Minha vida sem carro em Buenos Aires

Uma das grandes diferenças da minha vida aqui em Buenos Aires para a que meus amigos levam nas grandes cidades Brasil, além da inflação galopante argentina e a dificuldade de economizar, é que não tenho carro.cropped-111966180_4a2444991c_b1.jpg

Só que mais do que não ter carro, o que é diferente mesmo é o fato de não precisar ter um. Não tenho e não planejo ter um carro a curto, médio-prazo e a maioria dos meus amigos e colegas de trabalho pensam a mesma coisa. Aqui é possível viver tranquilamente e fazer tudo que você quer fazer sem a necessidade de ter um automóvel.

Ajuda o fato de Buenos Aires ter uma população menor do que São Paulo e Rio e ser também uma cidade de menor extensão territorial, mas mesmo assim, o que é diferente aqui é como o transporte público é pensado.

É óbvio que ele muitas vezes é sucateado e muitos ônibus atrasam sempre, mas comparado com Rio e SP, há uma diferença monstro. O Metrô, mesmo sendo velho e fedido, cobre boa parte da cidade e me leva pra quase todos os lugares que preciso. Bom frisar que escrevo isso como classe média, que vive num bairro bom, não muito longe dos centros comerciais e financeiros da cidade.

Quando quero comer meu sushi preferido, vou de metrô, quando quero ir num Bar, posso ir a pé, quando quero ver um jogo na Bombonera, que é lado do outro lado da cidade, pego o busão de número 29 e chego lá depois de um trajeto de uma hora. Quando pegava o subte antes para ir para trabalhar (hoje tenho a sorte de morar perto do meu escritório) encontrava todo tipo de gente: estudantes, senhoras ricas da Recoleta carregadas no laquê, coxinhas argentinos, engravatados que trabalhavam no centro financeiro e pedintes. Ninguém se sente menor ou pobre por ter que usar o metrô.

É completamente possível viver sem carro e em pouquíssimas ocasiões ele faz falta. Nos dias que penso que seria legal dar uma escapada pra algum campo ou cidadezinha do interior ou nas noites que visito amigos que moram longe e a espera pelo busão é maior, talvez ele faça mais falta. Quem sabe se tivesse uma família com filhos pra criar aí sim ele seria necessário, mas no momento “no, gracias”.

Com menos portenhos motorizados, são menos carros nas ruas e os congestionamentos são muito menores. Eles existem, mas não são nada comparados aos das marginais paulistanas. Exemplo: Outro dia mesmo minha namorada foi para o aeroporto de táxi, em plena hora do rush, e levou 1h30 para percorrer os 35km que separam a capital de Ezeiza. Isso aqui é considerado muito, quase um absurdo!

No prédio onde trabalho, onde trabalham cerca de 300 pessoas, já não cabem mais tanta bicicleta das pessoas. São 30 empregados por dia mais ou menos que vem trabalhar de bicicleta. Na outra empresa que eu trabalhava, era a mesma coisa. A população abraçou as bicicletas, mas porque a cidade se esforçou para isso. As ciclovias existem em pontos importantes da cidade e são realmente úteis. Você pedala sabendo que não vai ser atropelado por um carro.

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Ao não ter carro sobra dinheiro para você fazer outras coisas. Você não paga a prestação do carrinho, o seguro, o IPVA e estacionamento. É mais dinheiro para aproveitar a vida, ir em shows, comer fora, viajar para o exterior ou simplesmente comprar bobagem. Não coloco economizar como opção de uso do dinheiro porque na Argentina isso está bem difícil no momento.

Falta muito para a cidade de Buenos Aires ter um transporte digno, mas sinto que ela está no caminho. Aqui os problemas são diferentes nesse quesito. Nem falar então a conexão da cidade com a periferia, com trens horríveis e caindo aos pedaços que resultam em acidentes com vários mortos todos os anos. Mas enfim, a mensagem é que dá para viver sem carro. É possível.

Vrindavan: comida indiana em Palermo

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Gosto muito de comida indiana, mas infelizmente achar um bom restaurante desse tipo de cozinha não é tarefa fácil. Já tinha experimentado o Mash de San Telmo, que ganhou post aqui no blog, mas agora conheci uma outra opção.

O Vrindavan fica em Palermo Hollywood, bem pertinho de onde moro e trabalho. O restaurante antes ficava no centro, mas mudou de endereço há menos de um ano e parece que é um sucesso. Sua fachada simples e meio tosca engana, já que pela noite está sempre bem movimentado.

