico jogo dos anos 90 Mortal Kombat.

>Love is noise – The Verve.

>The Verve – Love Is Noise
http://mediaservices.myspace.com/services/media/embed.aspx/m=38035520,t=1,mt=video

Novo clip do The Verve lançado!

I was blind – didn’t see
What was here in me
I was lost – insecure
Felt like the road was way too long, yeah
Cause love is noise and love is pain
Love is these blues that we’re feeling again
Love is noise and love is pain
Love is these blues that I’m singing again, again, again

>Google me – The movie.

>Quem nunca procurou seu nome no Google?

Jim Killeen fez isso e descobriu vários homônimos seus ao redor do mundo.  Acabou indo atrás de alguns deles e fez um documentário sobre conhecer essas pessoas e tudo que isso envolve.
O Jim Killeen documentarista que vive em Los Angeles conhece um Jim Killeen padre na Irlanda, outro Jim que frequenta clube de swing, outro que possui 8 filhos, um outro na Austrália e por aí vai.
Uma idéia simples que se transforma numa história muito bem contada, mesmo que derrapando para o sentimentalismo algumas vezes. O Jim Killeen viaja o mundo escutando as várias histórias de vida desses homens e suas distintas vidas. No final todos acabam se encontrando na cidade texana de Killeen, onde é revelado num exame de DNA que dois dos Jims são parentes.
O documentário completo está disponível temporariamente no youtube até atingir 100 mil visualizações. A última vez que vi estava com 39 mil:

>Infeliz 2006

>Vai embora, 2006, que você demorou pra passar.
Vai embora, ano que só serviu para mau-exemplo!
Ano em que tudo e mais um pouco de errado aconteceu e foi feito.
Ano que me implodi por dentro e que me reconstruí com um molde um pouco distinto.
Ano em que deixei de achar ridícula a expressão “conhecer a si mesmo”.
Ano que obsessões e delírios se tornaram praticamente uma rotina.
Tempo onde amores e paixões pareceram mais uma malária do que um sentimento.

Vai embora, 2006. Você é esquecível.

Você vai tarde, amigo.

>Pobre Saddam

>Saddam Hussein está morto. Uma lenda-viva agora está morta.
Confesso que sempre fui com a cara dele. Claro, ele deve ter matado milhares e milhares de pessoas, torturado outra centena, mas algo naquele bigode escondia um certo carisma.
Seu sorriso e o modo que ele se apresentava nas câmeras. Aquela coisa de ter uma foto sua em todo lugar do Iraque era praticamente uma caricatura que um filme americano poderia fazer de uma republiqueta qualquer, mas o pior era que tudo era verdade.

Ver as notícias do julgamento e seus xingamentos, sua postura e recusa em reconhecer o juiz e o próprio modo de se ainda apresentar como presidente do Iraque eram um show à parte. De alguma maneira era o modo dele de não se curvar nunca aos EUA, por mais patético que fosse. Um desrespeito cômico ao julgamento e uma mostra de toda sua arrogância, mesmo que preso numa cela sem poder fazer nem xixi sem ser vigiado.

Acredito que esse blog vai logo logo aparecer em alguma denúncia para a CIA, afinal já citei as filhas do Bush e agora admito uma ligeira simpatia que nutria a um tirano assassino.
Fato que Saddam era uma lenda. Lembro das inúmeras paródias em homenagem à ele, seja naquela bosta de filme Top Gang 2 ou até mesmo no Casseta e Planeta. Um personagem de fato simpático, excluindo-se o fato de ser ele o responsável por uma verdadeira carnificina. Não vou ficar aqui defendendo esse post besta e sem sentindo. Quem entendeu, entendeu.

O mundo acordará amanhã com um bigode e uma lenda a menos. E o nosso mundo, meus caros, precisa de lendas e bigodes.

Ótimo 2007 a todos!

>Turistas, go home

>O que os filmes de terror tem com o Brasil?

Lembro de uma vez em “Eu sei o que vocês fizeram no verão passado” onde perguntam pra menina qual a capital do Brasil. Ela responde Rio de Janeiro e ganha uma viagem pra não sei onde. Obviamente começa uma matança nessa viagem e depois um tiozão revela que tudo era uma farsa essa coisa do concurso e que a capital do Brasil é Brasília.

Agora saiu nos Estados Unidos o filme “Turistas”. Basicamente americanos que vão aproveitar a praia no Brasil e acabam se envolvendo com uma quadrilha de ladrões de órgãos. As críticas dizem que o filme é um lixo. O NY Times diz que “se a burrice fosse um crime, os responsáveis idiotas pelo filme estariam apodrecendo na cadeia”. O nota dele no IMDB, que na maioria das vezes serve de parâmetro pra julgar o filme é bom, é 3.9. Realmente ridículo.

A Embratur se preocupa com as consequências que o filme pode trazer para o turismo no país, assim como na vez do episódio dos Simpsons. Deveríamos estar contentes ou putos com essa atenção hollywoodiana? Se serve de consolo, não existe nenhum episódio dos Simpsons que fala da Argentina. E o grande filme hollywoodiano baseado nesse país foi Evita, que o próprio nome já avisa que devemos evitar. Fora esse, não me lembro de outro com grande repercusão. Recentemente vi o comercial na TNT de um com o Robert Duval atuando e dirigindo “Assasination Tango”. Posso estar errado, mas acho que se trata de uma bela bosta de filme.

Creio que, como sempre, não vai afetar em nada no turismo para o país do bunda-lelê. Americanos representam 17,80% dos estrangeiros que chegam ao Brasil. Estão em segundo lugar, perdendo exatamente para os hermanos argentinos com quase um milhão de visitantes por ano e 22,25 do total.

Mesmo estando em segundo lugar no ranking, é pequeno o número de americanos que se aventura no Brasil. Se vermos a população total americana e a porcentagem de pessoas que visitam o Brasil e compararmos o mesmo dado com Alemanha, POrtugal, França e Espanha, vemos que há uma esculachante diferença. Tudo culpa do visto. É quase unânime o comentário quando encontro um americano por Buenos Aires. A maioria não vai para o Brasil porque precisa de visto e o visto é caro, além disso se você não mora numa cidade que tenha um consulado a coisa fica mais complicada ainda. Mexicanos dizem a mesma coisa. Até que ponto o orgulho nacional deve afetar nossa economia? Argentinos precisam de visto para entrar nos EUA, americanos não precisam para entrar aqui. Podem me chamar de burro, nacionalista e ufanista, mas concordo 100% com essa política de toma-lá-dá-cá. Um pouco de nacionalismo por favor, mesmo que não seja durante a Copa.