Viagem de última hora para Buenos Aires – Dica do leitor

A dica do leitor de hoje é da Bruna, que veio para a capital portenha na pressa, sem ter muito tempo de se planejar, fazendo uma viagem de última hora para Buenos Aires. Mas mesmo assim ela conseguiu um bom pacote de passagem aérea + hotel e, claro, teve o prazer de conhecer essa cidade que encanta a todos!

Ela conseguiu tirar várias dicas aqui do blog, e se você também não tiver tempo de planejar sua viagem, recomendamo o nosso Guia Básico de Buenos Aires – O que fazer em 4 dias, que tem o roteiro fechadinho de 4 dias em Buenos Aires. Com certeza vai ser bem útil na sua viagem! Temos também o Guia Lado B dos pontos turísticos em Buenos Aires, com um roteiro que foge um pouco dos passeios turísticos tradicionais e já muito batidos, vale dar uma olhada também!

Viagem de última hora para Buenos Aires – Dica do leitor

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Primeiramente venho agradecer o blog, que nos ajudou muito a perder o medo de Buenos Aires. Fizemos um breve relato do que encontramos lá, espero que gostem.

Olá, meu nome é Bruna e sou do interior do Rio de Janeiro. Eu e meu namorido Tiago Cabral decidimos ir pra BsAs pois era o destino mais legal que conseguimos desenrolar de última hora, já que a empresa onde eu trabalho deu férias coletivas com menos de um mês de aviso. Depois de fazer as contas decidimos ir, e o blog Aires Buenos nos ajudou muito na pesquisa. Compramos um pacote com passagens + hotel no Submarino Viagens, eu tinha escolhido um vôo de ida para o Aeroparque mas quando a compra foi finalizada o submarino trocou para Ezeiza de madrugada sem aviso prévio nenhum, entramos em contato e eles nem nos deram o desconto porque o vôo que substituiu o escolhido com certeza era mais barato. Saímos do Aeroporto Galeão no dia 02/07 à 1h50 da manhã e viajamos pela Aerolíneas Argentinas, e chegamos em Ezeiza às 5h da manhã.

Dia 1: quinta-feira

Chegamos e Ezeiza e trocamos algum dinheiro no Banco de la Nacíon. O meio de transporte que escolhemos para chegar até o Centro era o Aerobus, que só começava a circular às 8h45. Tentamos pedir informação sobre onde pegar o Aerobus e tivemos várias orientações desencontradas, até que conseguimos descobrir que ele sai do ponto de ônibus perto do posto Petrobras fora do aeroporto, o mesmo ponto do ônibus de linha. O valor foi de 50 pesos por pessoa porque não tínhamos mala, só bagagem de mão, e a van da Aerobus nos deixou no início da Avenida 9 de julio. Assim que achamos um kiosco compramos um chip da movistar que funcionou razoavelmente, mas a idéia que salvou o dia foi comprar um mapa em uma das (muitas) bancas de jornal. O mapa foi 35 pesos e tinha todas as indicações principais, inclusive com linhas de ônibus e metrô.

O check-in no hotel era só ás 15h então demos uma volta no Centro até dar o horário. Andamos aleatoriamente e nos deparamos com a Casa Rosada, Catedral Metropolitana, Obelisco, Teatro Colón e outros pontos mais fáceis de se achar. Perto das 10h entramos em um café na rua Rivadavia chamado Bar do tango, lá comemos tostados tomamos suco de laranja e o senhor dono do bar “Sr. Guto” sentou na mesa e ficou conversando conosco uns bons 20 minutos, contando de quando foi ao Brasil.
Andamos mais um pouco e quando deu 12h fomos trocar o dinheiro e depois almoçar.

No nosso primeiro almoço escolhemos aleatoriamente um restaurante enquanto passeávamos pela Avenida Corrientes e não nos decepcionamos quando entramos no o Los Inmortales. A comida estava muito boa apesar do atendimento meio enrolado. Saindo de lá fomos para o hotel. Decidimos ficar no Concorde Hotel, que não tem nada de mais, é aceitável, não é muito limpo e a internet não funcionou, mas o preço era bom e tinha uma localização bem central. Depois de deixar as coisas no hotel e dar mais um volta, comemos uma pizza na Pizzaria la Rey e terminamos o dia mais cedo já que não tínhamos dormido.

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Dia 2: sexta-feira

Fomos fazer os passeios que faltavam pelo Centro, inclusive a Livraria El Ateneo. Na hora do almoço fomos à muito recomendada La posada de 1820, que não decepcionou, comida muito boa, atendimento excelente.