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O ambiente é pequeno, mas muito aconchegante. Existe toda uma decoração indiana para todo mundo já ir entrando no clima. Rola uma trilha sonora bem discreta no fundo com músicas da Índia. Uma TV perto da barra de bebidas passa uns sucessos de Bollywood.

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Quando não sei exatamente o que pedir, acabo sempre apelando para um prato que mostre tudo. O Vrindavan tem algo chamado “degustação” que é para duas pessoas e vale 260 pesos (preços de maio de 2013). São 4 tipos diferentes de curry, aquele pãozinho tradicional deles quentinho e arroz. Tudo muito correto e delicioso. Só podiam estar um pouquinho mais picantes!

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Para beber, aproveitei que eles ofereciam uma cerveja artesanal chamada Katmandu. Escolha acertadíssima! Não conhecia, mas ela é ótima. Perfeito para quem está de saco cheio de Quilmes.

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Um detalhe que não pode passar despercebido é que o Vrindavan aceita vários tipos de cartão de desconto. Club La Nación, Clarín 365 e cupons do Guia Óleo, que você pode imprimir e levar pra lá. Dependendo do dia tem desconto de 20%, 30% e até 40%.

Vrindavan
Humboldt 1721 – Palermo Hollywood
Aceita todos cartões de crédito
Fone: 4899-2429


http://www.restovrindavan.com/

Test drive de hotel: Querido Hotel

Hotel Querido, Buenos Aires

Hotel Querido, Buenos Aires

O Querido Hotel já vem sendo parceiro do Aires Buenos faz tempo, sempre recebendo ótimos comentários dos leitores e hóspedes. Recentemente a Mariana, dona do hotel junto com seu marido Ali, me convidou para fazer um test-drive do lugar. Achei a ideia sensacional. Moro faz tempo tempo em Buenos Aires mas nunca tinha me hospedado aqui.

Enfim, há alguns dias lá fomos Paulíssima e eu conhecer o Querido Hotel, um dos hotéis mais bem cotados da cidade no Trip Advisor.

Chegamos numa sexta-feira, cansados de uma semana de muito estudo e trabalho. Logo fomos nos acomodando e conhecendo os detalhes do hotel.

Hotel Querido, Buenos Aires

Pátio do Hotel Querido, Buenos Aires

Fomos recebidos com espumante e um quarto super aconchegante. Além de super confortável, o lugar é lindíssimo, mostrando claramente a preocupação dos donos do hotel com os detalhes.

Querido Hotel

Querido Hotel

Como a Mariana sabia que ultimamente estou tendo problemas de barulho na minha vizinhança em Palermo, ela me reservou um quarto que dá para os fundos, exatamente para o lindo pátio do hotel. De noite foi uma tranquilidade só.

Hotel Querido, Buenos Aires

Hotel Querido, Buenos Aires

Depois que a namorada de um amigo deixou de se hospedar em um hotel em Nova York por causa das fotos do banheiro dele, fiz questão de tirar umas fotos também desse lugar.

Hotel Querido, Buenos Aires

Hotel Querido, Buenos Aires

Os quartos possuem TV a cabo, calefação, conexão wireless e muito, mas muito conforto mesmo.

Deixamos todo o aconchego do Querido Hotel pela noite para conhecer um dos bares da região. A Villa Crespo, o bairro onde o hotel está, é o meu lugar preferido para comer bem em Buenos Aires. Lá estão lugares como Malvón, Café Crespín, Sarkis, Melão, Parrilla Al Carbón e Salgado Alimentos. Aqui uma listinha dos 10 melhores lugares do bairro. Um dos poucos lugares que não conhecia era o Esperanza de los Ascurra, um bar de tapas espanholas super movimentado e com comida sensacional. Confesso que eu não estava muito com humor de bar cheio e lotado, com um monte de gente falando alto, mas quando chegou a comida tudo mudou. Vários pratinhos pequenininhos e muito saborosos.

Depois, de volta ao hotel, nada mais restava do que desabar no quarto 77 do Querido.

Hotel Querido, Buenos Aires

Hotel Querido, Buenos Aires

No dia seguinte tivemos um dos melhores momentos da nossa estadia. O café da manhã, incluso na diária, foi uma ótima surpresa. A começar pelo lindo lugar de refeições, todo colorido e caprichado, e também por toda a comida.

