Roteiro de 6 dias em Buenos Aires

O Rafael veio com mais três amigos para a capital portenha e hoje é ele quem conta na Dica do leitor como foi o seu roteiro de 6 dias em Buenos Aires. Eles fizeram passeios mais culturais, além de visitar os pontos turísticos tradicionais da cidade. Como estavam em quatro pessoas, eles optaram por andar mais de táxi e mesmo assim o valor não ficou tão alto, pois eles acabavam dividindo entre os quatro.

Eles pegaram várias dicas aqui do blog e você pode e deve fazer o mesmo! Mas também recomendamos o nosso Guia Básico de Buenos Aires – O que fazer em 4 dias um roteiro com quatro dias de passeios fechadinhos para você. Também temos o Guia Lado B dos pontos turísticos em Buenos Aires, com lugares não tão conhecidos, mas muito interessantes de Buenos Aires.

Roteiro de 6 dias em Buenos Aires – Dica do leitor

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Olá, Túlio e leitores do Aires Buenos! Escrevo para contar a vocês um resumo do que foi a viagem que fiz com mais três amigos para Buenos Aires em junho. Como queríamos que a viagem fosse especial, pesquisamos bastante antes de ir: passagens, hotel, visitas, cultura local, etc. e o Aires Buenos serviu como uma verdadeira enciclopédia: aproveitamos muitas dicas, que realmente foram perfeitas. Como nós 4 somos do mundo das artes (cantores, atores, fotógrafo), o planejamento da viagem foi direcionado para que tivéssemos experiências diversas e o enfoque foi em cultura (museus, concertos, gastronomia, etc). Vamos aos registros!

1º Dia
Desembarcamos em Ezeiza no dia 10 de junho (quarta-feira) às 13 horas. O funcionário do Sr. Nestor já estava nos aguardando (combinamos o transfer com ele via whatsapp, tanto na ida quanto na volta). O serviço é realmente muito bom, o preço é justo e ele ainda dá várias dicas baseadas nas preferências do visitante. Também fizemos câmbio de um valor inicial com ele.

Chegamos ao Hotel Tritone, no Microcentro, fizemos check-in, deixamos as malas e saímos para um passeio inicial. Uma passadinha na Starbucks da esquina para um café e uma medialuna e seguimos para o recém-inaugurado Centro Cultural Néstor Kirchner (dica de ouro do blog!), pois pesquisando no site de lá, descobri que em dois dias haveria um concerto da Orquestra Sinfônica Nacional e nós queríamos comprar ingressos para assistir. Chegando lá, ficamos surpresos com o tamanho e a beleza do local e também ao descobrir que os ingressos são gratuitos (devem ser retirados mais cedo no dia dos concertos). Em seguida, pegamos um táxi e fomos ao Museo Evita, que é belíssimo e imperdível para quem visita BsAs, até mesmo para entender a devoção que o povo argentino tem por Evita.

Após isso, fomos caminhando até o MALBA, que é muito bacana e tem uma coleção de arte considerável. Como as duas visitas demoraram bastante, ao sair do MALBA decidimos jantar e a escolha foi o Burger Joint, uma experiência gastronômica incomparável: o restaurante é discreto, meio “pé-sujo”, o cardápio é restrito e está escrito à mão em papelão pendurado nas paredes, que são todas rabiscadas e adesivadas… Tudo super ‘roots’, como costumamos classificar. Mas essa decoração, o atendimento e os frequentadores deixam o lugar super cool. A maior surpresa, no entanto, fica para os hambúrgueres simplesmente di-vi-nos que são servidos, e o preço é camarada. De forma geral, achamos que comida e táxi são coisas razoavelmente baratas em Buenos Aires, ainda mais dividindo em 4 pessoas. Bom, após o jantar ficamos passeando por Palermo e terminamos a noite com um vinho no Querido Gonzalez, que também amamos.

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2º Dia
Tomamos café da manhã no hotel, que mesmo simples era muito bom. Tínhamos programado para este dia uma visita ao Jardim Botânico e ao Rosedal, sendo assim seguimos de táxi para lá. Ao chegarmos, nos deparamos com o monumento a Giuseppe Garibaldi ao lado do Jardim Botânico, o que foi uma feliz coincidência, pois dois de nós moramos na cidade de Garibaldi, no RS. Após o devido registro, seguimos para a visita ao Jardim Botânico, que rendeu outras tantas fotos.

