Uma semana com a família em Buenos Aires – Dica do leitor

A Lívia veio para Buenos Aires junto com o marido e o filho e hoje conta na dica do leitor como foi a sua viagem. Eles passaram uma semana na capital portenha e conseguiram conhecer bastante coisa. Revezando o táxi com a caminhada eles aproveitaram a viagem de uma semana com a família para conhecer também ótimos restaurantes da cidade.

Se você precisa de um guia fechadinho para a sua viagem, veja o Guia Básico de Buenos Aires – O que fazer em 4 dias. Mas se você procura fazer uma viagem visitando os pontos turísticos menos tradicionais, recomendamos o Guia Lado B dos pontos turísticos em Buenos Aires.

Uma semana com a família em Buenos Aires

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7 de março de 2015, sábado

Eu, meu marido e meu filho (Carlo e Henrique, respectivamente) chegamos no Aeroporto de Ezeiza num sábado, por volta das 20h.

Nos hospedamos no Centro, na Rua Paraguay. Ao chegar, fizemos o check-in , deixamos as malas no apartamento e com a fome que estávamos (pois não comemos em Ezeiza) acabamos caminhando até a Avenida Córdoba e jantando num dos restaurantes ali mesmo. O nome era My House e comemos bife de chorizo, batatas fritas, um ravióli e bebidas, e o total deu em torno de 500 pesos. Voltamos para o hotel lá pra meia noite e as ruas estavam movimentadas, com pessoas passeando tranquilamente.

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8 de março de 2015, domingo

Após o café da manhã com várias media lunas deliciosas, partimos para o nosso primeiro destino na linda cidade de Buenos Aires: feirinha de San Telmo, que acontece aos domingos. Pra chegarmos até lá pegamos um táxi na rua do hotel, a corrida ficou em 45 pesos. Ficamos encantados com a feirinha, que reúne artesanato, couro, antiguidade e claro, música… Vimos dois grupos tocando instrumentos, o que confere um ar diferente à feirinha… A Rua Defensa fica repleta de barraquinhas e o que nos chamou atenção foi um vendedor de espanador de pó! Kkkkk! Ele andava de um lado para o outro com aquele monte de espanador, foi no mínimo, engraçado!

Seguimos pela Defensa e avistamos o Mercado de San Telmo. Entramos e nos deparamos com um mercado antigo, mas cheio de lojinhas interessantes que em sua grande maioria vendiam antiguidades, vinis, etc… Porém, lá no meio, algumas barracas com verduras e frutas, açougue e sim, encontramos um restaurante-bar e paramos ali pra comer empanadas e tomar café. Foi a melhor empanada que comemos na Argentina.

Saindo do Mercado, caímos na Rua Estados Unidos, onde queríamos tirar uma foto naquele restaurante La Brigada, que disseram que é muito bom. Tentamos entrar pra tirar fotos, porque parece que é temático, voltado pro esporte, mas o senhor do restaurante não deixou, pois não iríamos consumir nada. Fazer o quê né, fica pruma próxima.

Andando mais um pouco pela Defensa, encontramos o banco onde está a Mafalda e ficamos na fila pra tirar foto com ela!

Dali, debaixo daquele calor, seguimos sentido Caminito. Pegamos um táxi e a corrida ficou por volta de 50 pesos. O Caminito é um lugar legal e bem movimentado, no Bairro de La Boca. Gostamos das cores das casinhas e tals. As fotos ali ficam bem bonitas. Um casal que dançava tango veio perto para tentar dançar conosco, mas resumimos num “gracias” e passamos reto…

Do Caminito, fomos a pé até o Estádio do Boca (La Bombonera), que fica a uns três quarteirões dali. Chegando no Boca, fizemos a visita guiada e foi muito interessante, meu marido e filho adoraram! A visita dura algo em torno de 60 minutos e vale a pena!