Hotel Querido, Buenos Aires

Hotel Querido, Buenos Aires

Vários tipos de media lunas, café, leite, suco natural de laranja, pãozinho na chapa e mucho dulce de leche! Tudo à vontade para começar o dia da melhor maneira.

Hotel Querido, Buenos Aires

Hotel Querido, Buenos Aires

Com dolor no corazón, chegou a hora de sair do Querido no sábado. Andamos 3 quadras e logo pegamos o metrô da linha B, a vermelha, em direção ao centro.

Hotel Querido, Buenos Aires

Hotel Querido, Buenos Aires

O resultado da minha primeira hospedagem num hotel em Buenos Aires não podia ser melhor. Um hotel lindíssimo, com donos e staff atenciosos, um café da manhã sensacional e num bairro cheio de coisa para fazer. Ah, sem dizer que a Mariana é brasileiríssima e faz o atendimento todo em português. Se você precisar de dicas, ela e seu staff vão passar todo um roteiro na cidade baseado nos seus gostos. Ou seja, você ainda leva uma ótima guia de lambuja!

Curtiu? Aproveite e visite agora mesmo o site do Querido Hotel:


http://www.queridobuenosaires.com/pt-br/

Todas as fotos do post por Paulíssima.

4 lugares para tomar cervejas especiais em Buenos Aires

Seguindo a onda o Beer Day, esse festival cervejeiro de Buenos Aires, fomos atrás de boas opções para quem quer tomar cervejas especiais na cidade.

Geralmente nos bares você encontra fácil muita Quilmes, Heineken, Warsteiner e Isenbeck, que são bastante boas. Porém se você é um sommelier de cerveja e está procurando sabores únicos em Buenos Aires, aqui uma lista de opções.

1. Cervecería Antares – Armenia 1447, Palermo

É o ponto mais tradicional e conhecido da cidade quando o assunto é cerveja. São vários rótulos, a maioria da própria marca que tem sua fábrica em Mar del Plata. O lugar é lindíssimo e a comida também é muito boa, porém o precinho é um pouco salgado. Para beber, recomendo pedir uma porção com vários copinhos com sabores diferentes. É a maneira mais prática e econômica de conhecer as diferentes cervejas Antares. Vá cedo e aproveite o 2×1 em cervejas das 19h às 20h.

Site: 
http://www.cervezaantares.com/

2. Cruzat Beer House – Sarmiento 1617, Centro

Dentro do complexo de teatros e restaurantes Paseo La Plaza está o Cruzat. É perfeito para quem está hospedado, já que ele bem pertinho do Obelisco. No site você pode dar uma olhada nos diferentes tipos de cerveja. Algo diferente do Cruzat é o seu telão, onde eles sempre estão passando algum documentário ou filme relacionado ao futebol. O endereço oficial é Sarmiento 1617, mas você também pode usar a outra entrada que fica na Av. Corrientes 1660.

Site: 
http://www.cruzatba.com/

3. Breoghan – Bolívar 860, San Telmo

Quem deu a dica desse lugar é o Gustavo do Ali em Buenos Aires. Misto de bar e cervejaria, o Breoghan já é um clássico de San Telmo. Lá você consegue tomar uma cerveja e ainda ver onde ela é fabricada. As recomendadas são a Flequillo Brown Ale e a IPA Americana.

4. Cervelar – Viamonte 336, Centro

Outra boa pedida para quem está no centro, a Cervelar é um misto de loja e pub. No total são 120 rótulos, sendo 40 deles artesanais Hechos en Argentina. O sucesso da Cervelar do centro foi tão grande que recentemente eles abriram uma filial em Belgrano, na Av. Elcano 3385. É um ótimo local para provar várias variedades argentinas como Barba Roja, El Buho, Berlina e Grossa.

Site: 
http://www.cervelar.com.ar/

Beer day – primeiro festival de cervejas especiais de Buenos Aires

Olha só que beleza! No dia 26 de maio lá no Buenos Aires Design, na Recoleta, vai rolar um mega evento de cerveja em Buenos Aires. Uma ótima oportunidade para provar dos vários tipos de buenas cervecitas!

Segue embaixo o release completo do evento que não vou perder. Afinal não só de Quilmes vive o porteño!

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Dia 26 de maio Buenos Aires recebe o Beer Day Festival, um evento cervejeiro de degustação e difusão de conhecimentos, focado nas cervejas especiais. A iniciativa foi pensada por cervejeiros para compartilhar com os consumidores os distintos sabores, aromas, texturas e cores desta bebida milenar.