Depois deste passeio, paramos para um cappucino no café ‘El Galeon’, onde fomos muito bem atendidos pela Mônica. Seguindo, fomos caminhando até o Rosedal, que é um parque belíssimo, e após este passeio pegamos um táxi para Puerto Madero. Lá, passeamos pelo píer e fizemos fotos, enquanto procurávamos um lugar para almoçar. O eleito foi o Bahia Madero, que além de charmoso serve um ótimo menu executivo a 120 pesos por pessoa (entrada, prato principal e sobremesa).

Após o almoço – regado a um excelente vinho e muitas risadas – passeamos pela Puente de la Mujer e nos dirigimos até o Museu Fortabat, ou melhor, “Colección de Arte Amalia Lacroze de Fortabat” que já te recebe com uma obra de Andy Warhol retratando a senhora Amalia, que faleceu em 2012 aos 90 anos deixando uma coleção de arte que inclui nomes como Rodin, Dalí e Chagall. Seguimos até o Faena Art Center, enquanto apreciávamos o visual de Puerto Madero à noite; infelizmente não conseguimos visitar o Faena, pois já estava fechado (um motivo para nova visita a Buenos Aires no futuro). Voltamos ao hotel para descansar e mais tarde fomos ao Palermo Soho para jantar e tomar alguns drinks.

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3º Dia
Após o café da manhã no hotel, pegamos um táxi até a Faculdade de Direito, que é belíssima. Ao lado, a Floralis Generica, reinaugurada dois dias antes, proporcionou lindas fotos; o monumento é belíssimo também à noite, com a flor fechada e iluminada. Seguimos caminhando até o Museu de Arte Decorativo, apreciando os lindos prédios das embaixadas de outros países no caminho. O Museu estava fechado (abre apenas às 14h), mas não perdemos a viagem: os cafés, muffins, medialunas e alfajores do Croque Madame, em frente ao museu, foram perfeitos. O lugar é lindo e o atendimento impecável.

Seguimos de táxi para conhecer a livraria El Ateneo, onde ficamos muito tempo aturdidos com tanta beleza. Fizemos fotos, escolhemos o que iríamos comprar e mesmo tento comido há pouco tempo, nos negamos a sair de lá sem tomar um café no palco do “teatro”. Acabamos provando tostadas, brownies, cappucino e chá gelado. Em seguida, pegamos um táxi para visitar o Cemitério da Recoleta. Nos programamos para uma das visitas guiadas gratuitas à tarde, mas uma guia veio nos oferecer um tour prive por 50 pesos por pessoa e pensamos que seria mais bacana. Não erramos: a guia Adriana (procurem por ela) foi superatenciosa e nos mostrou o cemitério pela ótica das verdadeiras obras de arte que adornam os túmulos, como esculturas, portões de bronze, entre outras coisas. Além de belo, emocionante. A visita guiada durou em torno de 30 minutos e nós permanecemos mais 1 hora observando e fotografando. O destaque fica por conta dos vários gatinhos aproveitando o sol e fazendo cenas para os visitantes.

Após a visita ao cemitério, seguimos de táxi até o Buenos Aires Design para conhecer e jantar no Hard Rock Café, que A-MA-MOS! Lugar lindo, comida e drinks maravilhosos (nachos e hambúrgueres de outro mundo) e atendentes muito simpáticos. Compramos alguns souvenirs (poucos, o preço não ajuda muito) e pegamos um táxi para o Centro Cultural Kirchner, para retirar os ingressos do concerto daquela noite. Chegamos três horas antes e a fila já estava gigantesca: os ingressos começam a ser distribuídos duas horas antes, mas isso não é o suficiente para conseguir uma entrada. Levamos em torno de 2 horas para conseguir os ingressos e entrar, caminhamos um pouco para conhecer o espaço (as salas La Ballena Azul e Chandelier são de tirar o fôlego) e entramos para o concerto, que foi inesquecível. A Orquestra Sinfônica Nacional brindou os quase 2000 espectadores com o “Concerto para violino e orquestra”, de Jan Sibelius, que teve como solista o violinista Xavier Inchausti, e a “Sinfonia Alpina, Opus 64”, de Richard Strauss, contando com mais de 120 músicos no palco – um verdadeiro deleite visual e auditivo. A nossa dica é evitar pegar os assentos laterais do terceiro piso, de onde não é possível enxergar o palco (ainda bem que conseguimos trocar para os camarotes do primeiro andar). Como nesse dia era o Dia dos Namorados no Brasil, um casal de amigos ainda emendou um jantar romântico após o concerto.