Jantamos no restaurante “El Establo”, que fica na própria Rua Paraguay onde ficamos hospedados. Comemos bife de chorizo, omelete, salada mista e batata frita, e ficou em torno de 560 pesos.

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9 de março de 2015, segunda

Puerto Madero! Que lugar lindo! Andamos pelos diques debaixo do calor escaldante e digo: foi muito legal! A paisagem é linda, o lugar aconchegante e há vários restaurantes nos quais dá pra verificar os preços das comidas, pois a maioria tem cardápio na porta (o que facilita e muito a vida do turista).

O ponto alto do passeio em Puerto Madero foi quando colocamos o nosso cadeado com nossos nomes numa das correntes perto da “Ponte da Mulher” e jogamos a chave na água. Até nosso filho teve a inicial do nome dele escrita no cadeado!

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Visitamos a Fragata Sarmiento, que cobra 5 pesos a entrada, e também vale a pena pra quem gosta do tema. Muita gente passa na frente e desconsidera entrar nela, mas é bem legal e vale a visita.

Já com fome, atravessamos a Ponte da Mulher e almoçamos no Mostaza (parecido com o Mc Donald’s, com o mesmo esquema). Enquanto estávamos ali sentados almoçando, observamos pessoas andando de patins e passeando, o que deixou o lugar ainda mais lindo!

Despedimos-nos de Puerto e fomos a pé em direção à Casa Rosada e pernas pra que te quero! Andamos, andamos e lá chegamos! Muito bonita! A bandeira da Argentina hasteada e a Praça de Maio dão um toque especial no local. Algumas pessoas estavam sentadas na grama descansando, aproveitando a sombra. A Casa Rosada estava com seus arredores tomados por policiais, mas apesar da quantidade deles, tudo estava bem tranquilo. Andamos mais um pouco e paramos na Catedral de Buenos Aires. Merece a visita. Muito cansados estávamos, então, pegamos a Avenida San Martin e fomos a pé pro Hotel. Passamos pelo Falabella, mas o cansaço não deixou a gente entrar.

À noite, assistimos um espetáculo de tango com duração de uma hora e pouquinho no Centro Cultural Borges, que fica dentro da Galerias Pacífico. Jantamos no KFC da Galerias Pacífico e o total deu 350 pesos, com lanches, fritas e refrigerantes.

 

10 de março de 2015, terça

Por quase 50 pesos (desde o Centro) chegamos ao Cemitério da Recoleta, no qual está o túmulo da Evita e de várias outras pessoas importantes. O Cemitério é interessante pois os caixões ficam aparentes, dá pra ver do lado de fora das imponentes construções. O entra e sai de turista é grande e no meio dos túmulos há vários gatos! A visita em si foi bem rápida, mas poderia ter sido mais interessante se tivéssemos um guia, pois há muita história a ser contada ali.

Ao lado do cemitério tem um igreja e logo abaixo o shopping Buenos Aires Design, onde fica o Hard Rock Café. Ah, ao lado do cemitério tem o shopping Recoleta Mall, o mais novo de Buenos Aires, que o taxista disse que é bem bonito.

A pé, e partindo do Buenos Aires Design, atravessamos a ponte que liga a Praça Francia à Faculdade de Direito e chegamos na Floraris Genérica, que estava aberta, porém, em manutenção (tapumes ao redor), então não deu pra chegar perto e ver a lâmina d´água que tem embaixo.

Em seguida, atravessamos a avenida e entramos no Museu de Arte Moderna, no qual a entrada é gratuita e dá pra gastar um bom tempo ali, pois são muitas as obras de arte interessantes.

Como não havíamos almoçado fomos ao Hard Rock e nos deliciamos com os lanches. O lugar é bem legal, vale para tirar fotos! Subindo a escada de madeira, há instrumentos musicais e roupas de cantores e bandas famosas. Claro que passamos na loja para comprar camisetas!

