vistas de Buenos Aires

Vistas de Buenos Aires

Edifícios em estilo eclético, cúpulas imponentes, torres neogóticas. Caminhar por Buenos Aires é desafiar o pescoço e conviver com um torcicolo permanente. Mas existe um jeito mais confortável de contemplar toda sua beleza: de cima.

Selecionamos as melhores vistas da capital portenha para você fazer boas fotos, contemplar o horizonte dessa cidade superplana e se encantar ainda mais com sua arquitetura.

Vistas de Buenos Aires – Olhando a capital argentina de cima

Zirkel

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Restaurante panorâmico Zirkel (Crédito: Aires Buenos)

Único restaurante de Buenos Aires com vista panorâmica, o Zirkel fica no vigésimo primeiro andar do número 327 da avenida Corrientes. No mesmo prédio está o Instituto Goethe e o Club Alemán – o restaurante, aliás, é dentro do clube. A vista não é 360 graus, mas dá pra ver boa parte da sempre agitada avenida Corrientes, o obelisco e o Rio da Prata – se o tempo estiver limpo, dá pra avistar ao longe a uruguaia Colonia del Sacramento, do outro lado do rio. O lugar é tão legal que foi escolhido como parada final do nosso city tour noturno Buenas Noches. Brindar com espumante e mirar a paisagem é uma experiência e tanto. O Zirkel funciona diariamente, menos aos domingos (consulte aqui os horários).

Obelisco

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Vista das 4 faces do obelisco (Crédito: Mariana Sanchez)

Diferente da parisiense Torre Eiffel e da nova-iorquina Estátua da Liberdade, o maior ícone de Buenos Aires não está aberto para visitação. Aos que sempre imaginaram como seria a vista de lá de cima, na esquina da Corrientes com a 9 de Julio, o artista Leandro Erlich decifrou o mistério na intervenção “La democracia del símbolo“, criando uma réplica em tamanho real da ponta do obelisco para que as pessoas pudessem entrar ali e olhar o visual de suas quatro janelinhas, filmadas por uma câmera. A réplica ficou por muitos meses em frente ao Malba e à Usina del Arte. Antes de sair de cartaz, fui lá e captei essas imagens pra quem quisesse matar a curiosidade.

Galería Güemes

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Mirante da Galería Güemes (crédito: Mariana Sanchez)

Quem caminha pela famigerada calle Florida muitas vezes passa batido por aqui, mas essa galeria, que já foi cenário do conto O outro céu, de Julio Cortázar, é também um mirante com vista 360 graus da cidade. Quando foi inaugurado, no dia 15 de dezembro de 1915, o edifício em estilo Art Noveau projetado pelo arquiteto italiano Francisco Terencio Gianotti foi um dos primeiros arranha-céus portenhos, com seus 14 andares e quase 90 metros de altura. O mirante ficou fechado por muitas décadas e só reinaugurou em 2013. É possível visitá-lo de segunda a sexta-feira a cada vinte minutos em vários horários (confira no site), ao custo de $ 40 pesos (preço de junho de 2016). O último horário é às 17h40, bem a tempo de ver o pôr do sol. Às quartas, a visita é guiada por Néstor Zakim, especialista no assunto e autor do livro “Cúpulas, remates y miradores de Buenos Aires“. Se ele não estiver lá, não tem problema: José, o guardião da torre, conhece aquela vista como ninguém, e saberá explicar cada um dos edifícios avistáveis dali, do Bencich ao Otto Wolf, do estádio La Bombonera ao emblemático Railway Builing, considerado o primeiro arranha-céu da América Latina.

Palacio Barolo

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Palacio Barolo (Crédito: Clarín)

Impossível não reparar neste edifício da Avenida de Mayo, um dos mais belos de toda a cidade. Construído pelo arquiteto Mario Palanti para o poderoso empresário Luis Barolo, ambos italianos, foi o mais alto da capital portenha entre 1923 (sua inauguração) e 1936 (quando foi erguido o famoso Kavanagh). O curioso é que ele está inspirado na estrutura da Divina Comédia, o poema épico de Dante Alighieri. Dividido em três partes, Inferno, Purgatório e Paraíso, o palácio tem 100 metros de altura contando seu farol, mesmo número de cantos do poema. Todas essas analogias são explicadas na visita guiada ao edifício, que pode ser realizada de dia ou de noite, em inglês ou espanhol. O valor fica em $ 195 pesos por pessoa (preço de junho de 2016), e é preciso reservar antes pelo fone 4381 1885, das 9h às 20h de segunda a sábado, às terças das 10h às 18h. (Mais infos, aqui.) Eles também oferecem um tour fotográfico de duas horas de duração por $ 250 pesos. O Palacio Barolo fica na Avenida de Mayo, 1370, a uma quadra do Congresso.

Bina Zanette, toda faceira no topo do Barolo (Foto: Heitor Humberto)

Bina Zanette, toda faceira no topo do Barolo (Foto: Heitor Humberto)

Parque de la Ciudad

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Taí um passeio bem diferente! Localizado bem longe do centro, no bairro Villa Soldati, o Parque de La Ciudad é um lugar desconhecido até mesmo pelos portenhos. Sua principal atração, a Torre Espacial, tem 208 metros de altura e oferece uma visão única da cidade. O lugar é um tanto estranho, foi inaugurado como um parque de diversões, mas não deu muito certo e depois de um tempo virou propriedade do governo municipal. O terreno é muito usado para shows e festivais de música. As visitas acontecem somente feriados e fins de semana. Para chegar lá você pode usar as linhas 101, 114, 143 e 150 ou o Premetro, espécie de bonde que é conectado à linha E do metrô portenho. Mais info no link http://www.buenosaires.gob.ar/innovacion/parquedelaciudad

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6 comentários

  1. Adoro ver as cidades de cima. Curti matar a curiosidade da vista que teríamos se a gente pudesse subir ao Obelisco 😉 Um hotel que tem uma vista bem bacana da Av. 9 de Julio e do Obelisco é o Panamericano que fica ali pertinho. No último andar tem uma piscina e um bar magníficos, mas é só para hóspedes. Masssss de vez em quando, se ninguém perceber, dá pra subir e dar uma voltinha rapidinho.

  2. Thamiris

    Mariana! Adorei o post! Estou indo na cidade em novembro e quero passar em dois lugares que você citou!!
    Me tira duas dúvidas? (Se você pude :D).

    Dá pra entrar no Palacio Barolo sem obrigatoriamente fazer a visita guiada? Só pra passear e conhecer?
    E, olhei pelo street view o Parque de la Ciudad, realmente me pareceu estranho, rs. É meio deserto… isolado. Será que é seguro de ir lá e passear? Fiquei com vontade de conhecer a Torre, mas com um pouco de receio.

    Brigada!
    Bjs.

    • Túlio Bragança

      Thamiris, dá pra entrar sim no Barolo mas vc só fica no térreo, não tem acesso aos outros andares. Sobre o Parque de la Ciudad, melhor ir de táxi ou Uber, realmente é pouco habitado e meio deserto.

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