O Festival reunirá 20 cervejarias em um só lugar – o Buenos Aires Design Center – com degustação de de mais de 50 estilos da bebida, além de palestras sobre harmonização, análise sensorial de cervejas, história e mercado.

Durante todo o dia, os visitantes também poderão provar pratos elaborados especialmente para serem saboreados com as diferentes cervejas. Tudo ao som de Djs e shows ao vivo. Entre os convidados estão o grupo The Soul Man, banda tributo a los Blues Brothers.

COMO FUNCIONA: A entrada custa 100 pesos e inclui cinco degustações de diferentes estilos de cervejas especiais (entre elas Honey, Bitter, Scotch, Porter e Imperial), além de acesso a todas as palestras. O evento começa às 14h do domingo e segue até a uma da manhã.

Entre os palestrantes estão o sommelier de cervejas Gustavo Renha (Brasil), que falará sobre Evolução dos Mercados Regionais e o argentino Lucas Lico, especialista em degustação de cervejas e juiz profissional desde 2008, com o tema Degustação de Cervejas, aprendendo a apreciar.

Renha destaca que há quatro grandes referências cervejeiras no mundo: Alemanha, Bélgica, Inglaterra e Estados Unidos. “Mesmo assim, outros países estão com muito destaque no cenário das artesanais, como Itália, Brasil, e Argentina”, diz, acrescentando que não se trata de abandonar a famosa e tradicional “loira gelada” que todo mundo conhece, mas mostrar para os consumidores que existem outras opções, outros sabores.

Os principais patrocinadores do Beer Day são a associação Somos Cerveceros, a microcervejaria argentina Grunge Brewing Company, Craft Beer (a primeira distribuidora de cerveja artesanal na Argentina), DeliBeer (empresa brasileira de eventos cervejeiros), Centro de Cata de Cerveza e a South Beer Cup.

MERCADO: Atualmente a Argentina tem cerca de 200 cervejarias que trabalham para entregar aos consumidores um produto de alta gama. A proposta é aproximá-los de novos sabores, por meio de cervejas elaboradas com a paixão de seus próprios donos, principalmente cervejeiros artesanais.

Hoje, somente 0,2% da cerveja consumida no país provém das microcervejarias independentes. Nos Estados Unidos, por exemplo, este percentual chega a 7%, o que indica um mercado com alto potencial de crescimento.

A Argentina ocupa o posto 60 entre os países consumidores de cerveja do mundo. De acordo com a Cámara Argentina de Industriales Cerveceros, a média de consumo no País é de 45 litros de cerveja por habitante por ano. O primeiro posto fica com a República Checa, com 160 litros por habitante. A produção anual de cerveja na Argentina é de 18,6 milhões de litros.

VENDA DE ENTRADAS:
Nos bares que apóiam o evento (em breve, toda a lista no site beerday.com.ar)
Por telefone: 4381.7972 / 4382.4782
Online: www.beerdayfestivaldecervezas.tiendanube.com
Facebook: www.facebook.com/BeerDay.Festival
IMPORTANTE: As entradas serão vendidas somente de forma antecipada. Não haverá venda na porta.

7 dicas básicas para os turistas de primeira viagem em Buenos Aires

Buenos Aires é linda e pode ser ainda mais bonita para o turista informado. Aqui 7 dicas básicas para não f*derem você nessa cidade.

1. Fique ligado!
Você está de férias mas não desligue seu radar. Fique de olho aberto das ruas, principalmente no Microcentro. Buenos Aires é uma cidade relativamente segura, se compararmos com as grandes capitais brasileiras, mas tente prestar atenção. A maioria dos roubos de turistas aqui é por malandragem. Trombadinhas que percebem sua desatenção e roubam bolsas, carteiras e celulares. Quando você viu o cara já está longe!

2. Táxis
Pegue sempre os carros de companhias conhecidas. Evite táxis particulares e, se possível opte sempre pelo rádio táxi. Se não não der para ligar, pegue um na rua que tenha essas luminárias em cima. São máis confiáveis, de companhias conhecidas e tem um número que você pode anotar caso dê algum problema. Evite pagar com notas de 100 pesos.