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Saímos do La Posada por volta das 16h e decidimos ir até a Recoleta ver o Cemitério. Chegando de subte na Recoleta, demos uma volta no Recoleta design mall e fizemos um tour rápido pelo museu que fica na parte de cima da Igreja de Nossa Senhora do Pilar. Chegamos na porta do cemitério às 17h30, mas ja estava fechado porque no inverno escurece mais cedo e já estava quase noite. Voltamos ao Centro e a ideia era ir no tango no Café Tortoni, mas chegando lá já não tinha mais ingressos pra apresentação das 20h30, então compramos para a apresentação das 22h. Para passar o tempo fomos tomar um vinho e comer uma tábua de frios no London City, que tem um ambiente muito legal. No horário do show seguimos para o Tortoni e como tínhamos comprado com uma certa antecedência pegamos uma mesa muito boa, o show do Tortoni foi um dos mais em conta que achamos e foi bem feito, vários tangos mais conhecidos foram tocados, a experiência valeu.

Dia 3: sábado

Fizemos o passeio do Rio Tigre nesse dia, pegamos o Trem de La Costa e fomos até Tigre. Chegamos lá 12h e foi o dia mais frio que tínhamos passado em BsAs até o momento, sensação térmica de 5°C. Na bilheteria dos catamarãs existia três opções de passeio: de 40m, de 1h e de 2h, o de 2h saia 13h30 e o de 1h 14h30, o passeio mais rápido (e barato) de 40m só tinha no horário de 11h. Enquanto aguardávamos o horário do barco fizemos uma boquinha no La Clave, que é um bar/restaurante que fica logo na frente da estação dos catamarãs. Saindo de lá fizemos o passeio de 2h pelo Rio Tigre, passando frio pra caramba. Quando o passeio terminou fomos dar uma volta pelo porto dos frutos e claro pelo cassino Trilenium.
Voltamos de trem para BsSs, pegamos uma pizza na Guerrín e cama.

Dia 4: domingo

Fomos na feira de San Telmo e depois ao Cemitério da Recoleta. Saindo do cemitério comemos no Club de la Milanesa, que fica logo na esquina, entre o cemitério e o Recoleta Mall, nesse dia também tinha uma feirinha na frente do cemitério e artistas de rua fazendo apresentações na praça. Mesmo estando bem frio pegamos um Freddo no caminho do subte. Voltando para o Centro caminhamos até Puerto Madero, onde visitamos a fragata Presidente Sarniento. Decidimos andar a pé até a beira do rio e além das várias “carrocinhas” tipo trailer de lanche com comida típica tinha dois grupos de locais dançando, um dançava axé (?!) e o outro vários ritmos como mambo e salsa. Pra fechar a noite tomamos um café na Embajada del café.

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Dia 5: segunda-feira

Último dia do passeio já que íamos para casa na terça cedo. Primeiro fomos de subte até o zoo de Buenos Aires, depois fomos trocar o resto do dinheiro pra comprar as lembranças que ainda faltavam. Na volta paramos pra almoçar no San Valentin, um restaurante bem simples com uma comida muito boa e a mais barata de toda a viajem. Depois fomos até a Calle Murillo e a Calle Agüerro dar uma olhada nos outlets. Voltando para o Centro fizemos nossa último jantar em Bsas no La posada de 1820.

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Dia 6: terça-feira

Era o dia de ir para casa, então só tomamos o café no hotel e pegamos o remis para o aeroparque.

O que achamos de BsAs? A cidade é muito legal e impossível de ver tudo em poucos dias. Como vocês podem observar, nós não somos muito baladeiros, mas mesmo andando o dia todo nós nos distraíamos com a arquitetura da cidade.

Ao contrário do que li em vários sites, tem várias lojas nerds/geeks sim, tem uma rede de quadrinhos que chama “La revisteria” que tem uma filial na Av. Corriente e outra na Calle Florida com vários action figures e quadrinhos, inclusive regulares (apesar do preço não ser muito bom). Na Av. Corrientes, na altura da estação Paraguay do metrô, tem um galeria com várias lojas onde se acha quadrinhos, action figures, patchs, tênis e várias outras coisas geek/nerd. Quando andávamos em direção à Rua Agüerro, topamos com uma loja de anime/mangá com várias coisas importadas (bandai e afins), e até na feira de San Telmo! Além de uma barraca especializada em quadrinhos (que eram muito baratos, Batman, Superman e Mafalda a 20 pesos cada) tem um rapaz que vende uns dragões lindos feitos de massa plástica.

Estas foram as minhas impressões, o Tiago também fez um post no blog dele chamado 5 mentiras de Buenos Aires que eu vi em sites de viajem.

Esperamos voltar um dia!

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Obrigada pelo seu relato Bruna! E sim, em Buenos Aires também tem axé, mas o nome que damos é reggaeton, faz bastante sucesso e toca em algumas baladas mesmo! E mesmo não tendo conhecido tudo de Buenos Aires, o que é praticamente impossível, você conseguiu aproveitar bastante e da melhor forma, se distraindo em cada detalhe da arquitetura de Buenos Aires, tão linda!

Caso esteja interessado em ver mais relatos de leitores aqui do blog, visite a nossa categoria DICA DO LEITOR.

E se você já foi para Buenos Aires e ainda não nos contou sua experiência, não fique mais atrasado! Mande sua história junto com algumas fotos para airesbuenosblog@gmail.com e logo logo vai estar publicado por aqui.

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