Yoko Ono Malba

As excentricidades de Yoko Ono chegam ao Malba

Eu bem que fiquei plantada um bom tempo ao lado daquele telefone vermelho, mas nada da Yoko Ono chamar. “Quando tocar, saibam que sou eu”, dizia o cartaz assinado com as iniciais Y. O. A obra integra a exposição Dream Come True, primeira retrospectiva da viúva de John Lennon na Argentina, em cartaz no Museu de Arte Latino Americano de Buenos Aires desde o finalzinho de junho de 2016.

As excentricidades de Yoko Ono chegam ao Malba

Yoko Ono Malba

Alô, é Yoko? (Foto: Mariana Sanchez)

Para quem só conhece Yoko como a esposa de Lennon e suposto pivô da separação dos Beatles (e por seus berros impagáveis no The Rolling Stones Rock and Roll Circus), vale dizer que a octogenária artista nascida em Tóquio é um dos principais nomes do movimento conceitual de vanguarda Fluxus, que mistura artes visuais, música, literatura, instalações e happenings performáticos, sempre convocando à interatividade.

Yoko Ono Malba

Cole um adesivo de vagina na parede e crie algo sobre isso. (Foto: Mariana Sanchez)

Boa parte deste trabalho, desenvolvido desde a década de 50 até hoje, pode ser visto até o final de outubro de 2016 no Malba. São mais de 80 obras e tem um pouco de tudo: vídeos, instalações, gravações de áudio, esculturas e textos, muitos textos. Em suas famosas Instruction Pieces, Yoko sugere ações ora simples (“escutar as batidas de um coração”), ora extravagantes (“gravar o som de uma pedra envelhecendo”), com forte cunho político-filosófico ou singelamente poéticas, como:

Yoko Ono MalbaA ideia de coautoria também está presente em toda a mostra, já que Yoko convida o público a interagir e cocriar as obras ali começadas, seja cravando um prego numa cruz, seja carimbando a palavra paz em algum ponto do mapa mundi à sua escolha, ou mesmo colando os cacos de uns pratos de porcelana quebrados (porcelana de Schmidt, diga-se!) enquanto se reflete sobre algo tão utópico quanto “consertar o mundo”.

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(Foto: Mariana Sanchez)

Yoko Ono Malba

O Túlio não se conteve e foi lá dar uma martelada. (Foto: Henderson Moret)

Yoko Ono Malba

(Foto: Henderson Moret)

Yoko Ono Malba

(Foto: Mariana Sanchez)

Yoko Ono Malba

(Foto: Henderson Moret)

A mulher que pedia “uma chance à paz” nos anos 70 continua clamando pelo fim da violência. Há alguns meses, Yoko fez uma convocatória para que mulheres latino-americanas relatassem um caso pessoal de violência de gênero do qual foram vítimas. Os testemunhos, assinados por cada uma com apenas seu primeiro nome e enviados juntamente com uma foto dos seus olhos, são um dos pontos altos da exposição. (Dá para mandar novos testemunhos até o dia 16 de outubro, por aqui).

Yoko Ono Malba

(Foto: Mariana Sanchez)

Assista ao vídeo que Yoko gravou convidando os argentinos para a mostra, que fica em cartaz até 31 de outubro. Lembrando que o museu não abre às terças, mas abre às segundas, e que às quartas o ingresso custa meia (ou seja, $50).

O Malba fica na Avenida Figueroa Alcorta, 3415, em Palermo. Mais informações aqui. É possível comprar a entrada no site e evitar as enormes filas, principalmente nos fins de semana.

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4 comentários

  1. Patricia

    Oi Mariana, tudo bem? Estou indo a Buenos Aires e vou ao Malba. Tentei comprar pela internet mas na hora do pagamento eles pdem um número de DNI e não consigo finalizar a compra! Voce sabe se tem outra maneira?

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