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Epecuén, a cidade argentina que afundou e submergiu

Esse post é de uma convidada muito especial, a Fernanda Ilgenfritz. Gaúcha e moradora de Buenos Aires faz tempo, ela já foi minha colega de trabalho.

A Fernanda aproveitou uma folguinha no seu trabalho para contar aqui no Aires Buenos um pouco de um lugar incrível e único no mundo: Epecuén!

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Epecuén, Argentina

Se você tem vontade de conhecer as ruínas de uma cidade abandonada, vá a Epecuén.

Se você gosta de lugares tranquilos e inóspitos, vá a Epecuén.

Se quer conhecer um típico e simpático pueblito argentino, vá a Epecuén – e hospede-se em Carhué.

Se você ama fotografar e quer assistir a um pôr do sol alucinante em uma paisagem impressionante, também vá a Epecuén.

Na verdade, se você gosta de tudo isso, não há motivos para você não ir a Epecuén o mais rápido possível.

Epecuén, Argentina

Passado de Epecuén

Epecuén foi um famoso balneário argentino nas décadas de 70 e 80. Seu lago atraía milhares de visitantes em função das propriedades terapêuticas de suas águas hipersalinas.

Quase todos os moradores do lugar, aproximadamente 1500 na temporada baixa, trabalhavam com turismo e tinham uma vida pacata durante o inverno e agitada durante o verão – quando a população chegava a 20 mil pessoas e o movimento gerava renda para o ano inteiro.

Até que em uma manhã de novembro de 1985, o dique de contenção que protegia a cidade do seu maior atrativo turístico estourou.

Epecuén, Argentina

Pouco a pouco, o lago cresceu e Epecuén foi sendo inundada. Os moradores tiveram quase trinta dias para abandonar suas casas, transportar tudo o que poderia ser transportado e ver a cidade desaparecer completamente, em uma espécie de morte lenta.

Até 1993 o lugar esteve completamente submerso por sete metros de água que um dia, também lentamente, começou a baixar.

Presente de Epecuén

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Quase 20 anos depois, o que sobrou de Epecuén finalmente voltou a brilhar sob a luz do sol e dos olhares embasbacados de turistas, fotógrafos e cineastas.

Mesmo depois de tanto tempo desaparecida, a cidade está lá: desconfigurada, amontoada, destruída e impressionante.

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A paisagem é quase monocromática, o cinza do concreto misturado ao branco do sal torna tudo meio bege. As árvores estão mortas, secas, brancas e, surpreendentemente, de pé.

A maioria dos edifícios desmoronou, mas alguns ainda têm formas reconhecíveis e outros apenas se amontoam na infinidade de escombros que chega até a linha do horizonte.

Em alguns casos, placas informam o nome dos proprietários e as antigas funções de cada imóvel que hoje dá forma a este espécie de cenário de guerra.

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Epecuén, Argentina, é um lugar único!

Legenda: A hora mágica de Epecuén: o pôr sol reflete no lago azul, que reflete no bege da paisagem, que reflete em não se sabe o quê e torna possível este espetáculo .

Futuro de Epecuén

Por enquanto, as Ruínas de Epecuén ainda são relativamente desconhecidas mesmo entre os argentinos, mas esta história deve mudar em breve.

O lugar já apareceu em filmes, documentários e é cada vez mais popular dentro e fora do país.

Em 2014 a Red Bull gravou um vídeo com o ciclista Danny MacAskill e fez um documentário sobre a cidade que é fantástico. Aperta o play!

O único habitante

Este mundo paralelo não seria o mesmo sem Pablo Novak. O senhor de 85 anos nasceu, cresceu e, pasmem, vive até hoje em Epecuén.

Quando a cidade foi inundada, ele era proprietário de um hotel e como a maioria dos habitantes do lugar, salvou o que pôde e mudou-se para Carhué, onde comprou uma casa para a família.

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Pouco tempo depois, Pablo decidiu voltar à sua cidade natal e instalar-se em uma casa muito próxima as ruínas, onde vive com seu cachorro Chozno.

Sem acesso à luz elétrica, ele nunca viu nenhuma das suas milhares de fotos já publicadas na Internet nem os filmes dos quais participou.

O documentário abaixo é um destes materiais ignorados pelo próprio protagonista, que mostra Epecuén antes e depois e a vida de Pablo em meio a tudo isso.

Documentário Pablo Novak

Vida prática: onde, como?

– Epecuén fica a 550 km de Buenos Aires. De carro, o trajeto entre a capital argentina e Carhué (cidade a 7 km de Epecuén) dura aproximadamente 7 horas. Em geral, a estrada está bem conservada e a viagem é tranquila, apesar do alto tráfego de caminhões.

– De ônibus a viagem dura entre 6 e 8 horas e custa aproximadamente 620 pesos (valor da passagem em junho de 2015).

– Hospedar-se em Carhué é a melhor opção. A cidade é um destes simpáticos pueblitos argentinos meio parados no tempo e cheios de pousadas, casas de aluguel e hotéis. Os preços são bons, os moradores são tranquilos e amáveis e a comida é deliciosa.

– A entrada às ruínas de Epecuén custa 25 pesos (valor maio de 2015) e o lugar pode ser visitado todos os dias até às 21h, ainda que não exista controle que lhe impeça de voltar a noite e fazer fotos surreais.

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Incrível esse lugar! Muchas gracias por dividir com a gente esse texto e as fotos tão hermosas, Fernanda!

Veja também nosso post 10 pontos turísticos da Argentina.

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Confira todas as nossas dicas de hotéis em Buenos Aires. São vários posts com resenhas, melhores bairros e muitas outras dicas.

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5 comentários

  1. william ernesto costa

    Túlio, estando em Carhué, qual forma de ir até as ruínas? Tem carro para alugar em Carhué?

    • Túlio Bragança
      Author

      Oi, William! realmente nao sei. Vou perguntar

    • Túlio Bragança
      Author

      William, falei com amigos que já foram pra lá e me contaram que existem 2 opcoes: onibus de linha ou remís, que é tipo um táxi com valor fechado. Vc pode falar onde estiver hospedado que eles sempre tem alguém para recomendar. Valeu

  2. camila

    qual a companhia de onibus para ir de buenos aires até esta cidade?

    • Túlio Bragança
      Author

      Oi, Camila. A empresa Pullman General Belgrano faz o trajeto da rodoviária do Retiro em Buenos Aires até Carhué, que é a base para vc depois visitar as ruínas

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