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4º Dia
No sábado, decidimos aproveitar as atrações do Centro, pois alguns lugares, como a Casa Rosada, só abrem visitação nos finais de semana. Caminhamos do hotel até o Obelisco, em seguida para a Catedral Metropolitana, que é linda. A dica é ir bem cedo, pois a partir da metade da manhã fica lotada; como achamos que uma catedral é lugar de oração e contemplação, não é bacana ir com muvuca.

Após isso, fomos até a Casa Rosada, que também estava cheia e não tivemos paciência pra esperar o horário da visita guiada, mas vale a visita pela tradição e representatividade. Passamos pelo quarteirão da Manzana de las Luces e caminhamos até o Squzi para o almoço: ainda bem que andamos bastante, assim diminuímos a culpa pelos pratos consumidos: chorizo com papas fritas ou purê de batata, ravióli de ricota com molho de filé e talharim caseiro com molho parisiente, regados a um excelente Malbec. O atendimento foi supereficiente e cordial e o ambiente é divertido e aconchegante.

Após um longo e revigorante almoço, visitamos a Galerias Pacífico e seguimos até o Teatro Colón para a visita guiada, porém todas as atividades estavam suspensas naquele dia. Assim, pegamos um táxi até o Café Tortoni, onde após uma meia hora na fila para entrar, sentamos em uma mesa mais ao fundo e degustamos os famigerados churros acompanhados por cafés e chocolate quente, além de tiramisú e outras maravilhas. Porém o que mais impressiona realmente é a história e a arquitetura do local, óbvio que vale a visita!

Depois dessa experiência única, um passeio pela Calle Florida e seguimos para o hotel, para descansar. Dormimos algumas horas, nos arrumamos e seguimos para a balada: escolhemos a Rheo, no Crobar. No caminho, paramos no bar La Vitola, para uma empanada ou fatia de pizza, afinal não tínhamos jantado. A festa foi excelente, muita gente bonita e boa música; os drinks são um pouco caros, observamos que os portenhos não beberam muito na festa, talvez por isso. E para nós o pior é que é permitido fumar na balada, então quem tem problema com isso é melhor evitar. Comentamos isso com um taxista, que nos disse que estão trabalhando para implantar as leis antifumo na Argentina, como no Brasil, mas não sei se é realmente isso e quanto tempo irá levar. Não nos alongamos muito na festa, pois no dia seguinte já tínhamos programação para a manhã, mas realmente o movimento na balada começa a partir das 2 horas, ainda bem que não fomos muito cedo!

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5º Dia
No domingo, após o café da manhã no hotel, o programa tradicional é a Feira de San Telmo! Realmente é uma feira gigantesca e bem bacana, e embora os preços não sejam verdadeiras pechinchas, dá pra encontrar souvenires bacanas para os amigos e família. No caminho, a tradicional foto com a Mafalda. Nossa dica é entrar na farmácia Estrella, uma farmácia antiga muito linda, adornada com esculturas, lustres e até mesmo afrescos nas paredes.

Após o passeio, reservamos o almoço para uma parrilla com toda a calma, então fomos até o restaurante ‘Gran Parrilla Del Plata’, onde pedimos chorizo, ojo de bife, bife de chorizo, asado de tiras (costela) e churrasquito de cerdo; para beber, água, sucos e vinho. O lugar é charmoso e tem muita história (pra variar), o atendimento é excelente e come-se muito: os cortes de carne são enormes, então nada de acompanhamentos!

Depois do almoço, uma passada no hotel para deixar as compras da feira e seguimos para o Colón para nova tentativa de visitação. As visitas guiadas estavam encerradas, mas uma senhora simpática sugeriu que retirássemos ingressos gratuitos para o ensaio geral da ópera ‘Quartett’, do italiano Luca Francesconi e foi o que fizemos: retiramos os ingressos e enquanto esperávamos, visitamos a loja do Teatro e tomamos um cappucino no café do mesmo.

Após a ópera, passamos na Starbucks e pegamos um café para beber a caminho do hotel. Descansamos e nos preparamos para a despedida de Buenos Aires, comendo uma deliciosa pizza de muzzarella na maravilhosa pizzaria Guerrin. A dica é pedir uma mesa no salão novo do fundo, que é muito bacana! A pizza e o atendimento também são especiais… imperdível!