Andando muito, mais de 6 quarteirões, e chegamos na Livraria Ateneo, que fica dentro de um antigo teatro. Nem precisa dizer que é lindo!!

A Recoleta é bem bonita, tem várias praças e parece ser bem segura. Vimos muitas crianças com uniformes escolares diferentes dos que são usados no Brasil, eles vão elegantes para a escola!

Jantamos pizza a 45 pesos. Hahahaha.

11 de março de 2015, quarta

A primeira atração da quarta-feira: Planetário!

Tem um banco bem grandão no lado de fora do Planetário, que resultou em fotos engraçadas. O Planetário estava aberto e durante o dia há três apresentações sobre o céu que, se não me engano, custam 40 pesos por pessoa. Como estávamos querendo visitar outros lugares ali por perto, a apresentação acabou ficando pra outra visita. Gostaríamos de ter visto o Planetário iluminado, pois por fotos é lindo, imaginem ao vivo!!

 

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Atravessando a avenida, andamos, andamos e andamos e chegamos ao lugar mais lindo de toda a Buenos Aires, segundo nossa humilde opinião: o Rosedal! Lá é um lugar perfeito pra descansar, tirar boas fotos e ficar olhando a bela paisagem.

Fomos dali e de táxi, pois é longinho, almoçar no restaurante La Cabrera, onde os molhos para comer junto com o chorizo vêm em forminhas de silicones coloridas e são infindáveis, acreditem, além de deliciosos! Também deixam uma salada mista muito gostosa e pães que, neste restaurante em especial, valeram a pena por conta da qualidade e quantidade. Saímos satisfeitos e mais pobres em 700 pesos. Mas recomendadíssimo! Voltaríamos várias vezes lá!!

Saindo do La Cabrera e tentando pegar um táxi, avistamos um papelaria muito bonitinha, dessas que fazem falta no Brasil, chama-se Papelaria Palermo. Entramos e nos deliciamos com tudo o que tinha ali e que é muito, muito diferente do Brasil. Resumiríamos em uma palavra: simplicidade. Comprei um Livro dos Desejos ali, que nada mais é do que uma cadernetinha em branco, na qual você pode listar todos os seus desejos. Um deles, com certeza, é voltar pra Buenos Aires!

Voltamos de táxi para o Jardim Japonês, o trânsito já estava um pouco pesado. Quanto ao Jardim Japonês, é bonito, é gracioso, mas em nossa opinião, seria um ponto descartável no roteiro. Fomos mais mesmo porque estávamos ali perto e tínhamos boas indicações.

12 de março de 2015, quinta

E quando pensamos que estávamos com a programação quase no final, aparece a ideia de fazermos o percurso: Obelisco, Teatro Cólon, Café Tortoni. No caminho entramos em quase todas as Farmacity que encontramos e também nas Farma Azul.

E aí vai nossa opinião: o Obelisco fica na Avenida Nove de Julho e vale muito a pena tirar fotos por ali, é movimentado, bonito, tem a Evita ao fundo, no prédio e, sinceramente, adoramos.

Atravessando a rua, fomos sentido Teatro Colón, no qual fizemos a visita guiada por 180 pesos por pessoa. Achamos o preço puxado para o que mostra, mas lá dentro é lindo. Então, acaba compensando pela beleza e pelo guia falando em espanhol (ou inglês, como queira) e explicando direitinho o que significa cada coisa.

Café Tortoni: vale para tirar fotos com a fachada do lado de fora. A Confeitaria Colombo no Rio de Janeiro bate de dez a zero. Mas mesmo assim, entramos, pedimos um café, churros e torta de limão. O garçom não nos atendeu direito, os churros estavam puro óleo. Conclusão: garçom sem propina e um tremendo revertério no fígado. Claro que são nossas percepções, mas que não vale a pena gastar dinheiro lá, não vale! Em tempo, 330 pesos para o Tortoni.

