El gato negro

El Gato Negro, um clássico da Corrientes

Alguns anos atrás, enquanto fuçava livros nos sebos da avenida Corrientes, descobri por acaso um dos cafés mais charmosos – e cheirosos! – de Buenos Aires. El Gato Negro.

Desde então, sempre que estou por ali e quero fazer um lanche não muito apressado, tomar um chá ou comprar uma lembrancinha pra alguém, costumo voltar àquele bar e café que, como já era de se esperar, integra a seleta lista dos notáveis de Buenos Aires.

El Gato Negro, um clássico da Corrientes

El gato negro

Aberto em 1928 no trecho mais emblemático da Corrientes, entre as ruas Montevideo e Rodríguez Peña, o lugar começou como um armazém de cafés, chás, especiarias e condimentos. Só muito tempo depois, em 1997, é que colocou mesas para servir os clientes no salão.

Ao entrar ali, antes mesmo de reparar no maravilhoso mobiliário de carvalho e freixo italiano muito bem conservado, uma delicada onda de canela, jasmim, curry, cravo de cheiro e outros aromas invadirá suas narinas. Sem esquecer do cardamomo, que, aliás, é a senha do wifi. A mistura é saborosamente confusa e estimulante aos sentidos. Não por acaso o escritor e tradutor Marcelo Barbão, nosso amigo, descreveu que seria como entrar num daqueles mercados árabes que vemos em filmes.

El gato negro

Segundo o pesquisador Carlos Cantini, que há anos vem escrevendo a história dos cafés portenhos no blog Café Contado, o primeiro dono do lugar foi um espanhol que, antes de fincar raízes na Argentina, viveu entre o Ceilão, Singapura e as Filipinas, onde conheceu a fundo o mundo das especiarias. O primeiro nome do Gato Negro foi La Martinica, mas depois de um ano foi rebatizado em homenagem a um café de Madri, onde era comum ver um gato preto com uma gravata borboleta sentado tranquilo na vitrine – ícone que acabou virando a marca registrada do café portenho.

El gato negro

Da última vez que fui, pedi um chá verde com laranja e gengibre e uns sanduichinhos de miga que estavam uma delícia. Também é possível comprar ervas aromáticas, sementes, condimentos e especiarias a granel no balcão – os vendedores costumam ser atenciosos. A casa ainda vende chocolates, frutas cristalizadas e cafés exóticos, torrados e moídos na hora. As latinhas com a logomarca do gato preto são irresistíveis, além de serem um souvenir de viagem muito original.

No salão do andar de cima costumam haver mostras artísticas e concertos musicais, geralmente com entrada franca.

El gato negro

El Gato Negro fica na Corrientes, 1669, bem no meio das estações de metrô Callao e Uruguay. O horário de funcionamento é das 9h em diante, todos os dias (segundas até às 22h, terças até 23h, quarta e quinta fecha à meia-noite, sexta e sábado às 2h e, aos domingos das 15h às 23h).

El Gato Negro
Av. Corrientes 1669
Página no Facebook: https://www.facebook.com/El-Gato-Negro-271115800065/

 – Veja mais coisas para fazer perto do El Gato Negro no post 10 restaurantes que você precisa conhecer na Avenida Corrientes.

– Acesse nosso Guia do Centro de Buenos Aires com toda informação turística sobre esse bairro

– Leia todos os posts da Mariana Sanchez na seção VIDA PORTENHA.

 

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3 comentários

  1. LIANA

    Gente, uma dica que vale para qualquer viagem!!!
    Tomem cuidado ao comprar especiarias, café e qualquer outro produto alimentício a granel!!!!
    Se forem parados na alfândega aqui no Brasil, eles podem não deixar vocês entrarem com os produtos se eles estiverem apenas embalados em sacos plásticos (à vácuo ou normal mesmo), sem ter nenhuma etiqueta de inspeção sanitária!!!
    Digo isso pois na minha viagem para a Turquia, trouxe um monte de temperos e chás do Mercado das Especiaria e tudo foi retido na alfândega pois eles não podiam verificar se os produtos não continham pragas e tal..
    Sim, foi tudo para o lixo da PF.. provavelmente incinerado. =(
    Fiquei muito triste pq alguns eram presentes… fora o dinheiro que gastei.

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