6º Dia
Nosso voo de retorno estava marcado para as 13h30, então tomamos café da manhã no hotel, fizemos check-out e esperamos pelo taxi do Sr. Nestor para nos levar ao aeroporto. Nos divertimos contando ao motorista o que achamos da viagem e nem percebemos o tempo passar. Reservamos um bom tempo para as compras no free shop de Ezeiza, que é bem grande, e aproveitamos os últimos momentos na terra dos hermanos, com a promessa de que voltaremos assim que pudermos!

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Que viagem gostosa, essa não? E foi uma pena vocês não terem conseguido fazer a visita guiada pelo Teatro Cólon. Agora precisam voltar para Buenos Aires para isso e também para conhecer o Faena Art Center! E que bom que na maioria dos restaurantes vocês receberam um bom atendimento, algumas vezes isso pode não acontecer por aqui!

Se você quer ver outras experiências como essa do Rafael, visite a categoria aqui do blog DICA DO LEITOR.

E para você que já visitou Buenos Aires, mande para nós o seu roteiro! Escreva para airesbuenosblog@gmail.com contando sobre a sua viagem e não se esqueça de enviar algumas fotos também.

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17 comentários

  1. Vinicius Drummond

    Show o relato, programação de muito bom gosto!

    Estou sonhando com a minha ida, vêm setembro!

    • Morena Santos

      Obrigada Vinicius! Foram dias maravilhosos e inesquecíveis! Bateu aquela saudade após ler o post!

  2. Dani

    Só uma duvida, eu esqueci em casa antibiótico pra garganta. Será que eu consigo comprar lá? Ou vou ter que ir num médico possa pegar receita?

  3. Marina

    Seu Nestor me deixou na mão, fiquei esperando no aeroporto e nada dele aparecer, depois me mandou uma mensagem falando que eu não tinha agendado o transfer, e isso porque eu agendei por email, facebook e whats app e em todas as 3 ele confirmou que estava marcado.

  4. Manu

    Adorei!!!
    Relato muito bem escrito, dicas legais e fotos lindas.
    Percebe-se que a viagem foi ótima.

  5. Suzana Mendes

    Boa noite, Túlio.

    Eu e meu esposo estamos indo para Buenos Aires semana que vem, quinta feira, dia 23, para passar 4 dias inteiros. Compramos o seu guia e deu ótimas dicas. Estamos em dúvida apenas em relação à moeda, se é melhor comprarmos dólar e trocar por peso, ou se podemos trocar o real direto pela moeda argentina. Fora isso, pensamos em levar algo em torno de 6500 pesos (para todas as despesas: táxi, restaurantes, compras, etc). É suficiente?! Pode nos dar uma rápida consultoria sobre o assunto?

    Muito obrigada
    Suzana

    • Túlio Bragança

      Oi, Suzana. É um valor bastante bom mas esqueça compras. Se quiser sair para lojas é melhor trazer uma grana extra, diria que 50% a mais. Sobre dinheiro, depende se vc vai ou nao usar o mercado paralelo. Se for usar o melhor é dolar, se for trocar no oficial é real. Veja nossos posts sobre dinheiro que explicamos melhor Obrigado pela compra e boa viagem

      • Suzana Mendes

        Oi Túlio. Obrigada 🙂 Estamos pensando no paralelo. Vc tem alguma “cueva” para indicar? Vou considerar a questão de levar mais $ para eventuais compras.

        • Túlio Bragança

          Oi, SUzana! Depois de ter algumas dores de cabeça com o assunto a gente tem a posição de não recomendar lugares específicos, pois se trata de um negócio que não é regulamentado por mais que seja algo bem normal. A Calle Florida está cheia de vendedores, mas não conhecemos nenhum em específico.

  6. Milena Almeida

    Túlio estou indo com meu namorado agora em agosto e tenho a mesma dúvida da Suzana qnt a quantidade de $$ levar…vamos passar 09 dias e estamos pensando algo em torno de 6.000 pesos para cada,vc acha suficiente ?Obrigada

  7. Alan

    Que fotos incríveis! Realmente um tour pela argentina merece fotos dignas de BsAs! Em janeiro retorno à BsAs e pretendo voltar com belíssimas fotos assim como as do relato.

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