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Voltamos a pé pela Avenida Corrientes e atentos aos preços dos alfajores. Compramos vários Terrabussis para trazer para o Brasil, e também Cachafaz nas lojinhas 25 horas. Lá as coisas são mais baratas.

13 de março de 2015, sexta

Resolvemos tirar o dia para conhecer o Shopping Abasto (bairro de comunidade judia) e redondezas. Shopping legal, tomamos um sorvete no Freddo e ficamos um tempo por ali… Como o câmbio não estava tão vantajoso, ficamos apenas olhando mesmo as ofertas, rs!

Dali fomos para o restaurante Don Julio, em Palermo. No caminho o taxista se distraiu e errou o cruzamento que queríamos, mas foi gentil e tirou 5 pesos do valor total (referente à volta dada a toa por ele). Imaginem um restaurante gostoso e com atendimento ótimo. Imaginaram certo! Don Julio! Ali naquele dia deixamos 1000 pesos. Mas nada vai me fazer esquecer da panqueca de doce de leite e do mousse delicioso de chocolate. Já os meninos gostaram do bife de chorizo e da linguiça condimentada.

À noite, fomos fazer comprinhas na Galerias Pacífico e tomar uma casquinha deliciosa de doce de leite no KFC.

Jantamos adivinha o que? Pizza!

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14 de março de 2015, sábado

Dia da volta! Partimos ao aeroporto Ezeiza. Nos despedimos de Buenos Aires, mas com a certeza de que logo voltaremos.

Linda cidade, lindas pessoas!

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Que viagem deliciosa, Lívia! Vocês realmente visitaram muitos lugares, se não todos os mais conhecidos! Muito obrigado por nos enviar seu relato e espero que a família volte em breve para a cidade, porque é mesmo muito gostoso o tempo passado aqui! E eu tive a mesma impressão que você na primeira vez que vi o uniforme escolar das crianças aqui! Hahah! Bem diferente do Brasil mesmo!

Se você gostou dessa dica do leitor e que ver outros relatos, visite a categoria DICA DO LEITOR.

E caso você já tenha visitado Buenos Aires, mas ainda não nos enviou sua experiência, separe algumas fotos e mande junto com o seu roteiro para airesbuenosblog@gmail.com.

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6 comentários

  1. Olá!! Muito bom poder compartilhar experiências!! Beijos a todos que fazem do “AiresBuenos” o melhor ponto de encontro pra quem quer dicas e informações de BsAs!

    • Vinícius Drummond

      Livia, aonde e a quanto você conseguiu o câmbio? Estou preocupado com a variação do dólar…

      • Vinícius, oi!! Então, na Rua Paraguay, ao lado do hotel Waldorf tem uma loja de couro e a senhorinha tem cabelo roxo ( para ficar fácil a identificação, rs)… demais de confiável, não tivemos problemas com as notas! A maior cotação que conseguimos pegar foi 1 real = 3,8 pesos ( só levamos reais), fizemos a maioria das trocas ali, pois estávamos hospedados na rua e ficava mais fácil…Outro lugar confiável é o Câmbio Justo, tem no face e eles colocam diariamente as cotações, tanto em real quanto em dólar ( inclusive, contratamos o transfer ida e volta de Ezeiza com eles e deu tudo certo, ficamos satisfeitos!) Ahhhh, almoçamos no Don Julio, em Palermo, e vimos que um casal almoçou lá e conseguiu fazer troca do câmbio ( 1 dólar = 12 pesos, à época). Caso vá visitar o Boca, na loja de camisetas e etc deles, eles aceitam real e a cotação tava bem boa se comparado com o resto de BsAs ( 1 real =5 pesos), então, ver se é vantajoso pagar em real por conta da cotação também é uma saída. Espero que dê tudo certo!! Ps. se eu pudesse morar em BsAs, tenha certeza que eu iria…adorei lá! kkkkkk, ô cidade linda! Bom, espero que eu tenha ajudado um pouco! Abraços e boa sorte!!

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