Pierino

Pierino, uma cantina autêntica em Almagro

Que Buenos Aires é a “capital” da Itália por excelência na América Latina, ninguém duvida: a influência dos imigrantes está em tudo, da culinária aos tragos e o jeito de gesticular dos portenhos. Mas, quando a gente encontra uma cantina realmente boa, daquelas pra guardar no caderninho e na memória, logo pensa: merece um post aqui no Aires Buenos!

Desde que me mudei para essa região fronteiriça entre Palermo e Almagro, sabia que precisava ir conhecer o Pierino. O restaurante está a poucas quadras daqui de casa, tem excelente fama e não é dos mais caros. O Daniel, nosso amigo portenho e proprietário da casa onde estamos morando, sempre o recomendava insistentemente, mas acabava que nunca dava certo de ir. Por fim, fui lá conferir nesse fim de semana.

Pierino, uma cantina autêntica em Almagro

Pierino

É uma hora da tarde de domingo, faz frio e as famílias portenhas fazem fila em frente ao Pierino. Na porta, letras em fileteado informam que aquela é “la ultima cantina“. Isso porque a casa foi fundada há mais de um século, em 1909, e sempre esteve a cargo da mesma família de imigrantes da Calábria, na mesma esquina de Almagro.

PierinoO salão interno é o mais puro aconchego, com paredes de tijolinho à vista, quadros, fotos, mapas e bandeiras da Itália. Um quadro negro anuncia as especialidades da casa: há uma grande variedade de massas caseiras frescas e molhos maravilhosos, mas os clássicos são o fusilli à carbonara e o ravióli de cordeiro patagônico. Pedi este último, ao molho de funghi, e achei espetacular ($ 190 pesos, bem servido. Preço de julho de 2016). Nunca peço sobremesa, então não posso confirmar, mas eles se orgulham em dizer que têm o melhor tiramisú do mundo “segundo a imprensa internacional”, haha.

Pierino

Ravióli de cordeiro patagônico. Mais saboroso do que bonito.

Pierino

O fusilli à carbonara da casa (Foto: 4feet2mouths)

Além da qualidade da comida e do ambiente, Pierino é um lugar cheio de história. Em meados do século passado, teve entre seus clientes mais assíduos artistas boêmios como o pintor e muralista Benito Quinquela Martín, o tangueiro Aníbal Troilo e o grande bandoneonista Astor Piazzolla. Aliás, em frente ao restaurante há uma placa que o batiza de “Esquina Piazzolla”, em homenagem ao amigo pessoal de Pierino. Conta-se que em uma dessas mesas foi composto o tango María de Buenos Aires, de Horacio Ferrer e Piazzolla.

PierinoPróximo a muitos teatros, casas noturnas e a apenas seis quadras do Shopping Abasto, este é um restaurante para visitar e voltar sempre.

Pierino
Lavalle, 3499, esquina com Billinghurst (eita, nome complicado!)
Abre de terça a sábado para almoço e jantar. Domingo, somente almoço.
Só aceita dinheiro.
Fone para reservas: 4864-5715

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7 comentários

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  2. Glauce

    Fui conferir. Amei! Encantada também com o bairro, uma viagem desde a estação Carlos Gardel, passando pela Jean Jaures, até o Pierino. Gracias, Mariana!

  3. Juruna

    seguindo a indicação fui ao restaurante em julho de 2017, durante uma viagem a BA. O lugar é excelente, muito agradável e “ainda” com poucos turistas. O prato que eu pedi não foi aquela maravilha, mas longe de ser ruim. Quanto ao tiramisu, foi objeto de uma grande disputa em família. Eu gostei bastante, minha esposa nem tanto. De qualquer modo, é uma opção relevante e que vale a pena conferir (nem que seja pela discussão sobre a qualidade do tiramisu). O vinho que acompanhou o almoço ajudou, claro.

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