3. Câmbio
A crise econômica e cambiária argentina acabou aumentando bastante o valor do dólar paralelo e consequentemente o real. Muitos turistas querem aproveitar isso e acabam se aventurando trocando dinheiro com pessoas nada confiáveis na Calle Florida. Se você não tem um amigo ou conhecido de responsa na cidade, é melhor não arriscar. Essas pessoas que trocam dinheiro na rua não te dão nenhuma garantia e trocar moeda na rua é ilegal.

4. Atendimento
Sim, o atendimento é lento e os garçons são um pouco preguiçosos. Não tente impor o jeito brasileiro aqui. Lembre-se que você está em outro país, tentar mudar radicalmente isso é apenas inútil. A dica é nunca ir almoçar ou jantar com pressa ou tempo contado.

5. Cartão de crédito
Por razões surreais da economia argentina, existem muitos lugares que não aceitam cartão de crédito. Desde lojas, bares e restaurantes. Na dúvida se informa. Para restaurantes, consulte o Guia Óleo que dá todas as infos dos restaurantes.

6. Inflação
Quem se informa e pesquisa faz uma viagem muito melhor. Os preços na Argentina já não são aquela pechincha de 7 anos atrás, por isso reconsidere aqueles comentários sobre compras baratíssimas do seu parente que veio pra Buenos Aires em 2007. Das poucas coisas que não estão o olho da cara na cidade são o transporte e comer bem. Então aproveite!

7. Clima
Por incrível que pareça tem gente que ainda pergunta sobre o clima em Buenos Aires quando existe aí o Google para te responder tudo. Aqui as estações são as mesmas que nas terras tupiniquins, porém são mais definidas. Junho e julho, frio pra caramba. Já dezembro, janeiro e fevereiro é um calor from hell!

As melhores sobremesas de Buenos Aires

Em tempos de dieta nem sempre é possível pedir a sobremesa, mas tem algumas que valem a pena mesmo se trouxerem uns quilinhos a mais. Nesse quesito Buenos Aires tem ótimas opções para quem quer sair da mesmice de pedir o clássico flan con dulce de leche.

1. Mousse de chocolate e suspiro no Miranda


Uma das que mais gosto e que devo pedir pelo menos uma vez por semana, já que o Miranda é bem pertinho de onde moro. Melhor ainda é que essa sobremesa faz parte do menu do meio dia, que tem precinho bastante camarada. O mousse é bem amargo e cremoso, casando perfeito com a crocância do suspiro. O Miranda fica na esquinda das calles Fitz Roy e Costa Rica, mais aqui no post que fizemos.

2. Cheese Cake do Tea Connection


Conhecido dos paulistanos, o Tea Connection também tem algumas filiais na capital paulista, por isso é uma dica que pode ser aproveitada sem precisar viajar pra Buenos Aires. O cheese cake deles é de matar de bom. Bem macio e cremoso, dá vontade de comer uns 3 de uma vez só. Minhas filiais preferidas são da Uriburu 1597 na Recoleta e o da Federico Lacroze 2233, em Belgrano. Mais info no post que fizemos sobre o Tea Connection.

3. Tiramisú do Dom Ernesto, Il Ballo de Mattone ou Spiagi de Napoli


Já tive fase onde sempre pedia tiramisú de sobremesa, em qualquer lugar que eu fosse. Os melhores pra mim são os da Parrilla Dom Ernesto, que fica em San Telmo, do Il Ballo de Mattone, que é uma cantina cool de Palermo Hollywood, e o monstro do Spiagge de Napoli, um bodegón que é uma jóia do bairro de boedo.

4. Granitas de hesperiberries com espuma de leite condensado do Hernan Gipponi


Confesso que pus esse na lista só pra eu pagar de gourmet! Acontece que sou tão fã desse restaurante que ele não podia faltar. Aviso que vai ser bem difícil encontrar essa sobremesa no Hernan Gipponi, já que eles mudam o menu toda semana, mas qualquer doce deles vale muito a pena. Recomendo demais o brunch, que da última vez que fui estava 150 pesos e era uma refeição pra toda a tarde! Fica na Soler 5862, Palermo Hollywood. Mais info no nosso post sobre o lugar.

5. Chocotorta do Salgado Alimentos


Qualquer lista que se preze sobre sobremesas em Buenos Aires tem que ter a chocotorta, esse doce super clássico da infância de vários argentinos. A indústria de guloseimas aqui sempre tenta imitar o gosto da chocotorta, tem alfajor, sorvete e até bala com esse sabor, mas nada iguala o original. Um dos melhores que comi foi o do Salgado Alimentos, que fica na Juan Ramirez de Velasco 401.